sábado, 5 de julho de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 06 DE JULHO DE 2013

A CRIANÇA DIANTE DA MORTE

Nenhum tema pode ser tão atual e universal quanto o temor do homem para com a 

morte, por ele nos revelar o nosso despreparo quanto ao nosso auto-conhecimento, processo 

que inevitavelmente faria emergir outros tantos medos que afligem o homem, como o da dor 

e da solidão. Compreender e aceitar a nossa finitude física e a imortalidade da alma deveria 

tornar-se um assunto em pauta não somente na educação formal e espiritual de adultos, mas 

fundamentalmente na formação infantil. 

A questão da origem da vida e da morte sempre esteve presente não somente na 

mente adulta, mas também na infantil e deixá-la desamparada e despreparada, tornaria mais 

difícil a sua caminhada frente às necessárias e naturais “mortes” e “renascimentos” que 

ocorrerão ao longo de sua existência (a perda da infância, a perda de um amor, do vestibular, 

do emprego, de um ente querido, etc.). Toda perda é a “morte” psicológica ou real de algo 

ou alguém e, ao passarmos por ela sejamos nós, adultos, ou as crianças, sofremos as mesmas 

fases reativas (também chamadas de fases do “luto”), tais como: a negação ou a indignação 

diante da iminente ou comprovada perda; os acessos de raiva ou inconformação; o desespero 

na busca de saídas/desculpas mágicas ou tentativas de reversão do quadro; a depressão, o 

sentimento de culpa e fracasso e, finalmente, a parcial ou plena aceitação, também chamada 

“transcendência”. Preparar-se para reconhecer essas fases, seus significados e finalmente, 

transcendê-las, em muito ajudarão ao processamento do luto de forma gradual e menos 

Pensar e falar de morte nunca foi um tema mórbido, e o é somente para aqueles que 

ainda não absorveram o seu real sentido e não crêem na pluralidade das existências. Esse 

despreparo ou resistência só vem a tornar mais doloroso o período que o sucede, o qual 

já citamos e chamamos de “luto”, dificultando o seu desenvolvimento sadio e as lições 

espirituais que dele poderíamos absorver. Sabiamente tem-se dito que quem não teme a morte 

não teme as dificuldades da vida, sendo o inverso igualmente verdadeiro. Ao aprendermos 

a nos preparar com serenidade para a morte ou para as possíveis perdas, sejam estas as 

nossas, as de quem amamos ou a que estamos apegados, aprenderemos a valorizar a vida, 

redimensionando nossa visão das coisas, pessoas e fatos à nossa volta, dando o real valor que 

devem possuir em nossas vidas. Com certeza viveremos e amaremos melhor.

Privar as crianças dessas verdades seria o mesmo que mentir para elas, revelando 

nossas fraquezas e medos. Desde cedo, de forma adequada ao seu nível de compreensão, ela 

deverá reconhecer a inevitabilidade da morte e suas conseqüências, e que ela não se trata de 

uma terrível ameaça, mas de um fenômeno de mutação natural à nossa evolução. Ocultar a 

verdade ou mentir à criança, além de adiar e acrescer sofrimentos futuros, subestimam sua 

capacidade de percepção do mundo, fazendo-a sentir-se enganada ou considerada ingênua, 

causando-lhe um profundo sentimento de solidão e insegurança com relação aos que a 

Todo ser humano, ao deparar-se com a dor da perda e da separação, não se permitindo 

“processá-la” de forma equilibrada, pode vir a transmutá-la em enfermidades físicas, mentais 

e espirituais, e na criança não é diferente. O processo de “luto” saudavelmente finalizado 

permite ao ser que sofre a compreensão e internalização definitiva da perda, cedendo o espaço 

disponível para outras relações e aquisições necessárias. 

Algumas pessoas argumentam que as crianças não possuem capacidade para apreender 

o real sentido da morte. Em parte têm razão, dado sua imaturidade psico-fisiológica, mas isso 

não lhes tira a capacidade de apreendê-lo de forma gradual e adequada à sua possibilidade 

perceptiva. Pesquisas realizadas por estudiosos na área demonstram que quanto maior número 

de informações possam obter, melhor apreendem o seu sentido. Até os cinco anos a criança 

ainda não percebe a morte como definitiva e irreversível, podendo esta se encontrar associada 

ao conceito de sono ou de separação. Essa noção de reversibilidade da morte pode explicar o 

Fonte: BARRRETO, E. F. P.; CARNEIRO, T. M. F. (organizadoras) Guia útil dos pais: Uma Abordagem 

Educacional Espírita. 2a Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004.

comportamento defensivo de crianças suicidas, podendo haver uma ligação entre o suicídio 

infantil e o conceito imaturo e distorcido da morte. Entre os cinco e os nove anos, a morte já 

é percebida como irreversível, mas não universal. A partir dos nove anos a morte é encarada 

como cessação de atividades com características universais e irreversíveis (esses dados podem 

sofrer variação segundo a individualidade de cada criança). 

Em contrapartida, é importante lembrar que falar a verdade a respeito da morte 

não significa uma exposição ostensiva à mesma. Os diálogos fraternos, sistemáticos e 

adequados à sua compreensão em certo possibilitarão o acesso a essas informações de forma 

menos traumática. Por exemplo, levar uma criança a funerais ou qualquer tipo de ritual 

fúnebre só deverá ocorrer com a sua expressão de aceitação e plena vontade, respeitando-
se seus limites emocionais e psicológicos. O que não lhe deve ser retirado é o direito de 

conhecer a verdade e de expressar seus sentimentos e necessidades da forma que lhe for mais 

conveniente. Mentiras, fantasias desnecessárias ou uma sinceridade cruel em nada facilitarão 

a compreensão da nova realidade.

Outro fator a acrescentar seria a forma como expressamos a nossa dor, os nossos 

medos e valores diante das crianças. Quando mais intensos e desequilibrados estes forem, 

maior a probabilidade de a criança os introjetar e repetir ao longo de sua vida. O ideal seria 

se expressássemos nossa dor da forma mais genuína e equilibrada possível, pois precisamos 

também nos lembrar do bem-estar dos demais envolvidos: de nós mesmos e de quem partiu, 

que também sofre as influências da separação.

Em resumo, o conhecimento e a compreensão dos fenômenos que envolvem a morte 

e as verdades espirituais deverão desde cedo ser inseridos na educação das crianças para 

que elas estejam mais bem preparadas quando a vida as tornarem forçosamente necessários. 

Utilizar-se de palavras, atitudes e experiências (jogos, estórias, técnicas psico-pedagógicas, 

etc) equilibradas e sadias em muito contribuirão para uma visão mais assertiva não somente 

da morte, mas de todos os fenômenos que envolvam a dor da perda, da separação e da solidão. 

Longe de enfraquecê-la e amedrontá-la (a fraqueza e o medo estão em nós, pois vemos o que 

somos), torná-la-ia mais forte e apta para a vida. 

Fonte: BARRRETO, E. F. P.; CARNEIRO, T. M. F. (organizadoras) Guia útil dos pais: Uma Abordagem

Educacional Espírita. 2a Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004.

domingo, 29 de junho de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 29 DE JUNHO DE 2014

PERDA DE PESSOAS AMADAS. MORTES PREMATURAS

Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.
Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.
É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)

Fonte: Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Brasília: Feb, 1944.

sábado, 31 de maio de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 01 DE JUNHO DE 2014

PODER DA FÉ

1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei- o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei- me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu- lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.) 

2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.

Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

PRECE DE FELIX



Senhor Jesus, nós Te agradecemos a felicidade que nos concedeste na lição 

do sofrimento, do trabalho, e da expectação!...

Obrigado, Senhor, pelas horas de aflição que nos clarearam a alma, pelos 

minutos de dor que nos despertaram as consciências! Obrigado pelas semanas de 

lágrimas que realizaram por nós o que não nos foi possível fazer em séculos de 

Em te alçando nosso agradecimento e louvor, pedimos ainda!... Suplicamos-
Te arrimo para todos os que resvalaram nos enganos do sexo desorientado, quando 

nos ofereceste o sexo por estrela de amor a brilhar, assegurando-nos a alegria de 

viver e garantindo-nos os recursos da existência!...

Consente, Senhor, possamos relacionar, diante de Ti, aqueles irmãos que as 

convenções terrestres tantas vezes se esquecem de nomear, quando Te dirigem o 

Abençoa os que se tresmalharam na insânia ou no infortúnio, em nome do 

amor que não chegaram a conhecer!

para a felicidade do lar, e corrige com Tua munificência os que as impeliram para a 

viciação das forças genésicas; acolhe as vítimas do aborto, arrancadas 

violentamente ao claustro materno, dentro dos prostíbulos ou em recintos que a 

impunidade acoberta, e retifica, sob Teu auxílio, as mãos que não vacilaram 

asfixiar-lhes ou degolar-lhes os corpos em formação; restaura as criaturas 

sacrificadas pelas deserções afetivas, que não souberam encontrar outro recurso 

senão o suicídio ou o manicômio para ocultarem o martírio moral que lhes 

transcendeu a capacidade de resistência, e compadece-Te de todos aqueles que 

lhes escarneceram da ternura, transformando-se quase sempre, em carrascos 

sorridentes e empedernidos; proteje os que renasceram desajustados, no clima da 

inversão, suportando constrangedoras tarefas ou padecendo inibições 

regenerativas, e recupera os que se reencarnaram nessa prova, sem forças para 

sustentar as obrigações assumidas, afogando a existência em devassidão; recolhe 

as crianças que foram seviciadas e renova, com Tua generosidade, os estupradores 

que se animalizaram, inconscientes; agasalha os que rolaram na desencarnação 

prematura, por efeito de golpes homicidas, nas tragédias da insatisfação e do 

desespero, e ampara os que se lhes tornam os verdugo padecentes, vergastados 

pelo remorso, seja na liberdade atenazada de angústia ou no espaço estreito dos 

Socorre nossas irmãs entregues à prostituição, já que todas nasceram 

Mestre, digna-te reconduzir ao caminho justo os homens e as mulheres, 

nossos irmãos, que dominados pela obsessão ou traídos pela própria fraqueza, 

não conseguiram manter os compromissos de fidelidade ao tálamo doméstico; 

reequilibra os que exibem mutilações e moléstias resultantes dos excessos ou dos 

erros passionais que praticaram nesta ou em outras existências; reabilita a cabeça 

desvairada dos que exploram o filão de trevas do lenocínio; regenera o pensamento 

insensato dos que abusam da mocidade, propinando-lhe entorpecentes; e 

sustenta os que rogaram antes da reencarnação as lagrimas da solidão afetiva 

e as receberam na Terra, por medida expiatória aos desmandos sexuais a que 

se afeiçoaram, em outras vidas, e que, muitas vezes, sucumbem de inanição e 

desalento, em cativeiro familiar, sob o desprezo de parentes in sensíveis, a cuja 

felicidade consagraram a juventude!...

Senhor, estende também a destra misericordiosa sobre os corações retos 

e enobrecidos! Desperta os que repousam nos ajustes legais, acatados nas 

organizações terrestres, e esclarece os que respiram em lares, revestidos pela 

dignidade que mereceram a fim de que tratem com humanidade e compaixão os 

que ainda não podem guardar-lhes os princípios e imitar-lhe os bons exemplos!... 

Ilumina o sentimento das mulheres engrandecidas pelo sacrifício e pelo trabalho, 

para que não desamparem aquelas outras que, até agora, ainda não conquistaram 

a maternidade premiada pelo respeito do mundo, e que, tantas vezes, lhes 

suportam a brutalidade dos filhos nos lupanares! Sensibiliza o raciocínio dos 

homens que encaneceram honrados e puros, de modo a que não abandonem os 

jovens desditosos e transviados!...

Senhor, não consintas que a virtude se converta em fogo no tormento dos 

caídos e nem permitas que a honestidade se faça gelo nos corações!...

Tu, que desceste à vielas do mundo para curar os enfermos, sabes que 

todos aqueles que jornadeiam na Terra, atormentados pela carência de alimentação 

afetiva ou alucinados pelos distúrbios do sexo, são doentes e infelizes, filhos de 

Deus necessitados de tuas mãos!...

Inspira-nos em nossas relações uns com os outros e clareia-nos o 

entendimento para que saibamos ser agradecidos à tua bondade, para sempre!...

Livro À Luz da Oração. Psicografia de Francisco Candido Xavier - Espíritos Diversos.

Vide artigo RIE 246 junho/2013 sobre Passes: energia e amor

sábado, 17 de maio de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 18 DE MAIO DE 2014

 INFÂNCIA – MELHOR PERÍODO PARA EDUCAR

Escrevendo sobre “O porquê da infância”, no livro A Educação Segundo o Espiritismo, Dora Incontri esclarece: “É preciso entender a função própria do período infantil, para se poder avaliá-lo com justeza. Afinal, por que Espíritos velhos, vividos, tantas vezes viciados em erros milenares, já donos de tantas experiências, precisam “entrar de novo no ventre da mãe” e se fazerem crianças outra vez? A função educativa da reencarnação – como nova oportunidade de refazer o destino, de aprendizagens diversas e de resgate de faltas passadas – perderia o sentido se o Espírito não fosse internado num corpo infantil.
Através desse processo de esquecimento e renovação da vida, ele pode construir uma nova personalidade, melhor e mais integral; pode resgatar seus débitos sem se ver continuamente oprimido pelo sentimento de culpa e vergonha por um passado tenebroso; pode conviver com inimigos, transformados em parentes e amigos, sem se dar conta disso, modificando sentimentos e refazendo relações; pode absorver elementos de novas culturas, aumentando sua bagagem universal.
Mas a principal finalidade do Espírito nascer criança outra vez é a de ser educado novamente. As impressões positivas que recebe durante a infância podem ser determinantes em sua existência atual e até em próximas vidas. Exatamente por causa do estado de semi-inconsciência do Espírito encarnado num corpo infantil, suas barreiras de defesa psíquica estão neutralizadas: ele está mais receptivo, mais maleável, mais aberto a todas as influências- se lhe forem dados bons estímulos, sua assimilação poderá ajudá-lo imensamente em seu progresso espiritual. Assim também uma influência negativa, transmitida pela educação, pode complicar muito seu futuro espiritual – mas, nesse caso, a responsabilidade moral recairá mais sobre aqueles que foram encarregados de sua educação e falharam nesta tarefa.
Assim, é preciso ser criança de novo, a cada nova encarnação, para que, aliviados momentaneamente das nossas cargas de memória, possamos ser educados e nos educarmos, e com isso darmos alguns passos adiante no caminho infinito da evolução. Prossegue didática: “na infância o Espírito está na posse do melhor de si mesmo, de sua capacidade de amar, de seu desejo de aprender, de sua sinceridade natural. Enquanto os vícios passados dormem no subconsciente, a alma pode dar expansão à sua divindade interior e por isso uma criança, saudável e natural, é sempre um bálsamo para o adulto, já calejado nas dissimulações sociais, envolvido na luta aspérrima da sobrevivência na Terra...
Outro autor espírita, Joamar Zanolini Nazareth, em sua obra Um Desafio Chamado Família, nos alerta também sobre a importância da educação e da evangelização na infância: “Desvendamos, assim, a principal finalidade da infância para o espírito: a EDUCAÇÃO.
Os filhos nesta fase estão mais dóceis e maleáveis às impressões que recebem dos pais; estão aptos a receberem ensinamentos verbais e práticos e estão mais próximos dos exemplos recebidos no lar, onde atuam como uma “chapa fotográfica” muito sensível, captando tudo o que acontece no ambiente doméstico”. Cita no mesmo livro a resposta da Espiritualidade a Kardec que resume a utilidade da infância: “O espírito, encarnando-se para aperfeiçoar-se, é mais acessível, durante esse período, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados de sua educação”. Descreve a seguir alguns aspectos sobre a importância da evangelização da criança: “Têm a escola de evangelização infantil por objetivo instruir a criança com os princípios da Doutrina Espírita, que é a revivescência do evangelho do Cristo. A importância da educação moral pelo ensino doutrinário, que será aquela efetuada através da palavra, do ensino voltado para a instrução moral, já se encontra evidenciada desde Allan Kardec. Assim, estaremos preparando a alma infantil para enfrentar as lutas e desafios das provas que a aguarda na Terra, levando no coração os instrumentos capazes de a auxiliarem na defesa dos princípios mais elevados do sentimento.
Chico Xavier afirma-nos também sobre a impossibilidade de renovação do planeta, sem darmos à criança de hoje o embasamento evangélico: “Ajudar a criança, amparando-lhe o desenvolvimento, sob a luz do Cristo, é cooperar na construção da reforma santificante da Humanidade, na direção do mundo redimido de amanhã”.
Assim, a Escola Espírita de Evangelização fornece a instrução, porém, acima de tudo, recursos objetivos para a formação moral levando as verdades e esclarecimentos que ajudarão seu espírito a melhor aproveitar a existência física.
Agnes Henriques, em seu livro Mediunidade em Crianças, recomenda a participação dos pais na evangelização dos filhos:
“Entretanto, levar uma criança para um Centro Espírita para iniciar a formação religiosa, de nada adianta se a família não assumir a parte de responsabilidade que cabe principalmente a ela nessa questão. O primeiro núcleo de educação é o lar, de onde devem partir os exemplos a serem seguidos por nossas crianças em sua caminhada.
Um pai ou uma mãe que se recusa a atender um telefonema, mandando alguém dizer, geralmente os próprios filhos, que não está, deixa nessa atitude leviana e corriqueira de um pequena mentira, um exemplo que ensejará mais tarde, talvez, grandes dissimulações por parte dos próprios filhos. Os pais que não se preocupam com a sua formação moral e religiosa, e cuja conduta no lar não tem diretrizes ético-morais, estarão deixando exemplos que fatalmente irão corromper a personalidade de seus filhos. O esforço que se faz para desvincular de velhos costumes, a prática sincera no bem, a conduta correta é que são as diretrizes seguras a serem propagadas pelos pais e espelhadas pelos filhos.
Acompanhar os pequenos em todas as ocasiões e cuidar para que, além de provê-los da parte material, os pais possam estar também fornecendo os subsídios necessários ao aprimoramento moral, favorável para que a prática evangélica do “Amai-vos uns aos outros” se estabeleça no lar em toda a sua plenitude.
Conclui com muita propriedade Joamar Nazareth no capítulo “Responsabilidade dos Pais em conduzir seus filhos à evangelização”:
“Há pais que não levam seus filhos à Casa Espírita sob a desculpa de que elas é que deverão decidir, quando crescerem, qual ambiente religioso freqüentar. Isto reflete a atitude de pais espíritas equivocados e ignorantes quanto à necessidade de aproveitar a fase infantil para a sementeira de valores cristãos. Os filhos poderão exercer seu direito de escolha à medida que o  tempo passe e eles cresçam e amadureçam. Inicialmente, compete aos pais, fiéis depositários de seus filhos na Terra, escolher o melhor, decidindo por eles até que tenham condições de fazê-lo”.
Emmanuel alerta-nos contra o pretexto de liberdade da criança escolher: “Os pais espiritualistas devem compreender que qualquer indiferença neste particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo e à ausência de amor à verdade”.

Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 89 a 92p. 

sábado, 10 de maio de 2014

ATIVIDADE DIA DAS MÃES 11 DE MAIO DE 2014

Segue nossa Programação para o Dia das Mães.

9 :1 0 hs- Boas Vindas.
                  Leitura inicial- Tipos de Mães.
                  Prece inicial.
9:20 hs- Apresentação de Video das Crianças- Mensagens para as Mães.
 
9:30 hs- Apresentação do Maternal- Música- " Um anjo do céu"  

9:35 hs- Apresentação do Jardim e Ciclo 1- Música " Chocolate"- Cartaz- " Minha Mãe é um doce". 

 9:40 hs-Apresentação do Ciclo 2-Música "Mãe"- Turma do Printy.

9:45 hs- Apresentação do Ciclo 3- Teatro- " Mãe".

10:00 hs- Apresentação do Coral Infantil do GEPE.

10:15 hs- Apresentação da MEPE.

10:20 hs- Fechamento- Agradecimentos. Prece Final.
                                          Passe Coletivo

sexta-feira, 2 de maio de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 04 DE MAIO DE 2014

QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS

5. E, tendo vindo para casa, reuniu-se aí tão grande multidão de gente, que eles
 nem sequer podiam fazer sua refeição. - Sabendo disso, vieram seus parentes para se  apoderarem dele, pois diziam que perdera o espíritoEntretanto, tendo vindo sua mãe e seus irmãos e conservando-se do lodo de fora,  mandaram chamá-lo. - Ora, o povo se assentara em torno dele e lhe disseram: Tua mãe  e teus irmãos estão lá fora e te chamam. - Ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e  quem são meus irmãos? E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados ao seu  derredor, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; - pois, todo aquele que faz a  vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (S. MARCOS. cap. III,  vv. 20, 21 e 31 a 35 - S. MATEUS, cap. XII, vv. 46 a 50.)
6. Singulares parecem algumas palavras de Jesus, por contrastarem com a sua
 bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de tirar  daí uma arma, pretendendo que ele se contradizia. Fato, porém, irrecusável é que sua doutrina  tem por base principal, por pedra angular, a lei de amor e de caridade. Ora, não é possível que  ele destruísse de um lado o que do outro estabelecia, donde esta conseqüência rigorosa: se  certas proposições suas se acham em contradição com aquele princípio básico, é que as  palavras que se lhe atribuem foram ou mal reproduzidas, ou mal compreendidas, ou não são  suas.
7. Causa admiração, e com fundamento, que, neste passo, mostrasse Jesus tanta indiferença para com seus parentes e, de certo modo, renegasse sua mãe. Pelo que concerne a seus irmãos, sabe-se que não o estimavam. Espíritos pouco  adiantados, não lhe compreendiam a missão: tinham por excêntrico o seu proceder e seus  ensinamentos não os tocavam, tanto que nenhum deles o seguiu como discípulo. Dir-se-ia  mesmo que partilhavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. O que é fato, em  suma, é que o acolhiam mais como um estranho do que como um irmão, quando aparecia à  família. S. João diz, positivamente (cap. VII, v. 5), "que eles não lhe davam crédito”.
Quanto à sua mãe, ninguém ousaria contestar a ternura que lhe dedicava. Deve-se, entretanto, convir igualmente em que também ela não fazia idéia muito exata da missão do filho, pois não se vê que lhe tenha nunca seguido os ensinos, nem dado testemunho dele, como fez João Batista. O que nela predominava era a solicitude maternal. Supor que ele haja renegado sua mãe fora desconhecer-lhe o caráter. Semelhante idéia não poderia encontrar guarida naquele que disse: Honrai a vosso pai e a vossa mãe. Necessário, pois, se faz procurar outro sentido para suas palavras, quase sempre envoltas no véu da forma alegórica. Ele nenhuma ocasião desprezava de dar um ensino; aproveitou, portanto, a que se lhe deparou, com a chegada de sua família, para precisar a diferença que existe entre a parentela corporal e a parentela espiritual.


Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

PALESTRA COM CICERO ROCHA 27 DE ABRL DE 2014

Olá pessoal,

Peço que façam a divulgação da palestra do dia 27/04/14 (próximo domingo). 
O tema será "O papel do Espiritismo diante da evolução das tecnologias de comunicação". Será ministrada por Cícero Rocha, mestre em Administração pela UFC, consultor especialista de empresas familiares. É Espírita desde 1990. Por duas vezes foi Presidente da Diretoria Executiva e do Conselho do GEPE e do Conselho da Federação Espírita do Estado do Ceará.

Abraço
Dário Gomes

Coordenador da Escola de Pais
GEPE Piedade

Palestra ESPETACULAR!!!: tema: A tecnologia e a Espiritualidade. Facilitador: Cícero. Linguagem excepcional, bem humorada, exemplos perfeitos, simples e inovadores. Uma das melhores palestras que tive a honra de participar. Dário PARABÉNS PELA INICIATIVA.

Nayane Queiroz, participante da escola de pais.


sábado, 19 de abril de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 20 DE ABRIL DE 2014

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA


O  despertar  do  sentimento  do  amor  na  adolescência  é  sempre  enriquecedor. Uma  poesia  nova  toma  conta  da  existência  e  todas  as  coisas  se  tornam  coloridas, oferecendo  impressões  dantes  não  percebidas,  que  se  transformam  em  fonte  de inspiração  para  as  definições  de  atitudes  e  prosseguimento  daquelas  que  já  se incorporaram ao seu perfil humano e à sua identidade em relação à vida.
 A  aceitação  pelo  grupo  social  emula‐o  a  permanecer  desenvolvendo  as  suas tendências, que são elegidas conforme a capacidade mesma de amar ao próximo e sentir quanto poderá contribuir em favor  de melhores dias e mais dignas realizações que lhe estejam ao alcance.
Nesse  momento,  há  o  descobrimento  da  necessidade  do  interrelacionamento pessoal,  escolhendo  melhor  os  indivíduos  com  os  quais  deve  conviver  e  crescer, permitindo‐se  envolver  por  aqueles  que  provocam  maior  empatia  e  se  lhe  tornam modelares pela riqueza de valores morais e culturais de que se fazem portadores.
O  sexo  experimenta  mais  saudável  orientação,  deixando  de  ser  direcionado pelos impulsos do instinto, para ser emulado pelo sentimento da afetividade.
O próximo já não se lhe apresenta como estranho, o ser distante, mas a pessoa mais  perto  dele,  seja  pelo  sentimento  de  fraternidade,  seja  pelo  companheirismo, tornando‐se  membro  do  seu  clã,  cuja  presença  e  afetividade  o  compensam emocionalmente.
Sob  a  motivação  do  amor,  os  seus  planos  em  relação  ao  futuro  ganham significado e o tecido social não mais se lhe mostra esgarçado conforme ocorria antes. Afinal,  a  vida  física  tem  como  finalidade  precípua  contribuir  em  favor  da  sociedade modificada para melhor, quando as criaturas adquirem motivações para prosseguirem no desempenho das suas atividades, libertando‐se dos conflitos externos e das pressões que geram desequilíbrios, levando as massas de roldão ao desespero.
As  experiências  desenvolvidas  na  infância,  no  que  diz  respeito  à  cooperação, resultado  das  brincadeiras  que  ampliaram  a  capacidade  de  trocar  brinquedos  e alimentos,  transformam‐se  em  sentimentos  de  amor,  que  crescem  em  altruísmo  e solidariedade. Esse partilhar, esse expressar solidariedade, exige a contribuição valiosa e inestimável do sacrifício pessoal, sem correr  o risco da competitividade,  do conflito, já que  proporciona  a  compensação  de  descobrir‐se  útil,  portanto,  participante  do progresso que se torna inevitável.
A  autoestima  acentua‐se,  no  adolescente,  que  descobre  ser  aceito  pelo  seu grupo  social,  particularmente  pelos  valores  íntimos  de  que  se  faz  portador,  pela capacidade  de  cooperar,  de  eliminar  dificuldades  e  impulsionar  para  a  frente  todos aqueles  que  se  lhe  acercam.  Essa  valorização  do  si  exterioriza‐se  como  forma  de autoconhecimento, que expande o amor, favorecendo a lídima fraternidade.
Naturalmente surgem momentos difíceis, caracterizados por decisões que não são ideais, mas a experiência do erro demonstra que aquela é a forma menos eficaz para a colheita de resultados felizes, o que ajuda no amadurecimento das realizações.
Sem  receio  de  novas  tentativas,  permite‐se  ampliar  o  círculo  de relacionamentos  e  contribuir  de  alguma  forma  em  favor  das  demais  pessoas.  Esse tentame  sócio‐afetivo  começa  no  lar,  onde  o  adolescente  redescobre  a  família, reaproxima‐se  dos  pais,  entendendo‐lhes a  linguagem  e os interesses  que  mantiveram em  oferecer  o  melhor,  nem  sempre  pelos  caminhos  mais  certos.  Aparece  um  valioso sentimento de afetividade e de tolerância para os erros da educação, eliminando mágoas e  reservas  emocionais  que  eram  mantidas,  ao  mesmo  tempo  transformando‐se  em motivo de contentamento geral.
Da reintegração no conjunto da família se alarga em novas motivações com os colegas  e  amigos,  na  escola,  no  trabalho,  no  clube  de  esportes  e  área  de  folguedos, porque os seus são sentimentos do amor que plenifica.
É  característica  desse  período  não  exigir  ser  amado,  mas  compensar‐se enquanto ama, efetuando uma autorrealização emocional. A sua filosofia de vida o induz ao espírito de solidariedade mais ampla, cabendo a doação de coisas e até mesmo uma certa forma de autodoação. Os grandes ideais da humanidade encontraram nos jovens o seu  campo  de  desenvolvimento  e  de  liderança,  quando  inspirados  por  homens  e mulheres de pensamento e de ação, mas que não podiam conduzir as propostas como se faziam necessárias. Nos jovens, esses ideais floresceram e deram frutos sazonados que passaram  para  a  posteridade  como  fenômenos  transformadores  e  relevantes,  que abriram as portas para o progresso e para o surgimento de novas condutas.
Mais recentemente, a revolução hyppie, como reação às calamitosas guerras e à hipocrisia vitoriana,  proporcionaram à sociedade uma visão mais correta da realidade, das  necessidades  juvenis,  dos  seus  direitos,  das  suas  imensas  possibilidades  de realização  e  de  crescimento.  É  certo  que  houve  excessos,  alguns  dos  quais  ainda  não foram  corrigidos.  Mas  é  natural  que  isso  aconteça,  porquanto  toda  grande transformação social gera conflitos e danos nos momentos das mudanças, por causa do exagero  dos  imprevidentes  e  precipitados.  O  tempo  no  entanto  se  encarrega  de proporcionar soluções compatíveis, que ensejam novos desafios e novas conquistas.
A  conquista  do  amor,  pelo  adolescente,  nele  desenvolve  o  comportamento altruístico, no qual se destacam a empatia, o sentimento de compartilhar a preocupação e o problema do seu próximo, sem que isso propicie conflito. Ao mesmo tempo, desde o período  infantil,  o  surgimento  do  autocontrole  torna‐se  indispensável  para  o  êxito  do amor, a fim de que os excessos na solidariedade não se tornem comprometedores.
É necessário saber preservar‐se, de forma que possa continuar com os valores aceitos sem o desgaste das decepções e choques que ocorrem no inter‐relacionamento pessoal,  particularmente  na  área  da  afetividade.  A  autoestima  sabe  selecionar  o  que fazer, como fazer e quando realizá‐lo, de forma que o adolescente possa continuar com o entusiasmo que experimenta, quando ama, sem o exagero da paixão sem orientação, ou a frieza da indiferença que resultaria na morte do amor.
A  autoconscientização  que  se  vem  desenvolvendo  desde  a  infância,  nesse comenos,  torna‐se  mais  importante,  propondo  a  valorização  dos  atributos  morais, espirituais  e  culturais  que  devem  ser  preservados,  enquanto  os  outros  que  transitam passam  a receber  a  consideração  normal,  sem  o  apego  que  escraviza  nem  o  desprezo que desnorteia.
É evidente  que  esse processo  continuará  por  toda a  vida,  já  que as etapas da consciência  se  desdobram  paulatinamente  em  sentido  ascensional  e  de  profundidade, que o milagre do amor e do conhecimento consegue estimular para prosseguir.
O  grande  desafio  do  amor  na  vida,  quando  solucionado,  proporciona  ao adolescente  a  paz  de  que  se  deixa  penetrar,  bem  como  a  autorrealização  que  passa  a fazer parte do seu programa de crescimento e de felicidade.

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf.

sexta-feira, 28 de março de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 30 DE MARÇO DE 2014

BEM E MAL SOFRER

18. Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes
 pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à  coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê- la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
 O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o
 repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que  num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa.
 Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do
 desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que
 têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.)

Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.