quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ESTUDO DO DIA 01/03/ 2015 – O HOMEM NO MUNDO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 01/03/2015:
Tema: O HOMEM NO MUNDO
10. Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.
Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sedes joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo d'alma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta. (Capítulo V, nº 26.)
Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa. Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 28/ 02/ 2012.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ESTUDO DO DIA 22/02/ 2015 – O AMOR FORMANDO AUTO-ESTIMA

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 22/02/2015:
Tema: O AMOR FORMANDO AUTO-ESTIMA

“(...) Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” nos orienta Jesus, fornecendo a indicação precisa para o cultivo da auto-estima: o amor a si mesmo como uma condição para a doação ao próximo. Não podemos valorizar o outro se não temos conosco a experiência e a vivência do reconhecimento e da valorização pessoal. Em um outro momento, disse-nos Jesus: “Vós sois Luz do mundo, brilhe a vossa Luz”, recordando-nos a nossa origem divina e que somos Espíritos em processo evolutivo, capazes de atingir a perfeição. Devemos acreditar na imensa capacidade que temos de reagir e criar condições de aprimoramento. Convictos das nossas possibilidades de crescimento e conquistas pessoais, jamais permitiremos o cultivo arraigado da menor valia e o menosprezo para com nós mesmos. Temos como principal tarefa fazer a nossa luz brilhar, tornando-nos tudo aquilo de que somos potencialmente capazes. O conhecimento do Evangelho, no qual Jesus nos mostra a grandeza da espiritualidade de que somos portadores, faz-nos sentir aptos a amar.
Içami Tiba no seu excelente livro “Quem Ama Educa” nos oferece preciosos ensinamentos sobre a auto-estima e a participação do amor na sua formação:
“A auto-estima começa a se desenvolver numa pessoa quando ela é ainda um bebê. Os cuidados e os carinhos vão mostrando à criança que ela é amada e cuidada. Nesse começo de vida, ela está aprendendo como é o mundo a sua volta e, conforme se desenvolve, vai descobrindo seu valor a partir do valor que os outros lhe dão. É quando se forma a auto-estima essencial.
A auto-estima continua a se desenvolver conforme a pessoa se sente segura e capaz de realizar seus desejos e, futuramente, suas tarefas. É a auto-estima fundamental.
Para os pais, o amor incondicional que sentem pelos filhos está claro, mas para os filhos nem sempre esse amor é tão claro assim.
Toda criança se preocupa em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso estará garantindo o amor deles. Para ela, o sorriso de aprovação dos pais é amor, e a reprovação com um olhar sério ou uma bronca é não-amor.
É importante que fique claro para a criança que, mesmo que a mãe e o pai reprovem determinadas atitudes dela, o amor que sentem por ela não está em jogo”.
Para que a criança se sinta amada incondicionalmente, é necessário, acima de tudo, que seja respeitada.
Respeitar os filhos significa:
- Dar espaço para que tenham seus próprios sentimentos, sem por isso ser julgados, ajudando a expressá-los de maneira socialmente aceitável. Não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.
- Aceitá-los como são, mesmo que não correspondam às expectativas dos pais. Eles precisam ter os próprios sonhos, pois não nasceram para realizar os dos pais.
- Não os julgar por suas atitudes. Crianças erram muito, pois é assim que aprendem. Mãe e pai podem e devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá-lo dizendo “você é muito egoísta”. Frases do tipo “você é terrível” e “você não tem jeito mesmo” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito mesmo. Portanto, essas “qualificações” passam a ser sua identidade.
O respeito à criança lhe ensina que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, ela se sentirá segura para realizar seus desejos. Portanto, deixá-la tentar, errar sem ser julgada, ter seu próprio ritmo, descobrir coisas, permite à criança perceber que consegue realizar algumas conquistas. Falhar não significa uma catástrofe afetiva. Assim, a criança vai desenvolvendo a auto-estima, grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.
O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela. Não o prazer ganho. O filho desenvolve a auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente sua falta e principalmente cuida dele. O brinquedo ganho adquire, então, significado para ele. Crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.
O presente, para alimentar a auto-estima do filho, é aquele que o faz sentir merecedor. Sem dúvida, é muito prazeroso para os pais dar presentes que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por darem e os filhos por receberem. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho. O prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não”.
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, sua auto-estima cresce. Ele adquire responsabilidade. A auto-estima é a fonte interior da felicidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao filho, encontre outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. Educar é mobilizar a criatividade para o bem comum.
Em suma, é muito importante que os pais passem para os filhos a certeza de que eles são amados e capazes, possibilitando, assim, a segurança necessária de que precisarão para enfrentar os desafios evolutivos da presente encarnação.
A auto-estima deve ser solidificada ao longo da nossa existência, principalmente na infância. Para tanto, a nossa habilidade para a comunicação é muito importante e deve ser utilizada em plenitude, nos diálogos que mantemos com os filhos, nas instruções e nos exemplos que lhes transmitimos. Tudo, sempre, com um objetivo maior – Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
 
Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino).15 a 18p.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ESTUDO DO DIA 08/ 02/ 2015 – OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 08/02/2015:
Tema: OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO

8. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. - Lázaro. (Paris, 1863.)

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.



domingo, 1 de fevereiro de 2015

MANHÃ DE HARMONIA E ALEGRIA

Parabéns a todos pelo o empenho nas atividades de hoje (01/02), aos facilitadores pela demonstração de um carinho especial pelo objetivo alvo das atividades, traduzido pela competência na preparação, condução e qualidade dos trabalhos. Aos participantes, que novamente contribuíram de maneira fundamental para o sucesso do que se desenvolveu. Enfim, reafirmo que a união de pensamentos de todos que compõe a Escola de Pais foi e será importante não só nesse resultado, mas em outros trabalhos futuros. Que Deus nos abençoe e continue a nos conceder muitos momentos assim. Muita paz!

ESSA É A NOSSA FAMÍLIA

sábado, 31 de janeiro de 2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

INICIO DAS ATIVIDADES 2015 DA ESCOLA DE PAIS, MOCIDADE E EVANGELIZAÇÃO INFANTIL



Início das atividades da Evangelização da Escola de Pais, Mocidade e Evangelização Infantil - dia 18/01/15 convocando a todos a se fazerem presentes. 

Muita paz!

Elias Jr.
Coordenador da Escola de Pais
GEPE - sede Piedade

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 23 DE NOVEMBRO DE 2014

AUTORREALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE ATRAVÉS DO AMOR

O  amor  é  sempre  o  alimento  essencial  da  vida.  Em  todos  os  períodos  da existência física e espiritual da criatura humana, constitui o estímulo e a sustentação dos objetivos  enobrecedores,  facultando  alegria  e  propondo  metas  elevadas  para  serem alcançadas.
 Na infância e na adolescência, representa o mais valioso veículo de auxílio ao desenvolvimento do ser em formação. O seu poderoso elã dá à vida significado e, nesse período  inicial  da  existência  planetária,  é  responsável  pelo  equilíbrio  do desenvolvimento emocional e vital.
Embora se saiba que num corpo jovem encontra‐se um Espírito amadurecido ou  iniciante  nas  atividades  da  evolução,  em  cada  reencarnação  o  adormecimento  das suas potencialidades psíquicas e emocionais faculta‐lhe o desabrochar do Deus interno que  nele  jaz,  bem  como  dos  inesgotáveis  recursos  que  procedem  do  Criador  e  devem encontrar campo para desenvolvimento.
Graças  ao  amor  presente  ou  ausente  na  infância  e  na  juventude,  os  futuros cidadãos  responderão  aos  desafios  existenciais,  tornando‐se  construtores  do  bem  ou perturbadores  da  ordem,  porquanto  o  caráter  é  construído  com  a  afetividade  que amadurece, auxiliando a área do discernimento intelectual para o que é certo, deixando à margem o que é incorreto. Essa capacidade de distinguir o que se deve ou não fazer, é decorrência natural da capacidade intelecto‐moral. A mente apresenta os opostos e os define, mas o sentimento elege aquele ideal que deve ser vivenciado. Portanto, o amor é força dinâmica da vida a serviço do equilíbrio universal, e não terá sido por outra razão que o Apóstolo João afirmou que Deus é amor.
Quando  se  ama,  adquire‐se  compreensão  da  vida  e  se  amadurece, desenvolvendo o sentido de crescimento fraternal e de solidariedade. Quando porém se deseja  ser  amado  apenas,  então  se  permanece  em  infância  espiritual,  com  atraso psicológico  na  área  da  emoção,  que  não  discerne  os  deveres  a  serem  atendidos, exigindo‐se direitos aos quais não faz jus. A experiência, portanto, do amor, é relevante no processo da evolução de todos os seres, especialmente o humano. O amor aquece o coração  e  enriquece  a  vida,  favorecendo  com  uma  visão  otimista,  que  transforma  o deserto em jardim e o pântano em pomar.
O  adolescente  sabe  receber  o  amor,  no  entanto,  pela  falta  natural  de amadurecimento  emocional,  nem  sempre  sabe  direcioná‐lo,  mesmo  que  o  sinta,  em razão  da  dificuldade  de  distinguir  o  que  se  trata  de  sensação,  de  desejo  sexual,  de admiração  e  arrebatamento,  do  verdadeiro  sentimento  de  afetividade  sem  exigência, sem agradecimento, sem dependência.
Não  é  uma  peculiaridade  apenas  do  jovem,  mas  de  muitas  criaturas  que avançaram na faixa etária, mas não saíram da infância emocional.
Lentamente,  os  sentimentos  se  vão  definindo  no  adolescente  e  ele  passa, através  da  socialização,  a  perceber  o  que  lhe  agrada  aos  sentidos  e  aquilo  que  lhe embeleza a emoção, dando‐lhe firmeza nas decisões,  interesse nas definições e eleição nos postulados que abraça, incluindo as pessoas que o cercam, que constituem os grupos nos quais se movimenta.
Há  inúmeras  motivações  para  o  amor,  que  atraem  o  jovem  necessitado  de compreensão e de paciência, até o momento em que possa definir os rumos e atividades a desenvolver, de forma a fixar as propostas do sentimento no íntimo, sem perturbação nem ansiedade.
Os exemplos de abnegação na família, de desinteresse imediato quando se ama, de dedicação aos valores de enobrecimento, aos esforços pela conquista dos patamares elevados da  nobreza e  do  caráter,  constituem emulação para o  jovem resolver‐se  pela faculdade de amar, ao invés de hipertrofiar esse sentimento nas baixas aspirações dos desejos infrenes e apaixonados que geram dificuldades e escravidão. O  adolescente  tem  necessidade  de  ser  aceito  pelo  grupo  de  companheiros, falar‐lhe o mesmo idioma, adotar os mesmos hábitos, participar dos mesmos desportos, empreender as mesmas marchas, partilhar os mesmos valores, as metas idênticas. Esse apelo surge naturalmente e ele é impelido ao meio social quase que por instinto. Se for seguro  emocionalmente,  terá  facilidade  de  adaptação  sem  que  sofra  a  influência determinante  do  conjunto,  podendo  selecionar  aquilo  que  lhe  interessa,  deixando  de lado  o  que  se  lhe  apresente como  destituído  de  valor. Se,  todavia,  sente‐se  desamado, preterido  no  lar,  prende‐se  ao  novo  clã,  assumindo  uma  identidade  desconfiada, agressiva e violenta. Noutras vezes, por timidez, pode evitar a socialização e afastar‐se, alienando‐se.

Quando vitalizado pelo amor da família, tem facilidade de exteriorizar o mesmo sentimento,  tornando‐se membro ativo e  de  significação  no  grupo,  face à empatia que desperta  e  provoca  nos  demais.  Nessa  fase,  surge‐lhe  o  que  se  denomina  estágio operacional formal, no qual começa a pensar abstratamente, a formular raciocínios em torno do que poderá ser, ao invés de apenas estar como se apresenta. Surge também o perigo do egocentrismo, quando o adolescente começa a contestar  os valores dos pais, da  família,  da  sociedade,  tornando‐se  crítico  contumaz  de  tudo  quanto  observa. Amadurecendo,  passa  para  o  desenvolvimento  cognitivo,  que  faculta  a  instalação  do amor, que definirá os rumos da sua identidade social e pessoal. O amor ajuda‐o a tornar‐se  independente  da  família,  isto  é,  a  ter  sua  própria  visão  do  mundo  e  dos  valores humanos,  a  conceituar  pessoas  e  regimes,  estabelecendo  as  próprias  diretrizes  de comportamento. Porque não se trata de um ato de rebeldia, mas de crescimento, o amor se lhe desenvolve enriquecedor, permitindo‐lhe a descoberta dos objetivos da vida e os meios  para alcançá‐los,  no  que  se empenha  com afã,  atendendo  aos estímulos  que  lhe brotam  do  mundo  interior,  das  tendências  que  o  acompanham  desde  a  reencarnação anterior,  impelindo‐o  para  o  triunfo  sobre  as  imperfeições  que  lhe  afeiam  a  conduta, enquanto descobre os altiplanos felizes do bem‐estar emocional, social e espiritual.
A carreira elegida passa a adquirir uma significação relevante, não importando se ela é representativa na sociedade ou não, valorizada pela dedicação a que se entrega, por  compreender  que  é  membro  ativo  do  conjunto  e  não  pode  falhar,  porque  isso implicaria em desorganização do meio onde vive.
Sentimentos  antes  não  experimentados  de  ternura  e  de  devoção  brotam  no adolescente,  que  se  sente  atraído  para  os  ideais  mais  expressivos  da  humanidade: política,  religião,  esportes,  ciência,  tecnologia,  artes...  E  ao  eleger  aquele  a  que  se  vai dedicar, o faz com ardor e motivação que o engrandecem, e o definem como um homem ou uma mulher de bem, candidatos ambos à renovação da sociedade.
A decisão do adolescente pelos propósitos de elevação da sociedade cria no seu grupo  de  companheiros  uma  aceitação  irrestrita,  porque  todos  preferem  aqueles  que são  alegres,  joviais,  cordatos,  idealistas,  que  ofereçam  alguma  contribuição  para  os demais,  o  que  somente  o  amor  pode  proporcionar.  As  dificuldades  no  relacionamento infantil  e  juvenil  propõem  cidadãos,  no  futuro,  inquietos,  delinquentes,  com  sérios distúrbios no ajustamento sexual e noutras formas de comportamento, como efeito da falta de amor neles mesmos e nos demais que os não atenderem convenientemente no lar, na escola, no clã de origem, em razão do seu temperamento instável e desagradável ou motivo outro qualquer...
O amor, na adolescência, é o grande definidor de rumos para toda a existência e o único tesouro que autoplenifica, autorrealiza, modelando uma vida saudável. 

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

TEXTOS PARA ESTUDO DOMINGO DIA 05 DE OUTUBRO DE 2014

A VIOLÊNCIA NO CORPO E NA MENTE DO ADOLESCENTE

A adolescência sempre foi considerada um período difícil no desenvolvimento do ser humano, 

com mais desafios do que na infância, criando embaraços para o próprio 

jovem como para os seus pais e todos aqueles que com ele convivem. Trezentos anos 

antes de Cristo, Aristóteles escrevera que os adolescentes são impetuosos, irascíveis e 

tendem a se deixar levar por seus impulsos, demonstrando uma certa irritabilidade em 

relação ao comportamento juvenil. Por sua vez, Platão desaconselhava o uso de bebidas 

alcoólicas pelos jovens antes dos dezoito anos, em razão da rápida excitabilidade dos mesmos, e 

propunha: Não se despejar fogo sobre fogo. 

Os conceitos sobre a adolescência sempre ganharam aceitação, 

particularmente quando de natureza censória, intolerante. 

No século XVII, em sermão fúnebre, um clérigo afirmava que a juventude era 

como um navio novo lançado ao oceano sem um leme, sem lastro, ou piloto para dirigi-lo, como 

resultado de uma observação externa, sem aprofundamento, de modo que se 

pudesse compreender as significativas transformações que se operam no ser em 

formação, compelindo‐o para as atitudes anticonvencionais, período assinalado por 

mudanças estruturais. 

Essas mudanças, que se operam na forma física, repercutem significativamente na conduta 

psicológica, propondo diferentes relacionamentos com os companheiros, 

experimentando novos modelos educacionais, vivenciais, enquanto todo ele se encontra 

em maturação biológica apressada, sem precedentes na sua história orgânica. Nesse 

período, compreensivelmente, surgem os conflitos de identidade, em tentativas internas 

de descobrir quem é e o que veio fazer aqui na Terra. Logo depois surgem‐lhe as 

indagações de como conduzir‐se e qual a melhor maneira de aproveitar o período 

promissor, sem o comprometimento do futuro. 

Esse estado de mudanças pode ser breve, nas sociedades mais simples, mais 

primitivas, ou prolongado, nas tecnologicamente mais desenvolvidas, podendo dar‐se de 

maneira abrupta, ou através de uma gradual transição das experiências antes 

vivenciadas para as atuais desafiadoras. Em todas as culturas, porém, apresenta‐se com 

um caráter geral de identidade: alterações físicas e funcionais da puberdade, 

assinalando‐lhe o início inevitável. 

Os hormônios, que desempenham um fundamental papel na transformação orgânica e na 

constituição dos elementos secundários do sexo, igualmente interferem na 

conduta psicológica, fazendo ressuscitar problemas que se encontravam adormecidos 

no inconsciente profundo, na memória do Espírito reencarnado. Isto porque, a 

reencarnação é oportunidade de refazimento e de adestramento para desafios sempre 

maiores em relação ao si, na conquista da imortalidade. Na adolescência, em razão das 

transformações variadas, antigos vícios e virtudes ressumam como tendências e 

manifestam‐se, exigindo orientação e comando, a fim de serem evitados novos e mais 

graves cometimentos morais perturbadores. 

Localizada na base do cérebro, a hipófise tem importância especial na proposta 

do desenvolvimento da puberdade. Os seus hormônios permanecem inibidos até o 

momento que sucede um amadurecimento das células do hipotálamo, que lhe enviam 

sinais específicos, a fim de que os libere. Tal fenômeno ocorre em diferentes idades, 

nunca sendo no mesmo período em todos os organismos. 

Esses hormônios são portadores de uma carga muito forte de estímulos sobre 

as demais glândulas endócrinas, particularmente a tireoide, a adrenal, os testículos e os 

ovários, que passam a produzir e ativar os seus próprios, responsáveis pelo crescimento 

e pelo sexo. Surgem, então, os androgênios, os estrogênios e as progestinas, estas 

últimas responsáveis pela gravidez. No metabolismo geral, todos eles interagem de 

forma que propiciem o desenvolvimento físico e fisiológico simultâneos. 

Nesse período de transformações orgânicas acentuadas, o adolescente, não 

poucas vezes, sente‐se estranho a si mesmo. As alterações experimentadas são tão 

marcantes que ele perde o contacto com a sua própria realidade, partindo então para o 

descobrimento de sua identidade de forma estranha, inquieta, gerando distúrbios que se 

podem acentuar mais, caso não encontre orientação adequada e imediata. 

Em razão da dificuldade de identificação do si, o jovem tem necessidade de 

ajustar‐se à imagem do seu corpo, detendo‐se nos aspectos físicos, sem uma percepção 

correta da realidade, o que o conduz a conclusões equivocadas, a respeito de ser amado 

ou não, atraente ou repulsivo, por falta de uma capacidade real para a avaliação. 

Nas meninas, o ciclo menstrual surge de uma forma desafiadora e quase 

sempre causa surpresa, reação prejudicial, quando não estão preparadas, por ignorarem 

que se trata de um ajustamento fisiológico, ao mesmo tempo símbolo de maturidade 

sexual. A desorientação pode deixar sinais negativos no seu comportamento, 

particularmente sensações físicas dolorosas, rejeição e irritabilidade, na área 

psicológica, após a menarca. Outras sequelas podem ocorrer na pré ou na pós‐menstruação, 

exigindo terapia própria. 

Os rapazes, por sua vez, se não esclarecidos, podem ser surpreendidos com os 

fenômenos sexuais espontâneos, como a ereção incontrolada e as ejaculações 

desconhecidas. Nessa fase eles vivem um espaço no qual tudo pode tomar características 

de manifestação sexual: odor, som, linguagem, lembrança... Não sabendo ainda como 

administrar essas manifestações espontâneas do organismo, embaraçam‐se e 

descontrolam‐se com relativa facilidade. 

Certamente, os jovens da atualidade se encontram muito mais informados do 

que os outros das gerações passadas, não obstante esses conhecimentos estejam muito 

distorcidos na mente juvenil, o que perturba aqueles de formação tímida ou portadores de qualquer 

distúrbio ainda não definido. 

A questão da maturação sexual nos jovens não tem período demarcado, 

podendo ser precoce ou tardia, que resulta em estados de apreensão ou desequilíbrio, 

insegurança ou audácia, a depender da personalidade, no caso, do Espírito reencarnado 

com o patrimônio dos méritos e dívidas. 

O amadurecimento psicológico faz‐se, nessa ocasião, com maior rapidez do que 

na infância. Há mudanças cognitivas muito fortes, que desempenham um papel crítico 

para o jovem cuidar das demandas educacionais, sociais, vocacionais, políticas, 

econômicas, sempre cada dia mais complexas. 

As alterações nos relacionamentos, entre pais e filhos, propõem necessidade de 

maior intercâmbio no lar, a fim de proporcionar um desenvolvimento psicológico 

saudável, quanto intelectual, equilibrado. 

Uma outra questão muito significativa do momento da adolescência é o conflito 

entre o real e o possível, vivenciado pelo jovem em transição. Ao constatar que o real 

deixa‐lhe muito a desejar, porque se encontra num período de enriquecimento psíquico, 

torna‐se rebelde e transtorna‐se, o que não deixa de ser uma característica transitória 

do seu comportamento. 

A harmonia que se deve estabelecer entre o físico e o psíquico, libertando o 

adolescente da violência existente no seu mundo interior, será conseguida a esforço de 

trabalho, de orientação, de vivências morais e espirituais, o que demanda tempo e 

amadurecimento, compreensão e ajuda dos adultos, sem imposições absurdas, 

geradoras de outras agressões 

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em http://www.luzespirita.org.br/

leitura/pdf/L102.pdf.