quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ESTUDO DO DIA 30/08/2015 – AJUDA-TE A TI MESMO, QUE O CÉU TE AJUDARÁ

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 30/08/2015:

Tema: AJUDA-TE A TI MESMO, QUE O CÉU TE AJUDARÁ
1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)
2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.
Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvageria à civilização.
Mas, bem pouca coisa é, imperceptível mesmo, em grande número deles, o progresso que cada um realiza individualmente no curso da vida. Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo. Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar. Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie à civilização material e desta à civilização moral. (Vede: cap. IV, nº 17.)
3. Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.
4. Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)
5. Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho.
Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.  

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 28/ 08/ 2012.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

ESTUDO DO DIA 23/08/2015 – RECOMPENSAS E CASTIGOS

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 23/08/2015:

Tema: RECOMPENSAS E CASTIGOS
O perigo de recompensar uma criança não é tão sério como o de castigá-la. Recompensas são coisas supérfluas e negativas. Oferecer um prêmio por fazer algo é o mesmo que declarar que esse algo não vale a pena de ser feito por si mesmo.
A outorga de recompensas tem um mau efeito psicológico sobre a criança, porque faz surgir ciúmes. A antipatia de um menino por seu irmão mais moço data do momento em que a mãe comentou:
- Teu irmãozinho sabe fazer isso melhor do que tu.
Para o menino, aquele comentário é uma recompensa dada ao irmão por ser melhor do que ele.
Tanto a recompensa como o castigo tendem a pressionar a criança para o terreno do interesse. Mas o verdadeiro interesse é a força vital de toda a personalidade, e tal interesse é completamente espontâneo. É possível forçar a atenção porque a atenção é um ato consciente, porém não se pode forçar o interesse. Homem algum pode ser forçado a interessar-se, digamos, em colecionar selos e nós próprios não podemos nos forçar a isso. Tanto a recompensa como o castigo tentam forçar o interesse.
Uma recompensa deveria ser, na maior parte das vezes, subjetiva: a auto-satisfação pelo trabalho realizado.
Se uma criança aprende a ler e a contar, será por ter interesse nesses assuntos, não por causa da bicicleta nova que irá ganhar pela excelência de seu estudo. Devemos estimular o interesse da criança através do diálogo com argumentação racional, demonstrando claramente à criança a importância da leitura e sua necessidade nas mínimas coisas do cotidiano, como ler a bula de um remédio, a receita do médico, as placas de orientação na rua, as compras no supermercado e, principalmente, ajudá-la na descoberta do prazer de aprender.
O medo paternal do futuro é perigoso quando se expressa em sugestões que se aproximam do suborno:
- Quando aprenderes a ler, querido, o papai te comprará um patinete.
Isso é uma fórmula que leva à aceitação de nossa civilização lívida, sempre em busca de proveitos. Os pais devem dar, sem procurar receber nada em troca.
O castigo é por vezes um ato de ódio, criando um círculo vicioso. Pancadas são ódio expandido e cada surra tende a criar mais ódio na criança. Então, como esse ódio crescente é expressado em comportamento ainda pior, mais  surras são aplicadas. E esse segundo-tempo de espancamento acrescenta dividendos de ódio na criança. O resultado é um pequeno odiento de maus modos, casmurro, destruidor, tão calejado no que se refere a castigos que peca para provocar alguma forma de resposta emocional por parte de seus pais. Porque mesmo uma resposta hostil servirá, quando não há a emoção do amor. E assim a criança é espancada – e se arrepende. Mas na manhã seguinte o mesmo ciclo recomeça.
O castigo pode inibir através do medo. Se um pai se satisfaz com um filho cujo espírito foi completamente despedaçado pelo medo, então para tal pai, o castigo vale a pena. A criança castigada realmente se torna cada vez pior. E, o que é mais grave, cresce para ser um pai, ou uma mãe amigos de infligir castigos. E o ciclo do ódio continua através dos anos.
No livro Distúrbios na Infância, Wanderley Pereira cita como exemplo a pedagogia no Evangelho: “Já no Novo Testamento, mais especificamente no Evangelho de Lucas, vamos encontrar uma pedagogia bem diferente nas relações de família e educação dos filhos. Tomemos como modelo a família de Jesus aos 12 anos, na narrativa constante do capítulo 2, versículo 48, quando Maria e José voltam a Jerusalém para procurá-lo e o encontram no Templo, sentado dialogando com os doutores. Vejamos como a Mãe, de uma educação espiritual elevada, repreende o filho, mostrando-lhe no próprio tom de voz que Ele havia negligenciado os seus limites em relação aos cuidados dos pais. “Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição”. Como vemos, Maria, apesar de aflição sofrida com o marido José, não grita com Jesus, mas também não silencia ante a atitude do menino. Repreende-o amorosamente, de uma forma educada, com a intenção de tocar-lhe o íntimo, como a dizer-lhe que não fizesse mais aquilo, porque assim procedendo faria sofrer pai e mãe com a aflição desnecessária.
É essa pedagogia do Evangelho que deve ser transmitida aos pais para que eles a repassem por sua vez aos filhos, ensinando-os a amá-los e não a temê-los, a obedecê-los por amor, por uma compreensão íntima, por uma necessidade agradável, e nunca por ameaças nem por medo.” Prossegue citando várias opiniões de especialistas sobre a aplicação da palmada: “Embora socialmente aceita, é cada vez mais crescente o número de psicólogos que a condenam. “A palmada deseduca” é o título de uma campanha lançada por especialistas do Laboratório de Estudos da Criança do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo foi mostrar aos pais que há outras maneiras de educar sem violência. Os psicólogos se miram no exemplo de países como Noruega, Dinamarca, Suécia, Israel, onde a prática da palmada pode ser punida por lei. Mas outros admitem a tapinha eventual. É o caso do psicoterapeuta Ari Rehfeld, de São Paulo, para quem na maioria das vezes a palmada é dispensável, “mas em alguns momentos, quando a criança extrapola todos os limites, é até permitida”. Para ele, entretanto, o ideal é não bater. Quando Rehfeld falou isso a Isto é, edição de 15/11/00, ele era, segundo a revista, supervisor da Clínica Psicológica da PUC paulista. A professora da Escola Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro, Maria Cecília Minayo concorda com ele. “Uma palmada não é pior do que a violência psicológica, largamente utilizada nas famílias de classe média.”
“A educadora Tânia Zagury sustenta que os pais têm a ilusão de que os castigos físicos produzem resultados imediatos. “Mas não conseguem resultado educacional”, rebate. No seu livro Limites sem Trauma, ela explica de forma didática porque bater não faz sentido: “Porque bater nada tem a ver com ensinar a ter limites; na verdade são atitudes até opostas. Quem bate dá uma verdadeira aula de falta de limites próprios e até de covardia. E enumera mais uma série de razões, além de uma lista de argumentos mostrando o que é que a palmada realmente ensina. Entre outras coisas, “a temer o maior, o mais forte ou o mais poderoso; que o comportamento agressivo é válido; que a agressão física é uma atitude normal e praticável; que a força bruta é mais importante que a razão e o diálogo; que ocultar ou omitir fatos pode dar bons resultados e evitar umas boas palmadas; que de quem se espera amor podem vir pancadas e agressão”. Logo, para seres inteligentes é preciso buscar meios inteligentes de educá-los, com amor, sem perder a autoridade, para ensinar-lhes, desde cedo, a perceber e aceitar limites.
 

Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 116 a 119p.
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terça-feira, 14 de julho de 2015

ESTUDO DO DIA 19/07/2015 – INFÂNCIA – MELHOR PERÍODO PARA EDUCAR

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 19/07/2015:

Tema: INFÂNCIA – MELHOR PERÍODO PARA EDUCAR
Escrevendo sobre “O porquê da infância”, no livro A Educação Segundo o Espiritismo, Dora Incontri esclarece: “É preciso entender a função própria do período infantil, para se poder avaliá-lo com justeza. Afinal, por que Espíritos velhos, vividos, tantas vezes viciados em erros milenares, já donos de tantas experiências, precisam “entrar de novo no ventre da mãe” e se fazerem crianças outra vez? A função educativa da reencarnação – como nova oportunidade de refazer o destino, de aprendizagens diversas e de resgate de faltas passadas – perderia o sentido se o Espírito não fosse internado num corpo infantil.
Através desse processo de esquecimento e renovação da vida, ele pode construir uma nova personalidade, melhor e mais integral; pode resgatar seus débitos sem se ver continuamente oprimido pelo sentimento de culpa e vergonha por um passado tenebroso; pode conviver com inimigos, transformados em parentes e amigos, sem se dar conta disso, modificando sentimentos e refazendo relações; pode absorver elementos de novas culturas, aumentando sua bagagem universal.
Mas a principal finalidade do Espírito nascer criança outra vez é a de ser educado novamente. As impressões positivas que recebe durante a infância podem ser determinantes em sua existência atual e até em próximas vidas. Exatamente por causa do estado de semi-inconsciência do Espírito encarnado num corpo infantil, suas barreiras de defesa psíquica estão neutralizadas: ele está mais receptivo, mais maleável, mais aberto a todas as influências- se lhe forem dados bons estímulos, sua assimilação poderá ajudá-lo imensamente em seu progresso espiritual. Assim também uma influência negativa, transmitida pela educação, pode complicar muito seu futuro espiritual – mas, nesse caso, a responsabilidade moral recairá mais sobre aqueles que foram encarregados de sua educação e falharam nesta tarefa.
Assim, é preciso ser criança de novo, a cada nova encarnação, para que, aliviados momentaneamente das nossas cargas de memória, possamos ser educados e nos educarmos, e com isso darmos alguns passos adiante no caminho infinito da evolução. Prossegue didática: “na infância o Espírito está na posse do melhor de si mesmo, de sua capacidade de amar, de seu desejo de aprender, de sua sinceridade natural. Enquanto os vícios passados dormem no subconsciente, a alma pode dar expansão à sua divindade interior e por isso uma criança, saudável e natural, é sempre um bálsamo para o adulto, já calejado nas dissimulações sociais, envolvido na luta aspérrima da sobrevivência na Terra...
Outro autor espírita, Joamar Zanolini Nazareth, em sua obra Um Desafio Chamado Família, nos alerta também sobre a importância da educação e da evangelização na infância: “Desvendamos, assim, a principal finalidade da infância para o espírito: a EDUCAÇÃO.
Os filhos nesta fase estão mais dóceis e maleáveis às impressões que recebem dos pais; estão aptos a receberem ensinamentos verbais e práticos e estão mais próximos dos exemplos recebidos no lar, onde atuam como uma “chapa fotográfica” muito sensível, captando tudo o que acontece no ambiente doméstico”. Cita no mesmo livro a resposta da Espiritualidade a Kardec que resume a utilidade da infância: “O espírito, encarnando-se para aperfeiçoar-se, é mais acessível, durante esse período, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados de sua educação”. Descreve a seguir alguns aspectos sobre a importância da evangelização da criança: “Têm a escola de evangelização infantil por objetivo instruir a criança com os princípios da Doutrina Espírita, que é a revivescência do evangelho do Cristo. A importância da educação moral pelo ensino doutrinário, que será aquela efetuada através da palavra, do ensino voltado para a instrução moral, já se encontra evidenciada desde Allan Kardec. Assim, estaremos preparando a alma infantil para enfrentar as lutas e desafios das provas que a aguarda na Terra, levando no coração os instrumentos capazes de a auxiliarem na defesa dos princípios mais elevados do sentimento.
Chico Xavier afirma-nos também sobre a impossibilidade de renovação do planeta, sem darmos à criança de hoje o embasamento evangélico: “Ajudar a criança, amparando-lhe o desenvolvimento, sob a luz do Cristo, é cooperar na construção da reforma santificante da Humanidade, na direção do mundo redimido de amanhã”.
Assim, a Escola Espírita de Evangelização fornece a instrução, porém, acima de tudo, recursos objetivos para a formação moral levando as verdades e esclarecimentos que ajudarão seu espírito a melhor aproveitar a existência física.
Agnes Henriques, em seu livro Mediunidade em Crianças, recomenda a participação dos pais na evangelização dos filhos:
“Entretanto, levar uma criança para um Centro Espírita para iniciar a formação religiosa, de nada adianta se a família não assumir a parte de responsabilidade que cabe principalmente a ela nessa questão. O primeiro núcleo de educação é o lar, de onde devem partir os exemplos a serem seguidos por nossas crianças em sua caminhada.
Um pai ou uma mãe que se recusa a atender um telefonema, mandando alguém dizer, geralmente os próprios filhos, que não está, deixa nessa atitude leviana e corriqueira de um pequena mentira, um exemplo que ensejará mais tarde, talvez, grandes dissimulações por parte dos próprios filhos. Os pais que não se preocupam com a sua formação moral e religiosa, e cuja conduta no lar não tem diretrizes ético-morais, estarão deixando exemplos que fatalmente irão corromper a personalidade de seus filhos. O esforço que se faz para desvincular de velhos costumes, a prática sincera no bem, a conduta correta é que são as diretrizes seguras a serem propagadas pelos pais e espelhadas pelos filhos.
Acompanhar os pequenos em todas as ocasiões e cuidar para que, além de provê-los da parte material, os pais possam estar também fornecendo os subsídios necessários ao aprimoramento moral, favorável para que a prática evangélica do “Amai-vos uns aos outros” se estabeleça no lar em toda a sua plenitude.
Conclui com muita propriedade Joamar Nazareth no capítulo “Responsabilidade dos Pais em conduzir seus filhos à evangelização”:
“Há pais que não levam seus filhos à Casa Espírita sob a desculpa de que elas é que deverão decidir, quando crescerem, qual ambiente religioso freqüentar. Isto reflete a atitude de pais espíritas equivocados e ignorantes quanto à necessidade de aproveitar a fase infantil para a sementeira de valores cristãos. Os filhos poderão exercer seu direito de escolha à medida que o  tempo passe e eles cresçam e amadureçam. Inicialmente, compete aos pais, fiéis depositários de seus filhos na Terra, escolher o melhor, decidindo por eles até que tenham condições de fazê-lo”.
Emmanuel alerta-nos contra o pretexto de liberdade da criança escolher: “Os pais espiritualistas devem compreender que qualquer indiferença neste particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo e à ausência de amor à verdade”.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 89 a 92p.

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

ESTUDO DO DIA 12/07/2015 – ATITUDE NO LAR

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 12/07/2015:

Tema: ATITUDE NO LAR
Certa vez uma criança de sete anos perguntou à sua mãe, que era famosa apresentadora de programa de TV:
- Mãe, por que na tela da televisão você sempre aparece sorrindo e feliz e em casa está sempre séria e nervosa?
A mãe, pega de surpresa, respondeu:
- É porque na televisão eu sou paga para sorrir.
E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:
- Mãe, quanto você quer ganhar para sorrir também em nossa casa? 
A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflexão.
Por que não sorrir no melhor lugar do mundo, que é o nosso lar? Por que não dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?
Você já parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?
Girando, ele irriga toda a grama à sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que está próxima do irrigador, está seca.
O irrigador molha a grama que está distante de si, mas não consegue molhar a grama que está mais próxima.
Será que em nossa família estamos agindo à semelhança do irrigador de grama?
Se estamos, é hora de mudar com urgência. Verifiquemos que quando um amigo vem à nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.
Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele está, o que tem feito. Somos extremamente simpáticos. Nosso rosto é a própria expressão da alegria e da camaradagem. Batemos carinhosamente em suas costas. Olhamos com respeito e amizade nos seus olhos. Sorrimos e sorrimos muito.
Toda nossa atenção, durante o tempo em que ele está conosco, é para ele. Deixamos as nossas atividades habituais, largamos o jornal, deixamos de assistir o programa de TV que tanto gostamos.
Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo até a porta, ficamos acenando até ele desaparecer na rua.
Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa família.
Como que num passe de mágica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.
Vamos ler nosso jornal em silêncio, e que ninguém nos perturbe. Passamos a ser outra pessoa. Junto ao amigo somos pessoas simpáticas e sorridentes. Junto à nossa família somos antipáticos e exigentes. Por que?
Será que os nossos amores não merecem a nossa atenção e o nosso carinho? 
Pense nisso! 
Se você se deu conta que está agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situação.
Ainda hoje, enquanto você está com seus filhos, sua esposa, seus pais, seja alegre.
Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto você está na escola, no trabalho, na rua?
Eles estão com algum problema? Gostariam de contar?
Sorria. Conte histórias de bom conteúdo. Relate fatos de sua experiência. E sorria.
Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.
Agindo assim, nossa casa se transformará em um lar.
E ainda hoje seremos mais felizes.

Fonte:
-Texto extraído do site Momento Espírita, com base na Revista Espírita Allan Kardec ano XII nº 44, pág. 11, O próximo mais próximo, de Alkindar de Oliveira.

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

ESTUDO DO DIA 05/07/2015 – FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 05/07/2015:

Tema: FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO
1. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. - (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)
2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. - Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. - Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. - Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: "Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa." Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. E tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: "Não saiba a mão esquerda o que dá a direita."

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 26/ 06/ 2012.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

ESTUDO DO DIA 21/06/2015 – RESPEITAR, RESPEITANDO-SE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 21/06/2015:

Tema: RESPEITAR, RESPEITANDO-SE

Ter filhos não é fácil. Criá-los de forma equilibrada frente às nossas dificuldades internas e externas parece mais complicado ainda. Por mais bem intencionados que sejamos, as orientações psicológicas, sociológicas, pedagógicas e espirituais por vezes nos parecem barreiras intransponíveis para as nossas limitações humanas. Aí é que reside a questão: Somos Seres Humanos! Tão humanos quanto nossos filhos! Imperfeitos mas perfectíveis, caminhando dentro de um longo e necessário processo evolutivo!
Essa constatação certamente nos alivia a culpa mas não exime a nossa responsabilidade perante a guarda, proteção, orientação e sustento dos seres que, voluntariamente ou não, permitimos vir ao mundo por nosso intermédio para dar continuidade aos seus planos evolutivos.
Então, apesar de nos reconhecermos como seres imperfeitos mas comprometidos com a nossa evolução e a de nossos filhos, porque é tão difícil encontrar a via mais correta e rápida de ascensão? Por nos faltar maior preparo e empenho, em outras palavras: por insegurança ou preguiça. Pelo simples fato de sermos inseguros quanto ao nosso potencial evolutivo e acomodados para desenvolvê-lo. Por desconhecimento ou falta de fé, permanecemos presos às malhas da acomodação materialista, do medo e das influências negativas.
Como prega a Doutrina Espírita em sua vasta literatura, o autoconhecimento, seguido da busca da autenticidade e do desenvolvimento de nossa essência divina, através da prática dos ensinamentos do Cristo, são os caminhos ou possibilidades que permitirão uma evolução consciente e real.
No tocante a uma adequada orientação de nossos filhos, necessária se faz uma transformação interior e anterior por parte dos pais. Seria o ideal, em primeiro lugar, ser objeto de transformação para depois estar preparado para transformar, apesar de ser comum as duas coisas ocorrerem juntas. Para que possamos compreender e melhorar a relação com os nossos filhos precisamos compreender e melhorar a relação com os nossos filhos precisamos compreender a nossa historia individual, os nossos motivos e objetivos espirituais, além da forma como lidamos com todos eles. Tudo isso não garantirá a resolução de nossos problemas como pais, mas nos ajudará, em muito, a redimensioná-los e fornecer-lhes outros critérios de valor.
Como tudo isso se efetivaria de forma prática? Em primeiro lugar, buscando compreender o contexto familiar em que nascemos. Ao invés de ficarmos justificando nossas falhas empurrando-as para um passado mal compreendido, deveríamos compreender a mensagem que a vida nos proporcionou ao longo do seu caminho. Devemos, então, perdoar e compreender o nosso passado e todas as pessoas que fizeram parte dele, transcendendo-o. Ao fazer isso você vai compreender melhor seu filho, pois vai possuir a sensibilidade de lembrar que você também já foi um. E vai perceber que suas dores e conflitos podem ser iguais aos seus e, se você não estiver alerta, eles poderão perdurar por toda a sua descendência. Alguém tem que quebrar o elo dessa cadeia de enganos. Isso se chama evolução ou transcendência de gerações.
Em segundo lugar, devemos encontrar o nosso Norte, ou seja, o Ser Humano que desejamos nos tornar. Precisamos estabelecer um sério compromisso com o progresso da nossa vida pessoal, profissional e comunitária. O melhor instrumento para iniciar esse processo de mudança seria a busca da autenticidade e a do auto-respeito.
A busca de equilíbrio íntimo, iniciada com a autenticidade e com o auto-respeito, refletir-se-á no conjunto de nossas relações interpessoais e nos conduzirá ao esforço da adoção de três atitudes básicas na educação de nossos filhos: a compreensão, o diálogo e o exemplo.
A compreensão relaciona-se à empatia, a sentir e perceber como nossos filhos sentem e percebem, a nos colocarmos sem seu lugar para em seguida fornecer-lhes a nossa experiência e Amor como alternativa para melhores escolhas. Compreendendo, respeitando o seu modo de ser muitas vezes tão diferente do nosso, de seguir caminhos que não planejamos, de poder, enfim, exercer o seu livre-arbítrio.
O diálogo é o meio mais legitimo de entendimento e aprendizagem. Gritos, repreensões, críticas e surras apenas atendem a quem já perdeu o controle de tudo, inclusive de si mesmo. A clareza, a simplicidade e a honestidade aliadas ao discernimento entre saber quando falar e quando calar, perfazem os instrumentos para esse intercâmbio de experiências e sentimentos.
Finalmente, o Exemplo. Procure ser um bom modelo já que você é o primeiro e o mais marcante da vida de seu filho. Pense bem de si mesmo, cuide-se. Busque o autocontrole e a autoconfiança como metas. Vivencie as orientações que você fornece, buscando sempre a coerência entre o dizer e o fazer. Observe e questione seus valores pessoais, dogmas, condutas, conflitos e apegos. Eles possuirão uma importância considerável na formação do caráter de seu filho.
Nunca subestime a capacidade crítica de seu filho, que quando fareja insegurança e fraqueza do caráter... ou lhe imitará ou o repelirá numa intensidade, por vezes, desastrosa. Para ser respeitando é necessário, portanto, respeitar-se e respeitar. É fazer ao Outro aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. Eis a máxima Espírita.
Para concluir, é preciso fazer tudo isso com Amor e Alegria. Observemos a escola da vida: Pais tristes, crianças tristes. Pais amargos, crianças infelizes. Pais violentos, crianças agressivas e desequilibradas. Apesar de todo o trabalho que dá, de todas as responsabilidades e dificuldades enfrentadas é preciso fazer valer a pena. Para o bem de todos nós.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 85 a 87p.

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 31/05/2015 – NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO S. PAULO

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 31/05/2015:

Tema: NECESSIDADE DA CARIDADE, SEGUNDO S. PAULO

6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Fonte de Pesquisa: Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em  http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html. Capturado em: 02/ 10/ 2012.
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 24/05/2015 – A VIDA SOCIAL DO ADOLESCENTE

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 24/05/2015:
Tema: A VIDA SOCIAL DO ADOLESCENTE

No período da adolescência a vida social gira em torno dos fenômenos de transformação que afetam o comportamento juvenil. Assim, a preferência do jovem é por outro da mesma faixa etária, os seus jogos são pertinentes às ocorrências que lhe estão sucedendo no diaadia. Há uma abrupta mudança de interesses, e portanto, de companhias, que se tornam imperiosos para a formação e definição da sua personalidade. Não mais ele se compraz nos encantamentos anteriores, nas coleções infantis que lhe eram agradáveis, nem tampouco nas aspirações que antes o mantinham preso ao lar, ao estudo ou aos esportes até então preferidos.
É certo que existem grandes exceções, porém, o normal é a alteração de conduta social, face à necessidade de afirmação da masculinidade ou feminilidade, do descobrimento das ocorrências que o afetam e de como orientar o rumo das aspirações que agora lhe povoam o pensamento.
A sua socialização depende, de alguma forma, de relativa independência dos pais, de ajustamento à maturação sexual e dos relacionamentos cooperativos com os novos amigos que atravessam o mesmo estágio.
Para conseguir esse desafio, o jovem tem necessidade de programar e desenvolver uma forma de filosofia de vida, que o levará à descoberta da própria identidade. Para esse desenvolvimento ele necessita saber quem é e o que deve fazer, de modo que se possa empenhar na realização do novo projeto existencial.
Os pais, por sua vez, não devem impedir esse processo de libertação parcial, contribuindo mesmo para que o jovem encontre aquilo a que aspira, porém de forma indireta, através de diálogos tranquilos e amigos, sem a superioridade habitual característica da idade, facultando mais ampla visão em torno do que pode ser melhor para o desenvolvimento do filho, que deve caminhar independente, libertandose do cordão umbilical restritivo.
Esse fenômeno é inevitável e qualquer tentativa de restrição resulta em desastre no relacionamento, o que é bastante inconveniente. Os pais devem compreender que a sua atitude agora é de companheirismo, cuja experiência deve ser posta a serviço do educando de forma gentil e atualizada, porque cada tempo tem as suas próprias exigências, não sendo compatível com o fenômeno do progresso o paralelismo entre o passado e o presente, desde que são muito diferentes as imposições existenciais de cada época.
O desenvolvimento social do jovem é de relevante significado para toda a sua vida, porquanto, aqueles que não conseguem o empreendimento derrapam no uso do álcool, das drogas, na delinquência, como fuga da sua realidade conflitiva. Um grande número de adolescentes, no entanto, que têm dificuldade dessa realização, quando bem direcionados conseguem, embora com esforço, plenificarse no grupo social. Todos aqueles que ficaram na retaguarda correm o risco de percorrer as trilhas do desequilíbrio, do vício, da criminalidade.
Esse desenvolvimento deve ser acompanhado de uma alta dose de autoconfiança, que começa com a gradual libertação da dependência dos pais, antes encarregados de todas as atitudes e definições, que agora vão sendo direcionadas pelo próprio educando, naturalmente sob a vigilância gentil dos genitores, para que amadureça nas suas aspirações sexuais seguras, na preferência pelos companheiros mais saudáveis e dignos, na identificação do eu profundo, do que quer da vida e como irá conseguir. A vocação começa a aparecer nessa fase, levando o jovem a integrarse no seu mundo, onde lhe é possível desenvolver o que aspira, sem o constrangimento de atender a uma profissão que foi estabelecida pelos genitores sem que ele tenha qualquer tendência ou afinidade para com a mesma.
A questão da independência do jovem no contexto doméstico, nesse período, não é simples, porque a família dá segurança e compensação, trabalhando, no entanto, embora de forma inconsciente, para que ele perca a oportunidade de definir a personalidade, tornandose parasita do lar, peso inevitável na economia da sociedade que dele espera esforço e luta para o contínuo crescimento.
Nesse sentido, outra dificuldade consiste na seleção dos amigos, particularmente quando estes se apresentam como modelos préfabricados pela mídia: musculosos, exibicionistas, sem aspirações relevantes, sensuais e vazios de significado psicológico, de sentido existencial. Outras vezes, enxameiam aqueles que se impõem pela violência e parecem desfrutar de privilégios conseguidos mediante a prostituição dos valores éticos pelos comportamentos alienados. Ou ainda através da cultura underground, promíscua e venal, que se faz exibida por líderes de massas, totalmente destituídos de objetivos reais, assumindo posturas e comportamentos exóticos, que chamam a atenção para esconder a ausência de outros requisitos e que conspiram contra o desenvolvimento da própria sociedade.
São apresentados pela mídia como espécimes estranhos da fauna humana, atormentados e agressivos, produzindo resultados satisfatórios, porque oferecem renda financeira aos promotores dos espetáculos da insensatez... Tornamse ridículos e perdem o senso do equilíbrio, caricatos e irreverentes, em tristes processos psicopatológicos ou vitimados por estranhas obsessões que os atormentam sem termo...
Os pais sempre desempenharão papel relevante na vida dos filhos, particularmente no momento da sua socialização. Se forem pessoas sociáveis, equilibradas, portadoras de bons relacionamentos humanos, vãose tornar paradigmas de segurança para os filhos que, igualmente acostumados ao sentido de harmonia e de felicidade doméstica, elegerão aquelas que lhes sejam semelhantes e formarão o seu grupo dentro dos mesmos padrões familiares, ressalvados os interesses da idade.
Todo jovem aprecia ser amado pelos pais e desfruta essa afetividade com muito maior intensidade do que demonstra, constituindolhe segurança, que passa adiante em forma de relacionamento social agradável. Quando o convívio no lar é caracterizado pelos atritos e discussões sem sentido, a sua visão é de que a sociedade padece da mesma hipertrofia de sentimentos, armandose de forma a evitarlhe a interferência nos seus interesses e buscas de realização pessoal. Em consequência, tornase hostil à socialização, em virtude das lembranças desagradáveis que conserva do grupo familiar, que passa, na sua imaginação, como sendo semelhante ao meio social que irá enfrentar.
O jovem é convidado, por si mesmo, à demanda de transformarse em um adulto capaz, que enfrente as situações difíceis com equilíbrio, que inspire confiança, que seja portador de uma autoimagem positiva. Mesmo quando se torna independente dos progenitores, preserva a satisfação de saberse amado e acompanhado a distância, tendo a tranquilidade da certeza que a sua existência não é destituída de sentido humano nem de valor positivo para a sociedade.
Se isso não ocorre, ele fazse competitivo, desagradável, mesquinho e inseguro, buscando outros equivalentes que passam a agruparse em verdadeiras hordas, porque o fenômeno da socialização continua em predominância na sua natureza, somente que, agora, de forma negativa.
A socialização do jovem é um processo de longo curso, que se inicia na infância e deve ser acompanhada com muito interesse e cuidado, a fim de que, na adolescência, esse desenvolvimento não se faça traumático nem desequilibrante.

Fonte de Pesquisa: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf. Capturado em 22/05/2012.
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terça-feira, 5 de maio de 2015

ESTUDO DO DIA 10/05/2015 – DIFERENÇAS RELIGIOSAS

Texto que estudaremos no próximo domingo dia 10/05/2015:
Tema: DIFERENÇAS RELIGIOSAS

O aspecto religioso da família constitui-se em um dos pilares mais potentes para a sustentação do casamento, no entanto, não raro, acontecem situações em que a religião é um ponto discordante entre os cônjuges e, às vezes, entre estes e a família.
Antes de abordar o assunto, é interessante colocar algumas afirmações importantes: Emmanuel (2) afirma que "o casamento implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo de assistência mútua", e... "atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização".
Kardec (4) comenta as duas espécies de família: as famílias ligadas pelos laços espirituais e, as ligadas pelos laços corporais, demonstrando que as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos espíritos, enquanto que as segundas, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual.
No livro "O Consolador", Emmanuel (1) esclarece que a melhor escola ainda é o lar e que os pais espíritas cristãos não podem esquecer de seus deveres de orientação aos filhos.
A estas afirmações poderíamos acrescentar o princípio da reencarnação que a Doutrina Espírita nos oferece para facilitar o nosso entendimento sobre as dificuldades de relacionamento na nossa vida.
Com bases nestas afirmações podemos deduzir que as diferenças existentes entre os cônjuges ou entre eles e a família, no tocante à religião, é uma aresta a ser trabalhada com muito carinho, compreensão e bom senso, porque a influência religiosa dá o equilíbrio e o alicerce ao lar.
Partimos da premissa que situações como estas devem ser devidamente esclarecidas na fase pré-casamento para que não ocorram ressentimentos, e isso se faz de maneira bastante simples quando se entende que somos espíritos em diferentes graus de evolução, espiritualmente comprometidos, unidos por um vínculo afetivo e com a responsabilidade de desempenhar uma função educadora e regenerativa.
Se não houve o devido esclarecimento na fase pré-casamento e há a instalação do problema, é necessário que se defina alguns pontos importantes: a função da religião no lar e como introduzi-la.
Quando existe a divergência entre os cônjuges, o exercício do amor, da compreensão e da fé será de grande valia para despertar entre ambos a confiança e, isto pode ser realizado na convivência diária e na realização do Evangelho no lar onde se faz a prece, a leitura e o comentário evangélico, com a possibilidade de ambos externarem suas opiniões.
Na eventualidade do espírita conviver com a família não espírita, devemos partir do princípio que nem todas as pessoas nutrem os mesmos sentimentos e que, não podemos esperar que elas tenham as reações que nós esperamos que tenham. Cada ser apresenta a sua individualidade, cada um tem a sua experiência, e nestes casos, em se tratando de família, há necessidade de compreendermos que, como espíritas, não devemos estimular o proselitismo, e sim praticarmos os conceitos que a Doutrina Espírita nos oferece e, de maneira oportuna (não oportunista) esclarecermos as dúvidas com bom senso, demonstrando que o respeito mútuo também é um importante fator quando se quer conviver bem e evoluir.
 


Fonte de Pesquisa: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 60 a 61p.


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