quarta-feira, 1 de julho de 2015

ESTUDO DO DIA 05/07/2015 – FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 05/07/2015:

Tema: FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO
1. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. - (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)
2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. - Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. - Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. - Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: "Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa." Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. E tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: "Não saiba a mão esquerda o que dá a direita."

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 26/ 06/ 2012.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

ESTUDO DO DIA 21/06/2015 – RESPEITAR, RESPEITANDO-SE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 21/06/2015:

Tema: RESPEITAR, RESPEITANDO-SE

Ter filhos não é fácil. Criá-los de forma equilibrada frente às nossas dificuldades internas e externas parece mais complicado ainda. Por mais bem intencionados que sejamos, as orientações psicológicas, sociológicas, pedagógicas e espirituais por vezes nos parecem barreiras intransponíveis para as nossas limitações humanas. Aí é que reside a questão: Somos Seres Humanos! Tão humanos quanto nossos filhos! Imperfeitos mas perfectíveis, caminhando dentro de um longo e necessário processo evolutivo!
Essa constatação certamente nos alivia a culpa mas não exime a nossa responsabilidade perante a guarda, proteção, orientação e sustento dos seres que, voluntariamente ou não, permitimos vir ao mundo por nosso intermédio para dar continuidade aos seus planos evolutivos.
Então, apesar de nos reconhecermos como seres imperfeitos mas comprometidos com a nossa evolução e a de nossos filhos, porque é tão difícil encontrar a via mais correta e rápida de ascensão? Por nos faltar maior preparo e empenho, em outras palavras: por insegurança ou preguiça. Pelo simples fato de sermos inseguros quanto ao nosso potencial evolutivo e acomodados para desenvolvê-lo. Por desconhecimento ou falta de fé, permanecemos presos às malhas da acomodação materialista, do medo e das influências negativas.
Como prega a Doutrina Espírita em sua vasta literatura, o autoconhecimento, seguido da busca da autenticidade e do desenvolvimento de nossa essência divina, através da prática dos ensinamentos do Cristo, são os caminhos ou possibilidades que permitirão uma evolução consciente e real.
No tocante a uma adequada orientação de nossos filhos, necessária se faz uma transformação interior e anterior por parte dos pais. Seria o ideal, em primeiro lugar, ser objeto de transformação para depois estar preparado para transformar, apesar de ser comum as duas coisas ocorrerem juntas. Para que possamos compreender e melhorar a relação com os nossos filhos precisamos compreender e melhorar a relação com os nossos filhos precisamos compreender a nossa historia individual, os nossos motivos e objetivos espirituais, além da forma como lidamos com todos eles. Tudo isso não garantirá a resolução de nossos problemas como pais, mas nos ajudará, em muito, a redimensioná-los e fornecer-lhes outros critérios de valor.
Como tudo isso se efetivaria de forma prática? Em primeiro lugar, buscando compreender o contexto familiar em que nascemos. Ao invés de ficarmos justificando nossas falhas empurrando-as para um passado mal compreendido, deveríamos compreender a mensagem que a vida nos proporcionou ao longo do seu caminho. Devemos, então, perdoar e compreender o nosso passado e todas as pessoas que fizeram parte dele, transcendendo-o. Ao fazer isso você vai compreender melhor seu filho, pois vai possuir a sensibilidade de lembrar que você também já foi um. E vai perceber que suas dores e conflitos podem ser iguais aos seus e, se você não estiver alerta, eles poderão perdurar por toda a sua descendência. Alguém tem que quebrar o elo dessa cadeia de enganos. Isso se chama evolução ou transcendência de gerações.
Em segundo lugar, devemos encontrar o nosso Norte, ou seja, o Ser Humano que desejamos nos tornar. Precisamos estabelecer um sério compromisso com o progresso da nossa vida pessoal, profissional e comunitária. O melhor instrumento para iniciar esse processo de mudança seria a busca da autenticidade e a do auto-respeito.
A busca de equilíbrio íntimo, iniciada com a autenticidade e com o auto-respeito, refletir-se-á no conjunto de nossas relações interpessoais e nos conduzirá ao esforço da adoção de três atitudes básicas na educação de nossos filhos: a compreensão, o diálogo e o exemplo.
A compreensão relaciona-se à empatia, a sentir e perceber como nossos filhos sentem e percebem, a nos colocarmos sem seu lugar para em seguida fornecer-lhes a nossa experiência e Amor como alternativa para melhores escolhas. Compreendendo, respeitando o seu modo de ser muitas vezes tão diferente do nosso, de seguir caminhos que não planejamos, de poder, enfim, exercer o seu livre-arbítrio.
O diálogo é o meio mais legitimo de entendimento e aprendizagem. Gritos, repreensões, críticas e surras apenas atendem a quem já perdeu o controle de tudo, inclusive de si mesmo. A clareza, a simplicidade e a honestidade aliadas ao discernimento entre saber quando falar e quando calar, perfazem os instrumentos para esse intercâmbio de experiências e sentimentos.
Finalmente, o Exemplo. Procure ser um bom modelo já que você é o primeiro e o mais marcante da vida de seu filho. Pense bem de si mesmo, cuide-se. Busque o autocontrole e a autoconfiança como metas. Vivencie as orientações que você fornece, buscando sempre a coerência entre o dizer e o fazer. Observe e questione seus valores pessoais, dogmas, condutas, conflitos e apegos. Eles possuirão uma importância considerável na formação do caráter de seu filho.
Nunca subestime a capacidade crítica de seu filho, que quando fareja insegurança e fraqueza do caráter... ou lhe imitará ou o repelirá numa intensidade, por vezes, desastrosa. Para ser respeitando é necessário, portanto, respeitar-se e respeitar. É fazer ao Outro aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. Eis a máxima Espírita.
Para concluir, é preciso fazer tudo isso com Amor e Alegria. Observemos a escola da vida: Pais tristes, crianças tristes. Pais amargos, crianças infelizes. Pais violentos, crianças agressivas e desequilibradas. Apesar de todo o trabalho que dá, de todas as responsabilidades e dificuldades enfrentadas é preciso fazer valer a pena. Para o bem de todos nós.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 85 a 87p.

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 31/05/2015 – NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO S. PAULO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 31/05/2015:

Tema: NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO S. PAULO

6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 02/ 10/ 2012.
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 24/05/2015 – A VIDA SOCIAL DO ADOLESCENTE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 24/05/2015:
Tema: A VIDA SOCIAL DO ADOLESCENTE

No período da adolescência a vida social gira em torno dos fenômenos de transformação que afetam o comportamento juvenil. Assim, a preferência do jovem é por outro da mesma faixa etária, os seus jogos são pertinentes às ocorrências que lhe estão sucedendo no diaadia. Há uma abrupta mudança de interesses, e portanto, de companhias, que se tornam imperiosos para a formação e definição da sua personalidade. Não mais ele se compraz nos encantamentos anteriores, nas coleções infantis que lhe eram agradáveis, nem tampouco nas aspirações que antes o mantinham preso ao lar, ao estudo ou aos esportes até então preferidos.
É certo que existem grandes exceções, porém, o normal é a alteração de conduta social, face à necessidade de afirmação da masculinidade ou feminilidade, do descobrimento das ocorrências que o afetam e de como orientar o rumo das aspirações que agora lhe povoam o pensamento.
A sua socialização depende, de alguma forma, de relativa independência dos pais, de ajustamento à maturação sexual e dos relacionamentos cooperativos com os novos amigos que atravessam o mesmo estágio.
Para conseguir esse desafio, o jovem tem necessidade de programar e desenvolver uma forma de filosofia de vida, que o levará à descoberta da própria identidade. Para esse desenvolvimento ele necessita saber quem é e o que deve fazer, de modo que se possa empenhar na realização do novo projeto existencial.
Os pais, por sua vez, não devem impedir esse processo de libertação parcial, contribuindo mesmo para que o jovem encontre aquilo a que aspira, porém de forma indireta, através de diálogos tranquilos e amigos, sem a superioridade habitual característica da idade, facultando mais ampla visão em torno do que pode ser melhor para o desenvolvimento do filho, que deve caminhar independente, libertandose do cordão umbilical restritivo.
Esse fenômeno é inevitável e qualquer tentativa de restrição resulta em desastre no relacionamento, o que é bastante inconveniente. Os pais devem compreender que a sua atitude agora é de companheirismo, cuja experiência deve ser posta a serviço do educando de forma gentil e atualizada, porque cada tempo tem as suas próprias exigências, não sendo compatível com o fenômeno do progresso o paralelismo entre o passado e o presente, desde que são muito diferentes as imposições existenciais de cada época.
O desenvolvimento social do jovem é de relevante significado para toda a sua vida, porquanto, aqueles que não conseguem o empreendimento derrapam no uso do álcool, das drogas, na delinquência, como fuga da sua realidade conflitiva. Um grande número de adolescentes, no entanto, que têm dificuldade dessa realização, quando bem direcionados conseguem, embora com esforço, plenificarse no grupo social. Todos aqueles que ficaram na retaguarda correm o risco de percorrer as trilhas do desequilíbrio, do vício, da criminalidade.
Esse desenvolvimento deve ser acompanhado de uma alta dose de autoconfiança, que começa com a gradual libertação da dependência dos pais, antes encarregados de todas as atitudes e definições, que agora vão sendo direcionadas pelo próprio educando, naturalmente sob a vigilância gentil dos genitores, para que amadureça nas suas aspirações sexuais seguras, na preferência pelos companheiros mais saudáveis e dignos, na identificação do eu profundo, do que quer da vida e como irá conseguir. A vocação começa a aparecer nessa fase, levando o jovem a integrarse no seu mundo, onde lhe é possível desenvolver o que aspira, sem o constrangimento de atender a uma profissão que foi estabelecida pelos genitores sem que ele tenha qualquer tendência ou afinidade para com a mesma.
A questão da independência do jovem no contexto doméstico, nesse período, não é simples, porque a família dá segurança e compensação, trabalhando, no entanto, embora de forma inconsciente, para que ele perca a oportunidade de definir a personalidade, tornandose parasita do lar, peso inevitável na economia da sociedade que dele espera esforço e luta para o contínuo crescimento.
Nesse sentido, outra dificuldade consiste na seleção dos amigos, particularmente quando estes se apresentam como modelos préfabricados pela mídia: musculosos, exibicionistas, sem aspirações relevantes, sensuais e vazios de significado psicológico, de sentido existencial. Outras vezes, enxameiam aqueles que se impõem pela violência e parecem desfrutar de privilégios conseguidos mediante a prostituição dos valores éticos pelos comportamentos alienados. Ou ainda através da cultura underground, promíscua e venal, que se faz exibida por líderes de massas, totalmente destituídos de objetivos reais, assumindo posturas e comportamentos exóticos, que chamam a atenção para esconder a ausência de outros requisitos e que conspiram contra o desenvolvimento da própria sociedade.
São apresentados pela mídia como espécimes estranhos da fauna humana, atormentados e agressivos, produzindo resultados satisfatórios, porque oferecem renda financeira aos promotores dos espetáculos da insensatez... Tornamse ridículos e perdem o senso do equilíbrio, caricatos e irreverentes, em tristes processos psicopatológicos ou vitimados por estranhas obsessões que os atormentam sem termo...
Os pais sempre desempenharão papel relevante na vida dos filhos, particularmente no momento da sua socialização. Se forem pessoas sociáveis, equilibradas, portadoras de bons relacionamentos humanos, vãose tornar paradigmas de segurança para os filhos que, igualmente acostumados ao sentido de harmonia e de felicidade doméstica, elegerão aquelas que lhes sejam semelhantes e formarão o seu grupo dentro dos mesmos padrões familiares, ressalvados os interesses da idade.
Todo jovem aprecia ser amado pelos pais e desfruta essa afetividade com muito maior intensidade do que demonstra, constituindolhe segurança, que passa adiante em forma de relacionamento social agradável. Quando o convívio no lar é caracterizado pelos atritos e discussões sem sentido, a sua visão é de que a sociedade padece da mesma hipertrofia de sentimentos, armandose de forma a evitarlhe a interferência nos seus interesses e buscas de realização pessoal. Em consequência, tornase hostil à socialização, em virtude das lembranças desagradáveis que conserva do grupo familiar, que passa, na sua imaginação, como sendo semelhante ao meio social que irá enfrentar.
O jovem é convidado, por si mesmo, à demanda de transformarse em um adulto capaz, que enfrente as situações difíceis com equilíbrio, que inspire confiança, que seja portador de uma autoimagem positiva. Mesmo quando se torna independente dos progenitores, preserva a satisfação de saberse amado e acompanhado a distância, tendo a tranquilidade da certeza que a sua existência não é destituída de sentido humano nem de valor positivo para a sociedade.
Se isso não ocorre, ele fazse competitivo, desagradável, mesquinho e inseguro, buscando outros equivalentes que passam a agruparse em verdadeiras hordas, porque o fenômeno da socialização continua em predominância na sua natureza, somente que, agora, de forma negativa.
A socialização do jovem é um processo de longo curso, que se inicia na infância e deve ser acompanhada com muito interesse e cuidado, a fim de que, na adolescência, esse desenvolvimento não se faça traumático nem desequilibrante.

Fonte de Pesquisa: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf. Capturado em 22/05/2012.
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terça-feira, 5 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 10/05/2015 – DIFERENÇAS RELIGIOSAS

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 10/05/2015:
Tema: DIFERENÇAS RELIGIOSAS

O aspecto religioso da família constitui-se em um dos pilares mais potentes para a sustentação do casamento, no entanto, não raro, acontecem situações em que a religião é um ponto discordante entre os cônjuges e, às vezes, entre estes e a família.
Antes de abordar o assunto, é interessante colocar algumas afirmações importantes: Emmanuel (2) afirma que "o casamento implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo de assistência mútua", e... "atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização".
Kardec (4) comenta as duas espécies de família: as famílias ligadas pelos laços espirituais e, as ligadas pelos laços corporais, demonstrando que as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos espíritos, enquanto que as segundas, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual.
No livro "O Consolador", Emmanuel (1) esclarece que a melhor escola ainda é o lar e que os pais espíritas cristãos não podem esquecer de seus deveres de orientação aos filhos.
A estas afirmações poderíamos acrescentar o princípio da reencarnação que a Doutrina Espírita nos oferece para facilitar o nosso entendimento sobre as dificuldades de relacionamento na nossa vida.
Com bases nestas afirmações podemos deduzir que as diferenças existentes entre os cônjuges ou entre eles e a família, no tocante à religião, é uma aresta a ser trabalhada com muito carinho, compreensão e bom senso, porque a influência religiosa dá o equilíbrio e o alicerce ao lar.
Partimos da premissa que situações como estas devem ser devidamente esclarecidas na fase pré-casamento para que não ocorram ressentimentos, e isso se faz de maneira bastante simples quando se entende que somos espíritos em diferentes graus de evolução, espiritualmente comprometidos, unidos por um vínculo afetivo e com a responsabilidade de desempenhar uma função educadora e regenerativa.
Se não houve o devido esclarecimento na fase pré-casamento e há a instalação do problema, é necessário que se defina alguns pontos importantes: a função da religião no lar e como introduzi-la.
Quando existe a divergência entre os cônjuges, o exercício do amor, da compreensão e da fé será de grande valia para despertar entre ambos a confiança e, isto pode ser realizado na convivência diária e na realização do Evangelho no lar onde se faz a prece, a leitura e o comentário evangélico, com a possibilidade de ambos externarem suas opiniões.
Na eventualidade do espírita conviver com a família não espírita, devemos partir do princípio que nem todas as pessoas nutrem os mesmos sentimentos e que, não podemos esperar que elas tenham as reações que nós esperamos que tenham. Cada ser apresenta a sua individualidade, cada um tem a sua experiência, e nestes casos, em se tratando de família, há necessidade de compreendermos que, como espíritas, não devemos estimular o proselitismo, e sim praticarmos os conceitos que a Doutrina Espírita nos oferece e, de maneira oportuna (não oportunista) esclarecermos as dúvidas com bom senso, demonstrando que o respeito mútuo também é um importante fator quando se quer conviver bem e evoluir.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 60 a 61p.


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quarta-feira, 29 de abril de 2015

ESTUDO DO DIA 03/05/2015 – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 03/05/2015:
Tema: QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?

5. E, tendo vindo para casa, reuniu-se aí tão grande multidão de gente, que eles nem sequer podiam fazer sua refeição. - Sabendo disso, vieram seus parentes para se apoderarem dele, pois diziam que perdera o espírito.
Entretanto, tendo vindo sua mãe e seus irmãos e conservando-se do lodo de fora, mandaram chamá-lo. - Ora, o povo se assentara em torno dele e lhe disseram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te chamam. - Ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados ao seu derredor, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; - pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (S. MARCOS. cap. III, vv. 20, 21 e 31 a 35 - S. MATEUS, cap. XII, vv. 46 a 50.)
6. Singulares parecem algumas palavras de Jesus, por contrastarem com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de tirar daí uma arma, pretendendo que ele se contradizia. Fato, porém, irrecusável é que sua doutrina tem por base principal, por pedra angular, a lei de amor e de caridade. Ora, não é possível que ele destruísse de um lado o que do outro estabelecia, donde esta conseqüência rigorosa: se certas proposições suas se acham em contradição com aquele princípio básico, é que as palavras que se lhe atribuem foram ou mal reproduzidas, ou mal compreendidas, ou não são suas.
7. Causa admiração, e com fundamento, que, neste passo, mostrasse Jesus tanta indiferença para com seus parentes e, de certo modo, renegasse sua mãe.
Pelo que concerne a seus irmãos, sabe-se que não o estimavam. Espíritos pouco adiantados, não lhe compreendiam a missão: tinham por excêntrico o seu proceder e seus ensinamentos não os tocavam, tanto que nenhum deles o seguiu como discípulo. Dir-se-ia mesmo que partilhavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. O que é fato, em suma, é que o acolhiam mais como um estranho do que como um irmão, quando aparecia à família. S. João diz, positivamente (cap. VII, v. 5), "que eles não lhe davam crédito".
Quanto à sua mãe, ninguém ousaria contestar a ternura que lhe dedicava. Deve-se, entretanto, convir igualmente em que também ela não fazia idéia muito exata da missão do filho, pois não se vê que lhe tenha nunca seguido os ensinos, nem dado testemunho dele, como fez João Batista. O que nela predominava era a solicitude maternal. Supor que ele haja renegado sua mãe fora desconhecer-lhe o caráter. Semelhante idéia não poderia encontrar guarida naquele que disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. Necessário, pois, se faz procurar outro sentido para suas palavras, quase sempre envoltas no véu da forma alegórica.
Ele nenhuma ocasião desprezava de dar um ensino; aproveitou, portanto, a que se lhe deparou, com a chegada de sua família, para precisar a diferença que existe entre a parentela corporal e a parentela espiritual.

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 01/ 05/ 2012
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

ESTUDO DO DIA 12/04/2015 – A CORDIALIDADE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 12/04/2015:
Tema: A CORDIALIDADE
Todos sabemos o quanto é agradável tratar e conviver com pessoas educadas. Não se trata aqui daquela educação superficial, mecânica, que comumente existe em pessoas que tentam encobrir o seu grande vazio interior. Falamos sobre pessoas que possuem a alegria, a paz e o amor dentro de si e expressam esses estados da alma sob a forma de gestos, palavras e atitudes fraternas que sinalizam sua superioridade moral. São pessoas que descobriram alguns dos talentos divinos fornecidos a nós por imensa misericórdia divina.
Por diversas ocasiões lembramos aqui a importância do exemplo por parte dos pais na transmissão de ensinamentos nobres na educação de seus filhos. Como também, que servimos de modelo aos nossos filhos não somente nas grandes, mas principalmente nas pequenas atitudes, expressadas quotidianamente o nosso comportamento enquanto cidadãos do mundo.
Apesar de seu limitado uso, as famosas “palavras mágicas” sempre abriram e continuarão abrindo as portas do mundo material e espiritual. Expressões como “bom-dia, boa-tarde, boa-noite, por favor, obrigado, por nada, desculpe-me, perdoe-me, com licença, pois não”... dentre uma infinidade de expressões, podem e devem fazer parte do vocabulário familiar. A palavra tem um enorme poder juntamente com o pensamento que a gesta. Ela eleva ou destrói, a quem ouve e a quem ouve e a quem fala, se formos invigilantes. Como diria o Espírito Miramez: “A palavra educada é o alvorecer da luz no coração. Se conversares somente assuntos construtivos, a tua aura se enriquecerá com a policromia divina, criando em torno de ti uma defesa individual, certamente ajudando a quem te ouve, no mesmo sentido. E, se falares coisas incompatíveis com a moral evangélica, perfurarás a tua própria atmosfera energética, deixando o ladrão assaltar-te, como fantasma da inquietação. E ainda ombrearás com a responsabilidade dos danos causados pela tua sugestão inferior aos que te ouvem”.
Busquemos, portanto, afastarmo-nos da maledicência, dos insultos da ingratidão, da covardia, do desânimo, do egoísmo, da intolerância que tanto caracterizam a incivilidade e a inferioridade espiritual. Comecemos inicialmente a disciplinar nossa própria conduta através da nossa fala e gestos e, posteriormente, eduquemos os nossos pensamentos. Não se engane, a criança reflete o que vê. Se nós reprovamos a conduta incivilizada de nosso filho, podemos estar reprovando a nós mesmos e aos ambientes onde ele convive – geralmente escolhidos por nós. Se, ao contrário, não percebemos nada demais e até nos orgulhamos nos enganando ao acreditar que suas “diabruras” tratam-se de excesso de energia e saúde, então nós é que estamos precisando de auxílio para o nosso egoísmo e irresponsável cegueira.
Em contrapartida, o nosso exemplo, na tentativa de sermos melhores, já é muito na educação do lar, mas não é tudo. Precisamos ter na cordialidade um sustentáculo básico para a educação de nossos filhos. E essa é uma tarefa contínua, que requer persistência, paciência e disciplina e, por vezes, chega a tornar-se cansativa, mas, vale a pena. Nada adquirido sem esforço próprio tem real valor. E a cordialidade é o primeiro portal para a verdadeira caridade.
Esforcemo-nos, portanto, para que nossos filhos iniciem-se na convivência fraterna, que só lhes trará felicidade, através de pequenas palavras e gestos de cordialidade, tais como: evitar gritos desnecessários, palavrões, bem como gestos grosseiros ou obscenos; não interromper as conversas desnecessariamente; evitar mexer indevidamente no que é alheio; não usar de maledicência; agradecer sempre quando beneficiado por qualquer dádiva; respeitar os humildes e mais velhos; dentre tantas outras atitudes que tenham como base a máxima espírita “Fazer e desejar  ao Outro o que desejaríamos que se fizesse ou desejasse a nós”. Lembremos que liberdade excessiva é sinônima de libertinagem, bem como o excesso de liberdade revela abandono e descaso. Toda criança ou adolescente requer e pede limite, principalmente nos momentos de maior rebeldia, por isso significar que alguém zela por ele e preocupa-se com o seu correto encaminhamento na vida.
A boa educação, portanto, não é sinônimo de repressão da espontaneidade, mas o redirecionamento adequado de energias primitivas e inadequadas, transmutando-as em bens da alma, na busca do próprio aperfeiçoamento.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 125 a 127p.   

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ESTUDO DO DIA 05/04/2015 – PERDOAI, PARA QUE DEUS VOS PERDOE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 05/04/2015:

Tema: PERDOAI, PARA QUE DEUS VOS PERDOE


1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; - mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)
3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. - Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?" - Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.)
4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.
Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 27/ 03/ 2012.
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quarta-feira, 18 de março de 2015

ESTUDO DO DIA 22/03/ 2015 – O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 22/03/2015:
Tema: O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA
A partir de Freud o conceito de sexo sofreu uma quase radical transformação. O eminente Pai da Psicanálise procurou demonstrar que a sexualidade é algo maior do que se lhe atribuía até então, quando reduzida somente à função sexual. Ficou estabelecido que a mesma tem muito mais a ver com o indivíduo no seu conjunto, do que específica e unicamente com o órgão genital, exercendo uma forte influência na personalidade do ser.
Naturalmente, houve excesso na proposta em pauta, nos seus primórdios, chegando-se mesmo ao radicalismo, que pretendia ser a vida uma função totalmente sexual, portanto, perturbadora e conflitiva.
Sempre se teve como fundamental que a vida sexual tinha origem na puberdade, no entanto, sempre também se constataram casos de manifestações prematuras do sexo, em razão do amadurecimento precoce das glândulas genésicas.
A Freud coube a tarefa desafiadora de demonstrar a diferença existente entre a glândula genital, responsável pela função procriadora, e a de natureza sexual, que se encontra ínsita na criança desde o seu nascimento, experimentando as naturais transformações que culminariam na sexualidade do ser adulto. Ainda, para Freud, a função de natureza sexual é resultado da aglutinação de diversos instintos — heranças naturais do trânsito do ser pelas fases primárias da vida, nas quais houve predominância da natureza animal, portanto, instintiva que se vão transformando, organizando e completando-se até alcançarem o momento da reprodução, igualmente ligada àquele período inicial da evolução dos seres na Terra.
No transcurso desse desenvolvimento dos denominados instintos parciais, muitos fatores ocorrem naturalmente, sendo asfixiados, transferidos psicologicamente, alterados, dando nascimento a inúmeros conflitos da personalidade. A personalidade, desse modo, é o resultado de todas essas alterações que sucedem nas faixas primeiras da vida e que são modificadas, transformadas e orientadas de forma a construir o ser equilibrado.
Trata-se, portanto, de uma força interior que se desenvolve no ser humano e quase o domina por inteiro, estabelecendo normas de conduta e de atividade, que o fazem feliz ou desventurado, saudável ou enfermo.
Para entender esse mecanismo é indispensável remontar às reencarnações anteriores por onde deambulou o Espírito, que se torna herdeiro do patrimônio das suas ações, ora atuantes, como desejos, tendências, manifestações sexuais impulsivas ou controladas.
Houvesse, o eminente vienense, recuado à ancestralidade do ser imortal, superando o preconceito que lhe hipertrofiava a visão científica, reduzindo-a, apenas, à matéria, e teria conseguido eqüacionar de forma mais segura os problemas do sexo e da sexualidade.
Não obstante, essa força poderosa é que, de certa forma, influencia a vida, no campo das sensações, levando a resultados emocionais que se estabelecem no psiquismo e comandam a existência humana que, mal orientada, pouco difere da animal.
É nesse período, na adolescência, que se determinam os programas, os projetos de vida que se tornarão realidade, ou não, de acordo com o estado emocional do jovem.
Convencionou-se que esses programas existenciais devem ser estruturados na visão ainda imediatista, isto é, no amealhar de uma fortuna, no desfrutar do conforto material, no adquirir bens, no ter segurança no trabalho, na liberalidade afetiva, no prazer... Muitos programas têm sido estabelecidos dentro desses limites, que pareceram dar certo no passado, mas frustraram pessoas que se estiolaram na amargura, no desconforto moral, na ansiedade mal contida.
O ser humano destina-se a patamares mais elevados do que aqueles que norteiam o pensamento materialista, quais sejam, o equilíbrio interior, o domínio de si mesmo, o idealismo, a harmonia pessoal, a boa estruturação psicológica, e, naturalmente, os recursos materiais para tornar esses propósitos realizáveis.
Para tanto, o propósito de vida do jovem deve centrar-se na busca do conhecimento, na vivência das disciplinas morais, a fim de preparar-se para as lutas nem sempre fáceis do processo evolutivo, na reflexão, também na alegria de viver, nos prazeres éticos, na recreação, nos quais encontra resistência e renovação para os deveres que são parte integrante do seu processo de crescimento pessoal.
Somente quem se dispõe a administrar os desafios, consegue planar acima das vicissitudes, que passam a ter o significado que lhes seja atribuído. Quando se dá a inversão de metas, ou seja, a necessidade de gozo e de desfrutar de todas as comodidades juvenis, antes de equipar-se de valores morais e de segurança psicológica pelo amadurecimento das experiências e vivências, inevitavelmente o sofrimento, a insatisfação, a angústia substituem os júbilos momentâneos e vãos.
O adolescente atual é Espírito envelhecido, acostumado a realizações, nem sempre meritórias, o que lhe produz anseios e desgostos aparentemente inexplicáveis, insegurança e medo sem justificativa, que são remanescentes de sua consciência de culpa, em razão dos atos praticados, que ora veio reparar, superando os limites e avançando com outro direcionamento pelo caminho da iluminação interior, que é o essencial objetivo da vida.
O projeto de uma vida familiar, de prestígio na sociedade, de realizações no campo de atividades artísticas ou profissionais, religiosas ou filosóficas, é credor de carinho e de esforço, porque deve ser fixado nos painéis da mente como desafio a vencer e não como divertimento a fruir. Todo o esforço, em contínuo exercício de fazer e refazer tarefas; a decisão de não abandonar o propósito em tela, quando as circunstâncias não forem favoráveis; o controle dos impulsos que passarão a ser orientados pela razão, ao invés de encontrarem campo na agressividade, na violência, no abuso juvenil, constituem os melhores instrumentos para que se concretize a aspiração e se torne realidade o programa da existência terrena.
O adolescente está em formação e, naturalmente, possuindo forças que devem ser canalizadas com equilíbrio para que não o transtornem, necessita de apoio e de discernimento, de orientação familiar, porque lhe falta a experiência que melhor ensina os rumos a seguir em qualquer tentame de vida.
Nesse período, muitos conflitos perturbam o adolescente, quando tem em mira o seu projeto de vida ainda não definido. Surgem-lhe dúvidas atrozes na área profissional, em relação ao que sente e ao que dá lucro, ao que aspira e ao que se encontra em moda, àquilo que gostaria de realizar e ao aspecto social, financeiro da escolha... Indispensável ter em mente que os valores imediatos sempre são ultrapassados pelas inevitáveis ocorrências mediatas, que chegarão, surpreendendo o ser com o que ele é, e não apenas em relação ao que ele tem.
Caracteriza-se aqui a necessidade da auto-realização em detrimento do imediato possuir, que nem sempre satisfaz interiormente.
Há muitas pessoas que têm tudo quanto a vida oferece aos triunfadores materiais, e, no entanto, não se encontram de bem com elas mesmas. Outrossim, possuem tesouros que trocariam pela saúde; dispõem de haveres que doariam para fruírem de paz; desfilam nos carros de ouro dos aplausos e prefeririam as caminhadas afetivas entre carinho e segurança emocional...
Desse modo, o projeto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direcionando-lhe os passos para a felicidade.
Os haveres chegam e partem, são adquiridos ou perdidos, porém, o que se é, permanece como diretriz de segurança e mecanismo de paz, que nada consegue perturbar ou modificar.
Para esse cometimento, a boa orientação sexual faz-se indispensável na fase de afirmação da personalidade do adolescente, como ocorre nos mais diferentes períodos da vida física.


Fonte de Pesquisa: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf. Capturado em 13/03/2012.

quarta-feira, 11 de março de 2015

ESTUDO DO DIA 15/03/ 2015 – LAR É DIFERENTE DE CASA.

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 15/03/2015:
Tema: LAR É DIFERENTE DE CASA
Quando a família está para ser constituída existe uma preocupação grande quanto ao lugar onde ela irá se fixar, ou seja, a casa que se transformará na moradia dessa família. Cuidados arquitetônicos são providenciados. A decoração é revista. Estuda-se a vizinhança. A casa está pronta. Entretanto, o lar desmorona alguns meses depois - o lar e não a casa - entre brigas, confusões, ciúmes. A casa ali está no mesmo lugar de sempre, mas pesa sobre o lar uma atmosfera de intranqüilidade, de desunião.
Casa é o local, o lugar onde a família vai se instalar materialmente, formada de paredes, chão, teto e todos os recursos disponíveis para se levar a existência a contento.
Lar é o ninho aconchegante formado pelo amor, o ambiente psicológico e afetivo que determina as boas ou más qualidades das relações internas entre os familiares.
A preocupação excessiva com a casa  tem determinado o fracasso do lar. Divaldo Franco, no livro Laços de Família nos alerta: "Os cuidados com estética, contribuem para a alegria e o bem-estar daqueles que nela habitam. O excesso que certas esposas têm com limpeza, torna-se um verdadeiro fanatismo. A mulher "se matando" de canseira no afã de deixar tudo com brilho, tudo certinho, tudo arrumadinho, não permitindo que o marido e os filhos desfrutem do ambiente doméstico! É escrava da casa. Esquece-se do lar. Proíbe que o marido de recoste na cama ou no sofá, para não amassar; que tire as cadeiras do lugar; que encha o copo fora da pia, porque pode molhar o chão... eis a casa-museu. Preocupada com a casa, a esposa olvida a sua condição de mulher, que se deve apresentar ao marido “charmoso” (como nos tempos de namoro e noivado). Ao lado disso, a descortesia na recepção dos amigos e parentes, próprios e do marido; as imposições, a falta de tato, que motivam o esposo e os filhos a procurarem outro ambiente, onde encontrem o que lhes é negado em sua residência. Lar e casa devem formar, pois, um conjunto harmonioso. Um oásis para a vivência e o repouso de cada dia".
O estabelecimento do lar, em bases legítimas do amor, determina a casa em que a alegria espontânea predomina sobre as preocupações de ordem estritamente aparente.
O lar detentor desse legítimo amor que educa que oriente que protege que estimula as relações morais, desenvolvendo assim a formação do caráter de seus membros, é uma legítima escola.
Podemos dizer, sem medo de errar, que a escola deveria ser, tanto quanto possível, cópia do lar, extensão do mesmo, mas para isso se faz necessário que a família, como instituição social encarregada de trabalhar prioritariamente os valores morais do caráter, se reposicione, estruturando o seu viver com os objetivos voltados para o lar e não para a casa.
É comum verificarmos a família preocupada com as compras do mês, com a pintura da fachada residencial, com a decoração interna, com a aquisição deste ou daquele bem de consumo, com as finanças para conforto da existência e esquecida da educação dos filhos, que tudo possuem materialmente, mas não possuem respeito ao próximo, desobedecem ao pai e à mãe, vivem em total liberdade a tudo destruindo, sendo classificados como crianças "mal-educadas". Mal educadas porque essa família não formou um lar. E se o lar desestruturado mal educa, é uma verdade que o lar bem estruturado educa, e essa constatação é feita pelas pessoas diariamente, classificando o lar como escola. O lar não é a escola da instrução intelectual, mas:
- da educação do sentimento;
- da consolidação dos valores ligados ao bem;
- do exercício de condutas que visam ao preparo para viver em sociedade;
- da aquisição de recursos éticos que validam o comportamento moral.
Esse é o verdadeiro lar, a verdadeira escola que compete à família organizar, sem o que teremos uma instituição social doente, desequilibrada, sem ética, lançando na vida desajustados crônicos.
Como escola da alma, o lar deve ser dinâmico, propiciando a seus componentes sentimento de união, de solidariedade, de diálogo construtivo, iniciando os filhos nas pequenas tarefas domésticas e introduzindo-os nas atividades da complexa sociedade humana. Tudo isso faz parte da educação, que é a formadora do ser.
A família exerce em maior grau a parte da educação moral, da formação do caráter, ao mesmo tempo em que auxilia a parte da educação intelectual, competência maior da escola, o que nos indica a necessidade da integração entre a escola e a família.
Uma escola que se faça um  lar torna-se extensão da família para o educando. Um lar que complementa a escola torna-se extensão da sala de aula para o educando.
Essa interação, fortalecendo a educação moral para que esta direcione a educação intelectual, será conseguida no melhor entendimento do papel educador do lar e também da escola.
 


Fonte de Pesquisa: Texto extraído do GUIA ÚTIL DOS PAIS – Uma Abordagem Educacional Espírita – Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras)- 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 57 a 59p.

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