sexta-feira, 9 de agosto de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 11 DE AGOSTO DE 2013

OBSESSÃO NA INFÂNCIA
 
A obsessão na infância é um capítulo muito expressivo para integrar a relação das psicopatogêneses dos disrúrbios de comportamento e mentais, necessitando urgente atendimento especializado, desse modo facultando oportunidades para a recuperação do paciente, para a sua saúde, para o ressarcimento dos seus débitos através do bem que deverá fazer, ao invés do sofrimento que experimenta.[1] 
No capítulo 4 da obra Sexo e Destino, os Espíritos Anacleto e Philomeno de Miranda observam o Padre Mauro (encarnado) no educandário onde trabalhava como professor. No pátio do colégio, Philomeno foi atraído pela animação intensa e jovial das crianças em movimentação. Surpreso, observou que todas elas estavam acompanhadas por Espíritos que apresentavam diversificados caracteres morais, sendo alguns entidades cruéis, que, desde cedo, intentavam perturbá-las psiquicamente. A informação não nos deixa dúvidas quanto ao fato de que a criança, desde o nascimento, poderá estar acompanhada por seres invisíveis com a intenção de levá-la ao fracasso dos seus intentos na atual existência. Continuando com o relato do que observava espantado, o estudiosos Espírito, sempre interessado em compreender cada vez melhor o conúbio entre encarnados e desencarnados, com a finalidade de minimizar as funestas conseqüências físicas e morais para os envolvidos, revela que diversas daquelas crianças “situam-se em processo obsessivo, já que o intercâmbio mental entre os desencarnados e elas era pode demais estreito!” (grifamos) 
É consolador saber que, não obstante ser a criança um Espírito ve1ho, que alberga em si muitas experiências evolutivas, nesse período da infância, recebe maior apoio espiritual, tendo em vista resguardar o programa reencarnacionista a que se submeteu. Como se explica, então, diante da proteção especial, a instalação do processo obsessivo na criança? perguntará o leitor com justa razão. O mentor Anacleto esclarece que a obsessão na infância muitas vezes é continuidade da ocorrência procedente da erraticidade, significando, portanto, que os Espíritos vingativos e viciados reencontram suas vítimas no Além-túmulo e a elas se imantam. Suas influências perniciosas não impedem o processo reencarnatório, é certo, mas criam sérios percalços, dos quais citamos alguns: 
- graves dificuldades no relacionamento entre filhos e pais, alunos e professores;
- irritações, agressividade, indiferença emocional e perversidade;
- dificuldade de compreensão e lentidão no pensamento;
 - enfermidades físicas e distúrbios mentais ou psicológicos. 
Conta-nos a saudosa médium Ivone A. Pereira um caso interessante, o qual resumiremos para o leitor, ficando o convite para consultar a referida obra, objetivando saber mais sobre este assunto.
Uma garota, parente da médium, apresentava comportamentos não comuns a uma criança de dez anos de idade. Consultados os Espíritos, ficou patente a influenciação de seres desencarnados. A menina se apresentava com trejeitos cômicos, caretas horríveis, palavreado piegas ou atrevido, irritando os familiares e escandalizando os estranhos. Além do mais, rebelava-se contra qualquer ação disciplinadora, fazendo-lhe acreditar portadora de distúrbios mentais. Castigos foram aplicados sem nenhum resultado. Rejeitava a prece e os passes que lhe desejavam aplicar. Mas, às vezes, mostrava-se normal, conversava inteligentemente, demonstrando precocidade. 
Consultado o Espírito Charles, um dos mentores da médium, disse ele: “Ela afinou-se com entidades inferiores durante estágio no Espaço, antes da reencarnação. Arrependimento sincero, porém, levou-a, a tempo, a se retirar das mesmas, e desejar encaminhar-se para melhores planos. É médium, ou antes, possuiu faculdades mediúnicas, que futuramente poderão frutificar generosamente, a serviço do próximo, se bem cultivadas. Os antigos companheiros do Invisível assediam-na, tentando reavê-la para o sabor de velhos conluios. Conhecereis o remédio para tais desarmonias. Aplicai-o!”[2]
Ao se constatar, com certeza, que a criança apresenta comportamentos muito diferente do das outras com as quais brinca e convive; que é incontrolável, alternando dos estados agressivos aos de quietude depressiva e, algumas vezes, tentando a autodestruição, pode-se concluir que esteja em processo obsessivo. Nesses casos, o mecanismo terapêutico é um tanto complexo em face de uma enorme ausência de cooperação consciente do enfermo infantil, mas alguns procedimentos – além dos mencionados no capítulo anterior – podem ser encaminhados: 
- tratamento espiritual sério e bem orientado;
- passes magnéticos e água fluidificada; 
- evangelização sob a luz do pensamento espírita; 
- psicoterapia do amor, do esclarecimento, da paciência dos genitores, familiares e educadores, quando possível;
- atitude enérgica, mas sem violência, levando-o a respeitar os limites da sua atuação;
- culto do Evangelho no lar, com a participação dela, mesmo que pareça passiva e que se mantenha inquieta, caso em que os pás devem buscar meios pedagógicos de entretê-la.
O afastamento dos obsessores, que se sentem lesados por razões que desconhecemos, não é nada fácil. Dominados pelo ódio, mostram-se intransigentes e irredutíveis; cristalizados no sentimento de ódio, são refratários a todo tipo de tentativa de esclarecimento. Muitos obsessores são hábeis e inteligentes, perfeitos estrategistas que planejam cada passo e acompanham as “vítimas” por algum tempo, observando suas tendências, seus relacionamentos, seus ideais. Identificam seus pontos vulneráveis e as exploram impiedosos. É fundamental confiar na ajuda das Potestades do Bem buscando o bem. Quando a criança está sofrendo assédio espiritual, toda a família também está, pois ninguém é parente por acaso. 
                         
Fonte: ALMEIDA, Waldehir Bezerra de. Criança: uma abordagem espírita. Matão-SP: Casa Editora “O Clarim”, 2007 


[1]                      Divaldo Pereira FRANCO, em Sexo e Obsessão, pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, p. 56. 
[2]                      Ivone A. PEREIRA, em Devassando o invisível, p. 107-108.

sábado, 3 de agosto de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 04 DE AGOSTO DE 2014

OS INIMIGOS DESENCARNADOS 

5. Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. 

Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que 

ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos 

seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado 

a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, 

tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. 

Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações 

entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão:  extinguir o ódio com o 

sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no 

além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade 

prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão 

perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. 

Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, 

podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um 

mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que 

a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

6. Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os 

desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas 

obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um 

gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, 

que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior 

do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos 

maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os 

inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham 

desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que 

não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que 

são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que 

as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; 

que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, 

pela caridade;  que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal 

e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação 

deles. E assim que o mandamento:  Amai os vossos inimigos  não se circunscreve 

ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da 

solidariedade e da fraternidade universais. 

Fonte: Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 

Brasília: Feb, 1944. 

Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MENSAGEM SOBRE A ESCOLA DE PAIS


A Evangelização Infantil, Mocidade Espírita e Escola 
de Pais têm como missão promover o ensino e 
prática da Doutrina Espírita nas nossas famílias. Venha com os seus filhos para essa atividade e cultive a paz no seu lar.

Dia: Domingo

Horário: 09h as 10h30min 

Local: Em todas as sedes do GEPE (Piedade, Água Fria, Praia do Futuro e Messejana)

terça-feira, 16 de julho de 2013

VII ENCONTRÃO DE EVANGELIZADORES

Olá pessoal,
Convido-lhes a se inscreverem para participar do VII Encontrão de Evangelizadores, que irá ocorrer entre os dias 19 e 21 de julho. Lembrando que no dia 21 não teremos atividades com as famílias na Piedade para que possamos nos fazer presentes nesse encontro. O tema do encontro desse ano será a "Inclusão". Mais informações, como contatos para inscrição e locais onde ocorrerão o evento, podem ser verificadas no cartaz ao lado.

Abraço 
Dário
Coordenador da Escola de Pais
GEPE Piedade



sábado, 13 de julho de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 14 DE JULHO DE 2013

A quem puxou essa criança?
 
O corpo deriva do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito (LE: q. 207).
 
- A quem puxou essa criança, agindo dessa forma? 
Este é um questionamento tradicional e corriqueiro que ouvimos de muitos ao presenciarem a ação ou reação de uma criança diante de certas situações ou estímulos. Sem dúvida, a pergunta tem origem na crença materialista de que os filhos herdam os caracteres morais e psicológicos dos pais ou de seus antepassados. Resquício inconsciente do traducionismo, doutrina religiosa que postula serem os filhos derivação da alma dos pais no momento de sua geração, como um ramo deriva da árvore. Santo Agostinho esposava esse pensamento, o qual foi adotado por muitos teólogos protestantes, pois ajuda a explicar a transmissão do pecado original. O traducionismo se opõe ao criacionismo do qual falamos quando tratamos da origem da alma. 
A crença na hereditariedade de características psicológicas, intelectuais e morais é tão forte que até mesmo os pais espíritas, sabedores de que o Espírito não herda do Espírito, deixam-se vencer pelo atavismo e chegam a responder à pergunta acima, dizendo que “puxou ao pai”, ou “puxou à mãe", ou mesmo “ao avô ou avó”, e assim por diante.
Quais prejuízos poderão causar essa falsa concepção dos pais na educação moral e espiritual de seus fi1hos?
Ora! admitindo-se que a criança puxou a alguém da família nos seus caracteres morais, diminui, inconscientemente, a disposição dos pais de corrigi-la por não “ter culpa de ser como é": seus pendores morais foram herdados de alguém, até mesmo bastante respeitado pelo que foi e pelo que fez. Vai surgir uma pontinha de vaidade que fortalece a concepção errada, mas cômoda do ponto de vista da educação, como se aquele alguém fosse a criança de hoje. Fica no trono o determinismo biológico, como querem os materialistas. Os genitores, acomodando-se à teoria da herança moral descuidam-se de ver nos procedimentos do seu filho as suas tendências espirituais que devem ser levadas em alta consideração.
É vital para a reeducação espiritual da criança que essa filosofia seja rejeitada, dando 1ugar ao ensinamento dos Espíritos Superiores a Allan Kardec. Com eles aprendemos o verdadeiro porquê das semelhanças morais entre pais, filhos e demais parentes consangüíneos, explicadas pela afinidade espiritual entre si.
O Codificador pergunta aos Espíritos de onde se originam as parecenças morais que costumam haver entre pais e filhos, e a resposta foi que “uns e outros são Espíritos simpáticos que reciprocamente se atraíram pela analogia dos pendores” (LE: q. 207). Nós, Espíritos imortais, ao longo de nossas experiências na esteira do tempo, assumimos diversas personalidades e vamo-nos filiando aos que se nos assemelham em ideais, hábitos e gostos, formando assim, uma grande comunidade, cujos membros - numa primeira hipótese – se comprazem em se reencontrar na mesma família, como filhos, pais, irmãos, primos, avós etc., e - numa segunda hipótese - são atraídos, independentemente de suas vontades, pela lei de afinidade, a se reunirem para um ajuste com as leis divinas. Vo1tamos, portanto, ao mundo físico por diversas vezes, em famílias consangüíneas diferentes e nos aproximamos socialmente uns dos outros por razões de afinidades e imperativo da lei de causa e efeito. Se dois jovens se reencontram para o matrimônio programado no mundo espiritual seus futuros fi1hos poderão ter semelhanças morais muito fortes com os avós ou com alguém das duas famílias, por fazerem parte da grande comunidade espiritual. 
Quanto às semelhanças físicas, a essas se submete, relativamente,o Espírito ao reencarnar, segundo as suas necessidades, ou seja, em conformidade com seus merecimentos e sua programação de vida. Dissemos “relativamente” porque a lei da hereditariedade nem sempre submete o Espírito. André Luiz ensina que "o corpo herda naturalmente do corpo, segundo as disposições da mente que se ajusta a outras mentes, nos circuitos da afinidade, cabendo, pois, ao homem responsável reconhecer que a hereditariedade relativa mas não compulsória lhe talhará o corpo físico de que necessita em determinada encarnação [...]”[1] (grifamos). Logo, a consciência profunda do Espírito reencarnante é que interfere na genética e determina a organização celular. O estágio evolutivo do reencarnante vai estabelecer o quanto ele se submeterá aos imperativos genéticos dos seus pais, considerando ainda os propósitos da nova experiência na carne. Se para ele for significativo adquirir como herança genética tal ou qual desarmonia somática de um dos seus país, assim acontecerá para que o fato venha a cooperar com seu progresso moral. Caso contrário, renascerá com total integridade física e mental, não apresentando nenhuma desarmonia biológica e psíquica.
O conhecimento dessa realidade contribui substancialmente para que os pais melhor conduzam a educação dos seus filhos: Espíritos na busca de sua libertação, necessitando contar com o amor e a força moral daqueles. Ter a certeza de que “os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações" (EE: cap. IV, itern 18) favorece o entendimento de que pais e filhos estão juntos novamente e por uma única razão: a de aprenderem a se amar e de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento.
Detectadas as semelhanças de caráter entre pais e filhos ou com outros parentes, convêm aos genitores refletir a respeito. Se boa a semelhança, cooperar para que a alma a cultive; se má, buscar corrigi-1a.
Os pais, despindo-se da vaidade, deverão se considerar, também, responsáveis por tal ou qual traço de caráter do seu filho, pois, em se tratando de moral, não sendo produto da educação deformada, será da afinidade espiritual, conforne aprendemos. Diante desta verdade, não há por que admitir que os caracteres morais dos fihos são heranças psicológicas desse ou daquele membro da família consangüínea. Vale lembrar que somos um Espírito com um corpo, e não um corpo com um Espírito, cabendo a este o domínio sobre aquele. “A matéria é apenas o envoltório do Espírito como o vestuário o é do corpo. Unindo-se a este, o Espírito conserva os atributos da natureza espiritua1" (LE:q.367). 
 
 
Fonte: ALMEIDA, Waldehir Bezerra de. Criança: uma abordagem espírita. Matão-SP: Casa Editora “O Clarim”, 2007 



[1] Francisco Cândido XAVIER e Waldo VIEIRA, em Evolução em dois mundos, pelo Espírilo André Luiz, p. 58-59.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 07 DE JULHO DE 2013

O HOMEM DE BEM

3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
            Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
            Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
            Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
            Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
            Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
            O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
            Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
            Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
            Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
            É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
            Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
            Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
            Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
            Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
            Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
            Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
            O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9)
            Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
            Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.


Fonte: Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Brasília: Feb, 1944.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DOMINGO DIA 23 DE JUNHO ENCONTRO NO GEPE PRAIA DO FUTURO


GEPE PRAIA DO FUTURO
Sede Praia do Futuro

Rua Hildebrando Pompeu, 298
(Pela Av. Zezé Diogo, em direção ao Caça e Pesca, dobre à direita logo após o Clube da Petrobrás)
Fone: (0xx85) 3234-6011



PARA QUEM NÃO CONHECE É SÓ SEGUIR O MAPA ABAIXO





Exibir mapa ampliado

domingo, 16 de junho de 2013

JANTAR FRATERNO CENTRO ESPÍRITA CEARENSE



No próximo dia 21 de junho de 2013, às 19:30h, o Centro Espírita Cearense-CEC, localizado 

à Rua Princesa Isabel, 255, Centro, receberá trabalhadores e visitantes amigos para um 

Jantar Fraterno, com o intuito de arrecadar fundos para as diversas atividades desenvolvidas 

na referida casa espírita.


Na ocasião, o evento contará com a presença de Luciano 

Klein e Nonato Albuquerque e apresentação musical dos 

grupos AME e JAPE (Centro Espírita Jesus no Lar).


VALOR DO INGRESSO/COLABORAÇÃO: R$10,00.


Agradecemos a todos os que se fizerem presentes nesta 

noite de Luz, Harmonia e 

colaboração com a manutenção dos trabalhos desta casa 

de Amor.



A DICA É DA katia Danielli VIA FACEBOOK


quinta-feira, 13 de junho de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 16 DE JUNHO 2013

O adolescente e o namoro

Na fase da adolescência, a atração sexual é portadora de alta carga de magnetismo. Surge, inesperadamente, a necessidade de intercâmbio afetivo, que o jovem ainda não sabe definir. Os interesses infantis são superados e as aspirações acalentadas até então desaparecem, a fim de cederem lugar a outras motivações, normalmente através do relacionamento interpessoal. Os hormônios, amadurecendo e produzindo as alterações orgânicas, também trabalham no psiquismo, desenvolvendo aptidões e anseios que antes não existiam.
Nesse momento, os adolescentes olham‐se surpresos, observam as modificações externas e descobrem anseios a que não estavam acostumados. São tomados de constrangimento numa primeira fase, depois, de inquietação, por fim, de certa audácia, iniciando‐se as experiências dos namoros.
Referimo‐nos ao processo natural, sem as precipitações propostas pelas insinuações, provocações e licenças morais de toda ordem que assolam o mundo juvenil, conspirando contra a sua realização interior.
Estimulados por essa falsa liberdade, mentalmente alertados antes de experimentarem as legítimas expressões do sentimento, atiram‐se na desabalada busca do sexo, sem qualquer compromisso com a emoção, transtornando‐se e perdendo a linha do desenvolvimento normal, passo a passo, corpo e mente.
Prematuramente amadurecidos, perdem o controle da responsabilidade e passam a agir como autômatos, vendo, no parceiro, apenas um objeto de uso momentâneo, que deve ser abandonado após o conúbio, a fim de partir na busca de nova companhia, para atender a sede de variação promíscua e alienadora.
O namoro é uma necessidade psicológica, parte importante do desenvolvimento da personalidade e da aprendizagem afetiva dos jovens, porquanto, na amizade pura e simples são identificados valores e descobertos interesses mais profundos, que irão cimentar a segurança psicológica quando no enfrentamento das responsabilidades futuras.
Trata‐se de um período de aproximação pessoal, de intercâmbio emocional através de diálogos ricos de idealismos, de promessas — que nem sempre se cumprem, mas que fazem parte do jogo afetivo — e sonhos, quando a beleza juvenil se inspira e produz.
As artes, em geral, a literatura, a poesia, a estética descobriram na afetividade juvenil suas verdadeiras musas, que passaram a contribuir em favor do enriquecimento da vida, através das lentes róseas dos enamorados. Todo um mundo dourado e azul, trabalhado nas estrelas e no luar, no perfume das flores e nos favônios dos entardeceres, aparece quando os jovens se encontram e despertam intimamente para a afetividade.
O recato, a ternura, a esperança, o carinho e o encantamento constituem as marcas essenciais desses encontros abençoados pela vida. As dificuldades parecem destituídas de significado e os problemas são teoricamente de soluções muito fáceis, convidando à luta com que se estruturam para os investimentos mais pesados do futuro.
O desconhecimento do corpo e a inexperiência da sua utilização, nesse período, cedem lugar a um descobrimento digno, compensador, que predispõe aos relacionamentos tranquilos, estimulantes.
Igualmente nesse curso do namoro se identificam as diferenças de interesse, de comportamento psicológico, de atração sexual e moral, cultural e afetiva.
O adolescente, às vezes, encantador, que desperta sensualidade nos outros, no convívio pode apresentar‐se frívolo, vazio de idealismo, desprovido de beleza, que são requisitos de sustentação dos relacionamentos, e logo desaparece a atração, que não passava de estímulo sexual sem maior significado.
Quando o namoro derrapa em relacionamento do sexo, por curiosidade e precipitação, sem a necessária maturidade psicológica nem a conveniente preparação emocional, produz frustração, assinalando o ato com futuras coarctações, que passam a criar conflitos e produzir fugas, gerando no mundo mental dos parceiros receios injustificáveis ou ressentimentos prejudiciais. Não raro, esses choques levam a práticas indevidas e preferências mórbidas, que se transformam em patologias inquietantes na área do comportamento sexual.
É natural que assim suceda, porque o sexo é departamento divino da organização física, a serviço da vida e da renovação emocional da criatura, não podendo ser usado indiscriminadamente por capricho ou por mecanismos de afirmação da polaridade biológica de cada qual.
O indivíduo tem necessidade de exercer a função sexual, como a tem de alimentar‐se para viver. Não obstante essa função, porque reprodutora, traz antecedentes profundos fixados nos painéis do Espírito, arquivados no inconsciente, que não interpretados corretamente se encarregam de levá‐lo a transtornos psicóticos significativos.
O período do namoro, portanto, é preparatório, a fim de predispor os adolescentes ao conhecimento das suas funções orgânicas, que podem ser bem direcionadas e administradas sem vilania, mantendo o alto padrão de consciência em relação ao seu uso.
As carícias se encarregam de entretecer compensações afetivas e preencher lacunas do sentimento, traduzindo a necessidade do companheirismo, da conversação, da troca de opiniões, do intercâmbio de aspirações.
O mundo começa também a ser descoberto e programas são delineados, nesse comenos afetuoso, tendo em vista a possibilidade de estar próximo do ser querido e com ele compartir dores e repartir alegrias.
As dificuldades e conflitos íntimos, face à aproximação afetiva, são debatidos e buscam‐se fórmulas para superá‐los e resolvê‐los.
Um auxilia o outro e abrem‐se os corações, pedindo auxílio recíproco. Quando isso não ocorre, há todo um jogo de mentiras e aparências que não correspondem à realidade, e cada um dos parceiros pretende demonstrar experiências que não consolidou, e que se encontram na imaginação, como decorrência de informações incorretas ou de usos inadequados, que exalta, tornando‐se agressivo e primário, sem a preocupação de causar ou não trauma no parceiro.
Merece considerar, também, que nessa fase, o jovem desperta para as suas faculdades paranormais, suas inseguranças e ansiedades estão em desordem, propiciando, pela natural lei de causa e efeito, a aproximação de antigos comparsas, que procedem de reencarnações passadas e agora se acercam para darem prosseguimento a infelizes obsessões, particularmente na área sexual.
Grande número de adversários espirituais é constituído de afetos abandonados, traídos, magoados, infelicitados, que não souberam superar o drama e retornam esfaimados de paixões negativas, buscando aqueles que lhes causaram danos, a fim de se esforçarem, investindo, desse modo, furiosos e cruéis, contra quem lhes teria prejudicado.
Esse é um capítulo muito delicado, que não pode ser deixado à margem, merecendo análise especial.
Assim, o namoro preenche a lacuna da imaturidade e propicia renovação psicológica e conforto físico, sem ardência de paixão, nem frustração amorosa antes do tempo.



Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf

quinta-feira, 6 de junho de 2013

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 09 DE JUNHO DE 2013

OS PERIGOS DAS PROJEÇÕES

As principais causas que levam uma criança ou um adolescente à psicoterapia são a excessiva proteção ou a rejeição praticadas no ambiente familiar. Ambas afetam a sua auto-estima, gerando transtornos tanto para pais quanto para filhos. Geralmente, a rejeição ou a superproteção estão relacionadas a um processo projetivo (ato de atribuir a uma pessoa, animal ou objeto as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio) originando em um ou ambos os pais, cujas causas, transcendendo as fundamentadas na teoria psicanalítica, podem estar relacionadas a conteúdos inconscientes adquiridos ao longo das encarnações.  
O que tentamos focalizar aqui, é que, com freqüência, a criança ou adolescente podem não ser a causa mas a conseqüência de uma problemática familiar ou individual mais profunda e, por parecer mais vulnerável, pode tornar-se vítima de um problema que conscientemente não gerou. O mesmo raciocínio pode também ser aplicado em processos obsessivos infantis, apesar de não ser este o nosso objeto de estudo.
Pretendemos, pois, abordar aqui, alguns sentimentos ou condutas apresentadas por um ou ambos os pais que podem ser o gerador de conflitos de seus filhos. Falaremos de forma sucinta sobre cada um deles, que, dependendo do caso podem aparecer individual ou simultaneamente nas inter-relações familiares.
Mudança de Status: Refere-se ao medo de perda da importância ou do amor dos filhos. É preciso compreender de antemão que tudo muda, inclusive a visão de nossos filhos sobre nós, além de seus sentimentos. O que na deve mudar é o respeito. Nunca seremos os eternos heróis, exemplos ou modelos de nossos filhos. Precisamos respeitar e até incentivar, de maneira desprendida, a sua liberdade de escolha e de sentimentos. Haverá momentos em que nossas crianças crescerão, deverão assumir as rédeas do seu destino e passarão a incorporar novos valores, afetos, e planos sem que necessariamente estejamos incluídos neles. Lembre-se que mais do que amigo(a), você já é mãe ou pai de seu filho e esse papel é único, privilegiado e intransferível! Amar, lembre-se, é tornar o Outro independente. Isso denota maturidade e amor verdadeiro. Procure solidificar sua autoconfiança. Ame-se, abasteça-se com suas próprias alternativas de felicidade, para não delegar ao Outro a responsabilidade de fazê-lo(la) feliz. Isso é puro egoísmo.
Sacrifício: O sacrifício é decorrente de um processo masoquista e ocorre com pessoas que não pesam responsavelmente suas escolhas. Ter filho não é “padecer no paraíso”, não é uma cruz a ser carregada, é simplesmente o resultado de uma escolha que nos foi permitida para possibilitar o nosso crescimento evolutivo e o de outro Ser. Precisamos acabar com a idéia de utilizarmos o sofrimento como remissão de nossa culpa. Ele é apenas o resultado de erros de percurso e que nos sinalizam para o caminho reto. Outra coisa a lembrar: todo sacrifício subtende uma troca (na cabeça do que se sacrifica) isso é, novamente, egoísmo. “Quando temos um filho é para ter o prazer dessa experiência inigualável, e esse prazer – devemos saber de antemão – não sai de graça. Nem financeira nem afetivamente.” Amor dado não é amor cobrado, senão não é amor. Procure autosustentação afetiva.
Inveja: A inveja tem, como origem, a antigas frustrações e fracassos não resolvidos e interiorizados. Pode parecer cruel mas, queiramos ou não, podemos invejar nossos filhos na sua juventude beleza, energia e habilidades que podem ser até bem maiores que as nossas. Precisamos perceber as pessoas com as quais convivemos como seres em diferentes níveis de evolução e objetivos. A harmonia nas relações sociais somente se dará quando conseguirmos aprender a conviver com as diferenças. Evite entrar em guerra de poder com o seu filho, onde a crítica, e o cerceamento de liberdade são as mais contundentes provas de inveja. Muitas vezes, também, projetamos nas nossas relações incômodo, da crítica ou maledicência para com o comportamento alheio, o que não implica em inveja, mas no espelhamento daquilo o que vemos no Outro e que rejeitamos em nós, mas não conseguimos nos conscientizar ou mudar. Por exemplo, uma pessoa autoritária não suporta conviver cm outra, por, apesar de não reconhecerem, serem iguais.
O ciúme: De origem semelhante à inveja, o ciúme atinge geralmente todo alvo de desejo de nossos filhos que não sejamos nós. Como na inveja, é necessário respeitar e reconhecer as vontades, escolhas e diferenças do Outro. Precisamos amadurecer e procurar autoconfiança suficiente para não sufocar nossos filhos e roubar-lhes o sentido da vida. Com bastante critério e isenção devemos avaliar se o nosso objeto de preocupação (ciúme) justifica e traduz um perigo real ou é mero resultado de projeções pessoais.
A ansiedade: A ansiedade é um sentimento difuso que provem do medo da desagregação, da perda, principalmente afetiva. É natural e até necessário preocupar-se com os filhos e temer por sua saúde, segurança, formação de caráter, etc. O problema reside nos excessos. Precisamos analisar se não estamos exagerando nessa dosagem de cuidados e afetos. Muitas vezes transferimos para as nossas crianças os medos e receios de nossa criança interior; no fundo, não é ao nosso filho que visamos proteger, mas a nós mesmos.
O perfeccionismo: Oculta uma necessidade de aceitação e medo de rejeição. O perfeccionista sofre e faz sofrer quem com ele convive. Ele geralmente assemelha-se ao ansioso no tocante aos cuidados excessivos, só que o ansioso não sabe quem ou o que teme. O perfeccionista tem a desaprovação alheia, o que o induz ao autoritarismo, orgulho e vaidade. O perfeccionismo geralmente é crítico e vive em um mundo irreal, que não pode ser desestruturado. Geralmente inautêntico, impede a espontaneidade dos filhos visando a aprovação pública através de uma conduta perfeita, tornando-os submissos, pouco originais e acomodados. Os excessos com limpeza, organização, alimentação, bons-modos, contenção de sentimentos e emoções não revelam desvelo e competência, mas uma necessidade narcísica de aprovação e elevação social, bem como um intenso medo de enfrentar suas próprias limitações e desconhecimento de suas reais possibilidades.
Repressão/Agressividade: Toda repressão é uma forma de agressividade na medida em que impede o livre fluir do Outro. Não se prega aqui a liberação de instintos, mas a sua educação e transformação em energias mais nobres. Devemos incentivar a busca da autenticidade de nossos filhos para que tornem-se mais conscientes de suas necessidades e possibilidades evolutivas.
Egoísmo: É o provedor e mantenedor de todas as demais projeções. É o que destitui da maternidade ou paternidade a sua essência divina. Ter filhos, enfim, não é padecer no paraíso mas ter o paraíso dentro de si. Cultive a simplicidade, o bom humor, a paciência e o equilíbrio. Perdoe-se, cresça e permita o mesmo às pessoas á sua volta.

Lembremo-nos que todas as nossas atitudes e sentimentos refletir-se-ão com uma grande intensidade na vida de nossos filhos, reforçando desequilíbrios ou desenvolvendo virtudes, dependendo de um encaminhamento saudável ou não. Por imitação ou oposição nosso exemplo será referência para o que nossos filhos se tornarão como pais e cidadãos do mundo. Não veja para crer. Creia para ver.



Fonte: BARRRETO, E. F. P.; CARNEIRO, T. M. F. (organizadoras) Guia útil dos pais: Uma Abordagem Educacional Espírita. 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004.