sábado, 19 de abril de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 20 DE ABRIL DE 2014

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA


O  despertar  do  sentimento  do  amor  na  adolescência  é  sempre  enriquecedor. Uma  poesia  nova  toma  conta  da  existência  e  todas  as  coisas  se  tornam  coloridas, oferecendo  impressões  dantes  não  percebidas,  que  se  transformam  em  fonte  de inspiração  para  as  definições  de  atitudes  e  prosseguimento  daquelas  que  já  se incorporaram ao seu perfil humano e à sua identidade em relação à vida.
 A  aceitação  pelo  grupo  social  emula‐o  a  permanecer  desenvolvendo  as  suas tendências, que são elegidas conforme a capacidade mesma de amar ao próximo e sentir quanto poderá contribuir em favor  de melhores dias e mais dignas realizações que lhe estejam ao alcance.
Nesse  momento,  há  o  descobrimento  da  necessidade  do  interrelacionamento pessoal,  escolhendo  melhor  os  indivíduos  com  os  quais  deve  conviver  e  crescer, permitindo‐se  envolver  por  aqueles  que  provocam  maior  empatia  e  se  lhe  tornam modelares pela riqueza de valores morais e culturais de que se fazem portadores.
O  sexo  experimenta  mais  saudável  orientação,  deixando  de  ser  direcionado pelos impulsos do instinto, para ser emulado pelo sentimento da afetividade.
O próximo já não se lhe apresenta como estranho, o ser distante, mas a pessoa mais  perto  dele,  seja  pelo  sentimento  de  fraternidade,  seja  pelo  companheirismo, tornando‐se  membro  do  seu  clã,  cuja  presença  e  afetividade  o  compensam emocionalmente.
Sob  a  motivação  do  amor,  os  seus  planos  em  relação  ao  futuro  ganham significado e o tecido social não mais se lhe mostra esgarçado conforme ocorria antes. Afinal,  a  vida  física  tem  como  finalidade  precípua  contribuir  em  favor  da  sociedade modificada para melhor, quando as criaturas adquirem motivações para prosseguirem no desempenho das suas atividades, libertando‐se dos conflitos externos e das pressões que geram desequilíbrios, levando as massas de roldão ao desespero.
As  experiências  desenvolvidas  na  infância,  no  que  diz  respeito  à  cooperação, resultado  das  brincadeiras  que  ampliaram  a  capacidade  de  trocar  brinquedos  e alimentos,  transformam‐se  em  sentimentos  de  amor,  que  crescem  em  altruísmo  e solidariedade. Esse partilhar, esse expressar solidariedade, exige a contribuição valiosa e inestimável do sacrifício pessoal, sem correr  o risco da competitividade,  do conflito, já que  proporciona  a  compensação  de  descobrir‐se  útil,  portanto,  participante  do progresso que se torna inevitável.
A  autoestima  acentua‐se,  no  adolescente,  que  descobre  ser  aceito  pelo  seu grupo  social,  particularmente  pelos  valores  íntimos  de  que  se  faz  portador,  pela capacidade  de  cooperar,  de  eliminar  dificuldades  e  impulsionar  para  a  frente  todos aqueles  que  se  lhe  acercam.  Essa  valorização  do  si  exterioriza‐se  como  forma  de autoconhecimento, que expande o amor, favorecendo a lídima fraternidade.
Naturalmente surgem momentos difíceis, caracterizados por decisões que não são ideais, mas a experiência do erro demonstra que aquela é a forma menos eficaz para a colheita de resultados felizes, o que ajuda no amadurecimento das realizações.
Sem  receio  de  novas  tentativas,  permite‐se  ampliar  o  círculo  de relacionamentos  e  contribuir  de  alguma  forma  em  favor  das  demais  pessoas.  Esse tentame  sócio‐afetivo  começa  no  lar,  onde  o  adolescente  redescobre  a  família, reaproxima‐se  dos  pais,  entendendo‐lhes a  linguagem  e os interesses  que  mantiveram em  oferecer  o  melhor,  nem  sempre  pelos  caminhos  mais  certos.  Aparece  um  valioso sentimento de afetividade e de tolerância para os erros da educação, eliminando mágoas e  reservas  emocionais  que  eram  mantidas,  ao  mesmo  tempo  transformando‐se  em motivo de contentamento geral.
Da reintegração no conjunto da família se alarga em novas motivações com os colegas  e  amigos,  na  escola,  no  trabalho,  no  clube  de  esportes  e  área  de  folguedos, porque os seus são sentimentos do amor que plenifica.
É  característica  desse  período  não  exigir  ser  amado,  mas  compensar‐se enquanto ama, efetuando uma autorrealização emocional. A sua filosofia de vida o induz ao espírito de solidariedade mais ampla, cabendo a doação de coisas e até mesmo uma certa forma de autodoação. Os grandes ideais da humanidade encontraram nos jovens o seu  campo  de  desenvolvimento  e  de  liderança,  quando  inspirados  por  homens  e mulheres de pensamento e de ação, mas que não podiam conduzir as propostas como se faziam necessárias. Nos jovens, esses ideais floresceram e deram frutos sazonados que passaram  para  a  posteridade  como  fenômenos  transformadores  e  relevantes,  que abriram as portas para o progresso e para o surgimento de novas condutas.
Mais recentemente, a revolução hyppie, como reação às calamitosas guerras e à hipocrisia vitoriana,  proporcionaram à sociedade uma visão mais correta da realidade, das  necessidades  juvenis,  dos  seus  direitos,  das  suas  imensas  possibilidades  de realização  e  de  crescimento.  É  certo  que  houve  excessos,  alguns  dos  quais  ainda  não foram  corrigidos.  Mas  é  natural  que  isso  aconteça,  porquanto  toda  grande transformação social gera conflitos e danos nos momentos das mudanças, por causa do exagero  dos  imprevidentes  e  precipitados.  O  tempo  no  entanto  se  encarrega  de proporcionar soluções compatíveis, que ensejam novos desafios e novas conquistas.
A  conquista  do  amor,  pelo  adolescente,  nele  desenvolve  o  comportamento altruístico, no qual se destacam a empatia, o sentimento de compartilhar a preocupação e o problema do seu próximo, sem que isso propicie conflito. Ao mesmo tempo, desde o período  infantil,  o  surgimento  do  autocontrole  torna‐se  indispensável  para  o  êxito  do amor, a fim de que os excessos na solidariedade não se tornem comprometedores.
É necessário saber preservar‐se, de forma que possa continuar com os valores aceitos sem o desgaste das decepções e choques que ocorrem no inter‐relacionamento pessoal,  particularmente  na  área  da  afetividade.  A  autoestima  sabe  selecionar  o  que fazer, como fazer e quando realizá‐lo, de forma que o adolescente possa continuar com o entusiasmo que experimenta, quando ama, sem o exagero da paixão sem orientação, ou a frieza da indiferença que resultaria na morte do amor.
A  autoconscientização  que  se  vem  desenvolvendo  desde  a  infância,  nesse comenos,  torna‐se  mais  importante,  propondo  a  valorização  dos  atributos  morais, espirituais  e  culturais  que  devem  ser  preservados,  enquanto  os  outros  que  transitam passam  a receber  a  consideração  normal,  sem  o  apego  que  escraviza  nem  o  desprezo que desnorteia.
É evidente  que  esse processo  continuará  por  toda a  vida,  já  que as etapas da consciência  se  desdobram  paulatinamente  em  sentido  ascensional  e  de  profundidade, que o milagre do amor e do conhecimento consegue estimular para prosseguir.
O  grande  desafio  do  amor  na  vida,  quando  solucionado,  proporciona  ao adolescente  a  paz  de  que  se  deixa  penetrar,  bem  como  a  autorrealização  que  passa  a fazer parte do seu programa de crescimento e de felicidade.

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf.

sexta-feira, 28 de março de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 30 DE MARÇO DE 2014

BEM E MAL SOFRER

18. Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes
 pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à  coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê- la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
 O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o
 repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que  num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa.
 Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do
 desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que
 têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.)

Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.

sexta-feira, 21 de março de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 24 DE MARÇO DE 2014

ADOLESCÊNCIA: FASE DE TRANSIÇÃO E DE CONFLITOS


A  adolescência  é  o  período  próprio  do  desenvolvimento  físico  e  psicológico, que se inicia aproximadamente aos catorze anos para os rapazes e aos doze anos para as moças,  prolongando‐se,  até  aos  vinte  e  dezoito  anos,  respectivamente,  nos  países  de clima frio, sendo que nos trópicos há uma variação para mais cedo. 
Nessa  fase,  há  um  desdobramento  dos  órgãos  secundários  do  sexo,  dando surgimento aos fatores propiciatórios da reprodução, como sejam o espermatozoide no fluido seminal e o catamênio. Os rapazes experimentam alterações na voz, enquanto as moças  apresentam  desenvolvimento  dos  ossos  da  bacia,  dos  seios,  o  que  ocorre  com certa rapidez, normalmente acompanhados pelo surgimento da afetividade, do interesse sexual e dos conflitos na área do comportamento, como insegurança, ansiedade, timidez, instabilidade,  angústia,  facultando  o  espaço  para  desenvolvimento  e  definição  da personalidade, aparecimento das tendências e das vocações.
Completando a reencarnação, o adolescente passa a viver  a experiência nova, definindo  os rumos  do  comportamento  que  o  tempo amadurecerá  através  da  vivência dos novos desafios.
Inadaptado ao novo meio social no qual se movimentará, sofre o conflito de não ser mais criança, encontrando‐se, no entanto, sem estrutura organizada para os jogos da idade adulta.  É,  portanto,  o  período  intermediário  entre  as  duas  fases  importantes  da existência  terrena,  que  se  encarrega  de  preparar  o  ser  para  as  atividades  existenciais mais profundas.
Inseguro,  quanto  aos  rumos  do  futuro,  o  jovem  enfrenta  o  mundo  que  lhe parece hostil, refugiando‐se na timidez ou expandindo o temperamento, conforme sejam as circunstâncias nas quais se apresentem as propostas de vida.
As bases de sustentação familiar, religiosa e social, sentem‐lhe os embates dos desafios  que  enfrenta,  pois  relaciona  tudo  quanto  aprendeu  com  o  que  encontra  pela frente.
Não  possuindo  a  maturidade  do  discernimento,  e  fascinado pelas oportunidades encantadoras que lhe surgem de um para outro momento, atira‐se com sofreguidão aos  prazeres  novos  sem  dar‐se  conta dos  comprometimentos que  passa a firmar, entregando‐se às sensações que lhe tomam todo o corpo.
Outras vezes, vitimado por conflitos naturais que surgem da incerteza de como comportar‐se,  refugia‐se  no  medo  de  assumir  responsabilidades  decorrentes  das  atitudes  e  faz  quadros  psicopatológicos,  como  depressão,  melancolia,  irritabilidade,  escamoteando o medo que o assalta e o intimida.
Nos dias atuais as licenças morais são muito agressivas,  convidando o jovem,  ainda inadequado para os jogos velozes do prazer, a lances audaciosos na área do sexo, que  parece  constituir‐lhe  a  meta  prioritária  em  que  chafurda  até  o  cansaço,  dando surgimento  à  usança  de  recursos  escapistas,  que  não  atendem  às  necessidades presentes, antes mais o perturbam, comprometendo‐o de maneira lamentável.
Nesse  período,  o  corpo  adolescente  é  um  laboratório  de  hormônios  que trabalham em favor das definições orgânicas, ao tempo em que o psiquismo se adapta às novas  formulações,  passando  um  período  de  ajustamento  que  deve  facultar  o amadurecimento dos valores éticos e comportamentais.
Como  é  compreensível,  a  escala  de  valorização  da  vida  se  modifica  ante  o mundo  estranho  e  atraente  que  ele  descortina,  contestando  tudo  quanto  antes  lhe constituía segurança e estabilidade.
Os  novos  painéis  apresentam‐lhe  cores  deslumbrantes,  e  não  encontrando conveniente  orientação,  educação  consistente,  firmadas  no  entendimento  das  suas necessidades,  contesta  e  agride  os  valores  convencionais,  elaborando  um  quadro compatível com o seu conceito,  no qual passa a comprazer‐se, ignorando os cânones e paradigmas  nos  quais  se  baseiam  os  grupos  sociais,  que  perdem,  para  ele, momentaneamente, o significado.
A  velocidade  da  telecomunicação,  a  diminuição  das  distâncias  através  dos recursos da mídia, da computação, das viagens aéreas, amedrontam os caracteres mais frágeis,  enquanto  estimulam  os  mais  audaciosos,  propondo‐lhes  o  descobrimento  do mundo e o sorver de todos os prazeres quase que de um só gole. 
Os esportes, que se perdem num incontável número de propostas, chamam‐no, e os  outros  deveres,  aqueles  que  dizem  respeito  à  cultura  intelectual,  à  vivência religiosa,  ao  comportamento ético‐moral,  porque  exigem  sacrifícios mais  demorados e respostas mais lentas, ficam à margem, quase sempre desprezados, em favor dos outros esforços que gratificam de imediato, ensoberbecendo o ego e exibindo a personalidade. O  culto  do  corpo,  nos  campeonatos  de  glorificação  das  formas,  agrada, elaborando programas, às vezes de sacrifício inútil, em razão da própria fragilidade de que se reveste a matéria na sua transitoriedade orgânica e constitucional.
A  música alucinante e  as  danças  de exalçamento da  sensualidade  levam‐no à ardência sexual, sem que tenha resistência para os embates do gozo, que exige novas e diferentes formas de prazer em constante exaltação dos sentidos.
A  moderação  cede  lugar  ao  excesso  e  o  equilíbrio  passa  a  plano  secundário, porque  o  jovem,  nesse  momento,  receia  perder  as  facilidades  que  se  multiplicam  e  o exaurem, sem dar‐se conta das finalidades reais da existência física.
O  Espiritismo  oferece  ao  jovem  um  projeto  ideal  de  vida,  explicando‐lhe  o objetivo  real  da  existência  na  qual  se  encontra  mergulhado,  ora  vivendo  no  corpo  e, depois,  fora  dele,  como  um  todo  que  não  pode  ser  dissociado  somente  porque  se apresenta em etapas diferentes. Explica‐lhe que o Espírito é imortal e a viagem orgânica constitui‐lhe  recurso  precioso  de  valorização  do  processo  iluminativo,  libertador  e prazenteiro.  Elucidando‐o,  quanto  ao  investimento  que  a  todos  é  exigido,  desperta‐o para a semeadura por intermédio do estudo, do exercício da aprendizagem, do equilíbrio moral  pela  disciplina  mental  e  ação  correta,  a  fim  de  poder  colher  por  longos,  senão todos  os  anos  da  jornada  carnal,  os  resultados  formosos,  que  são  decorrentes  do empenho pela própria dignificação.
Os  pais  e  os  educadores  são  convidados,  nessa  fase  da  vida  juvenil,  a caminharem  ao  lado  do  educando,  dialogando  e  compreendendo‐lhe  as  aspirações, porém  exercendo  uma  postura  moral  que  infunda  respeito  e  intimidade,  ao  mesmo tempo  fortalecendo a coragem  e ajudando  nos  desafios que  são  propostos,  para  que  o mesmo se sinta confiante para prosseguir avançando com segurança no rumo do futuro.
São  muito  importantes  essas  condutas  dos  adultos,  que,  mesmo  sem  o desejarem,  servem  de  modelos  para  os  aprendizes  que  transitam  na  adolescência, porquanto  os  hábitos  que  se  arraigarem  permanecerão  como  definidores  do comportamento para toda a existência física.
O amor, na sua abrangência total, será sempre o grande educador, que possui os  melhores  métodos  para  atender  a  busca  do  jovem,  oferecendo‐lhe  os  seguros mecanismos  que  facilitam  o  êxito  nos  empreendimentos  encetados,  assim  como  nos porvindouros.
Continência  moral,  comedimento  de  atitudes  constituem  preparativos indispensáveis para a formação da personalidade e do caráter do jovem, nesse período de  claro‐escuro  discernimento,  para  o  triunfo  sobre  si  mesmo  e  sobre  as  dificuldades que enfrentam todas as criaturas, durante a marcha física na Terra.

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf.

domingo, 16 de março de 2014

SEU WANDERLEY, NOSSA GRATIDÃO PELO EXEMPLO, ENSINO E PRÁTICA DO BEM.

“Chuva, trovão e corisco,
Mata verde e rio cheio
Vamos ter porque eu creio
Em Deus e em São Francisco.
O Orós chega no risco
Do cume do paredão,
Vai encher o Castanhão,
Roncar forte a cachoeira,
E até Wanderley Pereira
Vai voltar para o Sertão.” 




sexta-feira, 14 de março de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 16 DE MARÇO DE 2013

BABÁ ELETRÔNICA (TELEVISÃO)

Joamar Nazareth, no livro Um Desfio chamado família, nos alerta: “A TV exerce grande influência nas pessoas, com maior intensidade em crianças e jovens. São eles os mais atingidos pelo poder de influenciação deste meio de comunicação. Seus valores, hábitos, personalidade, maneira de se vestir, falar, conviver com os demais, etc. são mais fortemente inspirados no mundo padronizado pela programação da TV.
Nossos filhos, hoje, em sua maioria, passam mais tempo diante da TV do que em salas de aula, em templos religiosos, em momentos de diálogo com os pais ou em outras atividades sociais/educacionais sadias. Mais adiante complementa: “Não podemos esquecer que a criança é um espírito milenar reencarnado, tendo na infância a fase de adaptação e preparação para suas tarefas a serem cumpridas na jornada terrena.
Com a enxurrada de informações e situações veiculadas, o espírito é estimulado a despertar, mais cedo, velhos hábitos e vícios que ele deveria enfrentar mais tarde, após a infância”.
Outra questão preocupante é a quantidade de horas que a criança fica diante da televisão. Numa pesquisa realizada nos Estados Unidos, foi comprovado que as crianças americanas assistem à TV durante três horas e meia por dia, enquanto que no Brasil os estudiosos mensuraram que nossas crianças ficam diante da televisão durante cinco horas e trinta minutos por dia. As crianças mais inteligentes são as que correm mais risco de se tornarem teledependentes, devido seu alto grau de concentração e assimilação. A mesma pesquisa nos fornece um dado mais assustador: que quando as crianças de hoje atingirem os doze anos de idade, terão assistido entre 250 e 500 mil propagandas (manipulando e ludibriando as crianças, levando-as ao consumismo em excesso e indiscriminado) e terão acompanhado por nossas TV’s ao número gigantesco de 20.000 assassinatos – o que certamente os levará na fase adulta a acharem que “matar é normal”.
Toda criança na faixa etária entre 2 e 5 anos necessita sentir através do tato tudo que lhe cerca, e ao tocar verbaliza suas sensações; enquanto que diante da TV é evidente que a criança escuta, vê, mas não toca; passando então a sentir-se dentro da televisão, transporta-se para o mundo da TV – mundo de magia e fantasia, onde seus heróis televisivos não interagem com ela e associa que da mesma forma no mundo real as pessoas que a cercam não se “importam” com ela, gerando isolamento e comportamento de exclusão automáticos.
Um psiquiatra americano com vários livros publicados sobre o assunto, estudou o mundo dos vídeos games, e alerta: As crianças tornam-se muito violentas e até chegarem a esse estágio, perdem aos poucos a motivação na ordem que se segue:
1º - pelo esporte ou quaisquer atividades extras;
2º - pelos amigos;
3° - pelos estudos;
4º - pela família.
Malefícios causados pela TV em excesso:
1 – A televisão compromete o sono da criança (quantidade e qualidade). É importante lembrar que a criança necessita de no mínimo dez horas de sono por dia.
2 – A TV vai aos poucos distorcendo os valores cultivados pela família.
Antigamente figuras bonitas e belas representavam o bem e a verdade, enquanto as feias eram a pintura do mau e da mentira. Hoje, os heróis para as crianças são figuras e desenhos feios, com caras de monstros. A criança não mais se preocupa em mostrar, valorizar o que é bom e belo; pode incorrer no futuro em um sério problema de personalidade. O diálogo familiar está deixando de existir. No mundo de hoje, pai e mãe trabalham em demasia e ao chegar em casa, esgotados e estressados, o pouco tempo que deveriam aproveitar para brincar, conversar e educar seus filhos, é “perdido” diante da TV;
3 – A televisão vai diminuindo o tempo útil da criança. Alguns pequeninos ficam limitados a ir somente à escola, passando o restante do dia defronte à TV, afetando o seu desenvolvimento e aprendizagem. A criança perde a dimensão do tempo, porque as imagens veiculadas, mesmo que gravações antigas passam para o telespectador a idéia de que estão ocorrendo no presente. A forma relaxada e preguiçosa como as crianças assistem à televisão causa conseqüentemente atrofia muscular.
4 – A televisão estimula a agressividade nas crianças, funcionando como escola para os pequeninos. Observa-se a forma violenta como algumas crianças brincam – com pontapés e murros. Seus brinquedos em geral têm caras de monstros, e eles os idolatram;
5 – A TV estimula o erotismo precoce nas crianças. O sexo explícito e indiscriminado na televisão acelera as mudanças hormonais no organismo das crianças; identificado claramente nas meninas. As músicas eróticas, as roupas, a influência ao namorar cedo etc. Os pais têm que estar atentos para o fato de que a fase de pré-adolescência (entre 8 e 12 anos) deve ser a fase do silêncio sexual, imprescindível para o amadurecimento da criança.
Quando uma criança cresce viciada em TV, ela passa sua infância achando que está vivendo num mundo de fantasia. Quando entra na adolescência, não consegue sair do mundo da magia e o que mais se aproxima com o fantasioso mundo da TV é a DROGA.
Sugestões para amenizar os malefícios apontados:
- Crianças até três anos não devem assistir à televisão;
- Limitar o tempo da criança diante da TV;
- Estabelecer horários para a criança assistir à TV;
- Acompanhar o que o pequeno assiste;
-Analisar as imagens recepcionadas pelas crianças, fazendo questionamentos quanto aos valores que são passados pela televisão e fazê-la perceber e entender a escala de valores morais que reputamos como correta, porque baseada em nossa visão espírita de homem e de mundo;
- Reciclar os brinquedos das crianças para substituir a TV (brinquedos educativos);
- Estimular as crianças levando-as para fazer passeios culturais – teatros, museus, bibliotecas, etc;
- Estimular a leitura e conseqüentemente o estudo – Pai e Mãe são o espelho dos filhos, os que lêem e estudam naturalmente terão filhos interessados na leitura;
- Levar os filhos para a Evangelização Infantil.
 
Fonte: Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita – 2ª Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino). 112 a 115p.

sábado, 8 de março de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 09 DE MARÇO DE 2014

A CARIDADE MATERIAL E A CARIDADE MORAL   

9. "Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem  eles." Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem  observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi  ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se  alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha  última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo  faltava. 
Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para  que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do  vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um  mundo mais ditoso. 
Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem,  na minha última existência, me fora dado servir!... 
Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora,  que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo  vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos! 
Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que  nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se. 
A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que  menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito  há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um  gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma  boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que,  muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real,  estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade,  mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral. 
Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado,  principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já  vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito  que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui  um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual,  a meu turno, tenho agora de implorar auxílio. 
Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes  de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai. Irmã Rosália.  (Paris, 1860.) 
10. Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer  caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho? 
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por  palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia.  Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos,  dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome  do Altíssimo: "Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo  e, vede, agora, sou feliz." Aos velhos que vos disserem: "É inútil; estou no fim da minha  jornada; morrerei como vivi", dizei: "Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-  vos dos obreiros da última hora." As crianças já viciadas pelas companhias de que se  cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: "Deus vos vê,  meus caros pequenos", e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão  por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens.  Também isso é caridade. 
Dizem, outros dentre vós: "Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos  pode ver a todos." Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não  abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo  vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de  areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia  infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.  Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. As vezes, conseguis entorpecê-la,  opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada  se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a  e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido. 
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por  divisa esta máxima do Cristo: "Amai-vos uns aos outros." Observai esse preceito, reuni-vos  todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação. - Um Espírito protetor. (Lião,  1860.)  

Kardec, Por Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Disponível em http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

DOMINGO DIA 23 DE FEVEREIRO2014: PALESTRA

Olá pessoal,

No próximo domingo teremos palestra. O palestrante será o nosso companheiro Augusto Fernandes. Ele é trabalhador do GEPE e orador espírita. O tema será A família e o jovem clamam em direção ao bem. Conto com a presença de todos(as), bem como com o apoio de vocês para divulgação.

Abraço
Dário
 
Dário
Coordenador da Escola de Pais
GEPE Piedade

sábado, 15 de fevereiro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMONGO DIA 16 DE FEVERERO DE 2014

O ADOLESCENTE DIANTE DA FAMÍLIA

Incontestavelmente, o lar é o melhor educandário, o mais eficiente,  porque as lições aí ministradas são vivas e impressionáveis, carregadas de  emoção e força. A família, por isso mesmo, é o conjunto de seres que se unem  pela consangüinidade para um empreendimento superior, no qual são  investidos valores inestimáveis que se conjugam em prol dos resultados felizes  que devem ser conseguidos ao largo dos anos, graças ao relacionamento entre  pais e filhos, irmãos e parentes.
Nem sempre, porém, a família é constituída por Espíritos afins, afetivos,  compreensivos e fraternos.
Na maioria das vezes, a família é formada para auxiliar os equivocados a se recuperarem dos erros morais, a repararem danos que foram causados em outras tentativas nas quais malograram.
Assim, pois, há famílias-bênção e famílias-provação. As primeiras são aquelas que reúnem os Espíritos que se identificam nos ideais do lar, na compreensão dos deveres, na busca do crescimento moral, beneficiando-se pela harmonia freqüente e pela fraternidade habitual. As outras são caracterizadas pelos conflitos que se apresentam desde cedo, nas animosidades entre os seus membros, nas disputas alucinadas, nos conflitos contínuos, nas revoltas sem descanso.
Amantes que se corromperam, e se abandonaram, renascem na condição de pais e filhos, a fim de alterarem o comportamento afetivo e sublimarem as aspirações; inimigos que se atiraram em duelos políticos, religiosos, afetivos, esgrimindo armas e ferindo-se, matando-se, retornam quase sempre na mesma consangüinidade, a fim de superarem as antipatias que remanescem; traidores de ontem agora se refugiam ao lado das vítimas para conseguirem o seu perdão, vestindo a indumentária do parentesco próximo, porque ninguém foge dos seus atos. Onde vai o ser, defronta-se com a sua realidade, que se pode apresentar alterada, porém, no âmago, é ele próprio.
A família, desse modo, é o laboratório moral para as experiências da evolução, que caldeia os sentimentos e trabalha as emoções, proporcionando oportunidade de equilíbrio, desde que o amor seja aceito como o grande eqüacionador dos desafios e das dificuldades.
Invariavelmente, por falta de estrutura espiritual e desconhecimento da Lei das reencarnações, as pessoas que se reencontram na família, quase sempre, dão vazão aos seus sentimentos e, ao invés de retificar os negativos, mais os fixam nos painéis do inconsciente, gerando novas aversões que complicam o quadro do relacionamento fraternal.
As vezes, a afetividade como a animosidade são detectadas desde o período da gestação, predispondo os pais a aceitação ou à rejeição do ser em formação, que lhes ouvem as expressões de carinho ou lhes sentem as vibrações inamistosas, que se irão converter em conflitos psicológicos na infância e na adolescência, gerando distúrbios para toda a existência porvindoura.
Renasce-se, portanto, no lar, na família de que se tem necessidade, e nem sempre naquela que se gostaria ou que se merece, a fim de progredir e limar as imperfeições com o buril da fraternidade que a convivência propicia e dignifica.
Em razão disso, o adolescente experimenta na família esses choques emocionais ou se sente atraído pelas vibrações positivas, de acordo com os vínculos anteriores que mantém com o grupo no qual se encontra comprometido. Essa aceitação ou repulsão irá afetar de maneira muito significativa o seu comportamento atual, exigindo, quando negativa, terapia especializada e grande esforço do paciente, a fim de ajustar-se à sociedade, que lhe parecerá sempre um reflexo do que viveu no ninho doméstico.
A família equilibrada, isto é, estruturada com respeito e amor, é fundamental para uma sociedade justa e feliz. No entanto, a família começa quando os parceiros se resolvem unir sexualmente, amparados ou não pelo beneplácito das Leis que regem as Nações, respeitando-se mutuamente e compreendendo que, a partir do momento em que nascem os filhos, uma grande, profunda e significativa modificação se deverá dar na estrutura do relacionamento, que agora terá como meta a harmonia e felicidade do grupo, longe do egoísmo e do interesse imediatista de cada qual.
Infelizmente, não é o que ocorre, e disso resulta uma sociedade juvenil desorganizada, revoltada, agressiva, desinteressada, cínica ou depressiva, deambulando pelos rumos torpes das drogas, da violência, do crime, do desvario sexual...
Os pais devem unir-se, mesmo quando em dificuldade no relacionamento pessoal, a fim de oferecerem segurança psicológica e física à progênie.
Essa tarefa desafiadora é de grande valia para o conjunto social, mas não tem sido exercida com a elevação que exige, em razão da imaturidade dos indivíduos que se buscam para os prazeres, nos quais há uma predominância marcante de egoísmo, com altas doses de insensatez, desamor e apatia de um pelo outro ser com quem vive, quando as ocorrências não lhes parecem agradáveis ou interessantes.
Os divórcios e as separações, legais ou não, enxameiam, multiplicam-se em altas estatísticas de indiferença pela família, produzindo as tristes gerações dos órfãos de pais vivos e desinteressados, agravando a economia moral da sociedade, que lhes sofre o dano do desequilíbrio crescente.
O adolescente, em um lar desajustado, naturalmente experimenta as conseqüências nefastas dos fenômenos de agressividade e luta que ali têm lugar, escondendo as próprias emoções ou dando-lhes largas nos vícios, a fim de sobreviver, carregado de amargura e asfixiado pelo desamor.
Apesar dessa situação, cabe ao adolescente em formação da personalidade, compreender a conjuntura na qual se encontra localizado, aceitando o desafio e compadecendo-se dos genitores e demais familiares envolvidos na luta infeliz, como sendo seres enfermos, que estão longe da cura ou se negam a terapia da transformação moral.
É, sem dúvida, o mais pesado desafio que enfrenta o jovem, pagar esse elevado ônus, que é entender aqueles que deveriam fazê-lo, ajudar aqueles que, mais velhos e, portanto, mais experientes, tinham por tarefa compreendê- lo e orientá-lo.
O lar é o grande formador do caráter do educando. Muitas vezes, no entanto, lares infelizes, nos quais as pugnas por nonadas se fazem cruentas e constantes, não chegam a perturbar adolescentes equilibrados, porque são Espíritos saudáveis e ali se encontram para resgatar, mas também para educar os pais, servir de exemplo para os irmãos e demais familiares. Não seja, pois, de estranhar, os exemplos históricos de homens e mulheres notáveis que nasceram em lares modestos, em meios agressivos; em famílias degeneradas, e superaram os limites, as dificuldades impostas, conseguindo atingir as metas para as quais reencarnaram.
Quando o espírito de dignidade humana viger nos adultos, que se facultarão amadurecer emocionalmente antes de assumirem os compromissos da progenitura, haverá uma mudança radical nas paisagens da família, iniciando-se a época da verdadeira fraternidade.
Quando o sexo for exercido com responsabilidade e não agressivamente; quando os indivíduos compreenderem que o prazer cobra um preço, e este, na união sexual, mesmo com os cuidados dos preservativos, é a fecundação, haverá uma mudança real no comportamento geral, abrindo espaço para a adolescência bem orientada na família em equilíbrio.
Seja, porém, qual for o lar no qual se encontre o adolescente, terá ele campo para a compreensão da fragilidade dos pais e dos irmãos, para avaliação dos seus méritos. Se não for compreendido ou amado, esforce-se para amar e compreender, tendo em vista que é devedor aos genitores, que poderiam haver interrompido a gravidez, e, no entanto, não o fizeram.
Assim, o adolescente tem, para com a família, uma dívida de carinho, mesmo quando essa não se dê conta do imenso débito que tem para com o jovem em formação. Nesse tentame, o de compreender e desculpar, orando, o adolescente contará com o auxílio divino que nunca falta e a proteção dos seus Guias Espirituais, que são responsáveis pela sua nova experiência reencarnatória.  


Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em  http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 09 DE FEVEREIRO DE 2014

AMOR E FAMÍLIA EM NOVOS TEMPOS

Ninguém colocou melhor o problema da família do que Allan Kardec, pois não se apoiou apenas na pesquisa das aparências formais, mas penetrou na substância da questão, no plano das causas determinantes. Por isso nos oferece um esquema tríplice das formações das famílias no nosso tempo, a saber:
a) a família carnal, formada a partir dos clãs primitivos, evoluindo nas miscigenações raciais, através de inumeráveis conflitos ao lingo das civilizações progressivas, na fermentação dialética do amor e do ódio. Os grupos assim formados subdividem-se, nas reencarnações progressivas, em inumeráveis subgrupos, que também crescerão e se subdividirão na temporalidade, ou seja, na imensa esteira do tempo, que, segundo Heidegger, acolhe os espírito. São essas as famílias consanguíneas, que se desfazem com a morte.
b) a família mista, carnal e espiritual, em que os conflitos do amor e do ódio entram em processo de solução, nos reajustamentos das lutas e experiências comuns, definindo-se e ampliando-se as afinidades espirituais entre diversos grupos, absorvendo elementos de outras famílias, nas coordenadas da evolução coletiva.
Pedimos retorno à experiência no plano físico juntamente com credores e devedores em ambiente semelhante ao que já vivemos, frente aos problemas que constituíram obstáculos à nossa caminhada evolutiva. Podemos assim programar o reencontro com aquele espírito com o qual nos consorciaremos para a formação de um novo lar, com todas as implicações decorrentes do nosso passado, na construção do presente, sabendo que deste dependerá nosso futuro.
O condicionamento familiar, nas relações endógenas e necessárias de vivência em comum, quebra pouco a pouco as aresta do ódio e das antipatias, restabelecendo na medida do possível as relações simpáticas que se ampliarão no futuro. A desagregação provocada pela morte permitirá reajustes mais eficazes nas sucessivas reencarnações grupais.
c) a família espiritual, resultante de todos esses processos reencarnatórios, que se aglutinará os espíritos afins no plano espiritual, nas comunidades dos espíritos superiores que se dedicam ao trabalho de assistência e orientação aos dois tipos familiares anteriores, mesclando-as de elementos que nelas se reencarnam para modificá-las com seu exemplo de amor e dedicação ao próximo. Essa família não perece, não se desfaz com a morte, crescendo constantemente para a formação de Humanidades Superiores. É fácil, usando-se as medidas da Escala Espírita, em O Livro dos Espíritos, identificar-se nas famílias terrenas a presença de vários tipos descritos na referida escala, percebendo-se claramente as funções que exercem no processo evolutivo familiar.
A concepção espírita da família, com se vê, é muito mais complexa e de importância muito maior que a das religiões cristãs, que conferem eternidade e inviolabilidade ao sacramento do matrimônio, mas não podem impedir que, na morte, o marido vá parar nas garras do Diabo, a esposa estagiar no purgatório e os filhos inocentes curtirem a sua orfandade nos jardins do céu. A concepção jurídica e terrena da família não vai além dos interesses materiais de uma existência. O mesmo se dá com a concepção sociológica, que faz da família a base da sociedade, ambas perecíveis e transitórias. As pessoas que acusam o Espiritismo de aniquilar a família através da reencarnação revelam a mais completa ignorância da Doutrina ou o fazem por má-fé, na defesa de interesses religiosos – sectários.
A família nasce do amor e dele se alimenta. Não é apenas a base da sociedade, mas de toda a Humanidade. É na família que as gerações se encontram, transmitindo suas experiências de uma para outra. Combater a instituição familiar, negar a sua necessidade e a sua eficácia no desenvolvimento dos povos e dos mundos é revelar miopia ou cegueira espiritual, em cultura ou desequilíbrio mental e psiquíco, falta de ajustamento à realidade, esquizofrenia não raro catatônica. Isso é evidente no estado de alienação em que essa atitude se manifesta, em pessoas amargas, ressentidas ou extremamente pretensiosas, que desejam mostrar-se originais. Em geral, são criaturas carentes de afetividade. Quando se desligam da família natural ligam-se a grupos de criaturas afins, engajam-se  outras famílias ou tornam-se misantropas destinadas à neurastenia ou à loucura. O instinto gregário da espécie é uma exigência da evolução humana, a que ninguém pode furtar-se sem pagar pelo seu egoísmo.

Carneiro, Tânia Maria Farias e Barreto, Eryka Florenice Pinheiro (organizadoras). Guia Útil dos Pais – Uma Abordagem Educacional Espírita –

 2a Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004. (Área de Ensino).

sábado, 1 de fevereiro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 02 DE FEVEREIRO DE 2014

CONSOLADOR PROMETIDO

3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente
 convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo
 não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós.
 – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito,
 que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará
 todas as coisas e vos fará recordar tudo o que
 vos tenho dito. (S. J OÃO , 14:15 a 17 e 26.)
4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade,
 que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro
 para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há
 dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais
 tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera
 tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que
 este disse foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina
 todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse
 por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o
 véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem,
 finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados
 da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e
 fim útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que
 serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo
 mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores
 e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como
 crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O
 homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita
 sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe
 assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no
 futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma.
 Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte
 que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o
 espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir
 até ao termo do caminho.
Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do
 Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo
 que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que
 está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de
 Deus e consola pela fé e pela esperança.

Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Brasília: Feb, 1944.