sexta-feira, 3 de outubro de 2014

TEXTOS PARA ESTUDO DOMINGO DIA 05 DE OUTUBRO DE 2014

A VIOLÊNCIA NO CORPO E NA MENTE DO ADOLESCENTE

A adolescência sempre foi considerada um período difícil no desenvolvimento do ser humano, 

com mais desafios do que na infância, criando embaraços para o próprio 

jovem como para os seus pais e todos aqueles que com ele convivem. Trezentos anos 

antes de Cristo, Aristóteles escrevera que os adolescentes são impetuosos, irascíveis e 

tendem a se deixar levar por seus impulsos, demonstrando uma certa irritabilidade em 

relação ao comportamento juvenil. Por sua vez, Platão desaconselhava o uso de bebidas 

alcoólicas pelos jovens antes dos dezoito anos, em razão da rápida excitabilidade dos mesmos, e 

propunha: Não se despejar fogo sobre fogo. 

Os conceitos sobre a adolescência sempre ganharam aceitação, 

particularmente quando de natureza censória, intolerante. 

No século XVII, em sermão fúnebre, um clérigo afirmava que a juventude era 

como um navio novo lançado ao oceano sem um leme, sem lastro, ou piloto para dirigi-lo, como 

resultado de uma observação externa, sem aprofundamento, de modo que se 

pudesse compreender as significativas transformações que se operam no ser em 

formação, compelindo‐o para as atitudes anticonvencionais, período assinalado por 

mudanças estruturais. 

Essas mudanças, que se operam na forma física, repercutem significativamente na conduta 

psicológica, propondo diferentes relacionamentos com os companheiros, 

experimentando novos modelos educacionais, vivenciais, enquanto todo ele se encontra 

em maturação biológica apressada, sem precedentes na sua história orgânica. Nesse 

período, compreensivelmente, surgem os conflitos de identidade, em tentativas internas 

de descobrir quem é e o que veio fazer aqui na Terra. Logo depois surgem‐lhe as 

indagações de como conduzir‐se e qual a melhor maneira de aproveitar o período 

promissor, sem o comprometimento do futuro. 

Esse estado de mudanças pode ser breve, nas sociedades mais simples, mais 

primitivas, ou prolongado, nas tecnologicamente mais desenvolvidas, podendo dar‐se de 

maneira abrupta, ou através de uma gradual transição das experiências antes 

vivenciadas para as atuais desafiadoras. Em todas as culturas, porém, apresenta‐se com 

um caráter geral de identidade: alterações físicas e funcionais da puberdade, 

assinalando‐lhe o início inevitável. 

Os hormônios, que desempenham um fundamental papel na transformação orgânica e na 

constituição dos elementos secundários do sexo, igualmente interferem na 

conduta psicológica, fazendo ressuscitar problemas que se encontravam adormecidos 

no inconsciente profundo, na memória do Espírito reencarnado. Isto porque, a 

reencarnação é oportunidade de refazimento e de adestramento para desafios sempre 

maiores em relação ao si, na conquista da imortalidade. Na adolescência, em razão das 

transformações variadas, antigos vícios e virtudes ressumam como tendências e 

manifestam‐se, exigindo orientação e comando, a fim de serem evitados novos e mais 

graves cometimentos morais perturbadores. 

Localizada na base do cérebro, a hipófise tem importância especial na proposta 

do desenvolvimento da puberdade. Os seus hormônios permanecem inibidos até o 

momento que sucede um amadurecimento das células do hipotálamo, que lhe enviam 

sinais específicos, a fim de que os libere. Tal fenômeno ocorre em diferentes idades, 

nunca sendo no mesmo período em todos os organismos. 

Esses hormônios são portadores de uma carga muito forte de estímulos sobre 

as demais glândulas endócrinas, particularmente a tireoide, a adrenal, os testículos e os 

ovários, que passam a produzir e ativar os seus próprios, responsáveis pelo crescimento 

e pelo sexo. Surgem, então, os androgênios, os estrogênios e as progestinas, estas 

últimas responsáveis pela gravidez. No metabolismo geral, todos eles interagem de 

forma que propiciem o desenvolvimento físico e fisiológico simultâneos. 

Nesse período de transformações orgânicas acentuadas, o adolescente, não 

poucas vezes, sente‐se estranho a si mesmo. As alterações experimentadas são tão 

marcantes que ele perde o contacto com a sua própria realidade, partindo então para o 

descobrimento de sua identidade de forma estranha, inquieta, gerando distúrbios que se 

podem acentuar mais, caso não encontre orientação adequada e imediata. 

Em razão da dificuldade de identificação do si, o jovem tem necessidade de 

ajustar‐se à imagem do seu corpo, detendo‐se nos aspectos físicos, sem uma percepção 

correta da realidade, o que o conduz a conclusões equivocadas, a respeito de ser amado 

ou não, atraente ou repulsivo, por falta de uma capacidade real para a avaliação. 

Nas meninas, o ciclo menstrual surge de uma forma desafiadora e quase 

sempre causa surpresa, reação prejudicial, quando não estão preparadas, por ignorarem 

que se trata de um ajustamento fisiológico, ao mesmo tempo símbolo de maturidade 

sexual. A desorientação pode deixar sinais negativos no seu comportamento, 

particularmente sensações físicas dolorosas, rejeição e irritabilidade, na área 

psicológica, após a menarca. Outras sequelas podem ocorrer na pré ou na pós‐menstruação, 

exigindo terapia própria. 

Os rapazes, por sua vez, se não esclarecidos, podem ser surpreendidos com os 

fenômenos sexuais espontâneos, como a ereção incontrolada e as ejaculações 

desconhecidas. Nessa fase eles vivem um espaço no qual tudo pode tomar características 

de manifestação sexual: odor, som, linguagem, lembrança... Não sabendo ainda como 

administrar essas manifestações espontâneas do organismo, embaraçam‐se e 

descontrolam‐se com relativa facilidade. 

Certamente, os jovens da atualidade se encontram muito mais informados do 

que os outros das gerações passadas, não obstante esses conhecimentos estejam muito 

distorcidos na mente juvenil, o que perturba aqueles de formação tímida ou portadores de qualquer 

distúrbio ainda não definido. 

A questão da maturação sexual nos jovens não tem período demarcado, 

podendo ser precoce ou tardia, que resulta em estados de apreensão ou desequilíbrio, 

insegurança ou audácia, a depender da personalidade, no caso, do Espírito reencarnado 

com o patrimônio dos méritos e dívidas. 

O amadurecimento psicológico faz‐se, nessa ocasião, com maior rapidez do que 

na infância. Há mudanças cognitivas muito fortes, que desempenham um papel crítico 

para o jovem cuidar das demandas educacionais, sociais, vocacionais, políticas, 

econômicas, sempre cada dia mais complexas. 

As alterações nos relacionamentos, entre pais e filhos, propõem necessidade de 

maior intercâmbio no lar, a fim de proporcionar um desenvolvimento psicológico 

saudável, quanto intelectual, equilibrado. 

Uma outra questão muito significativa do momento da adolescência é o conflito 

entre o real e o possível, vivenciado pelo jovem em transição. Ao constatar que o real 

deixa‐lhe muito a desejar, porque se encontra num período de enriquecimento psíquico, 

torna‐se rebelde e transtorna‐se, o que não deixa de ser uma característica transitória 

do seu comportamento. 

A harmonia que se deve estabelecer entre o físico e o psíquico, libertando o 

adolescente da violência existente no seu mundo interior, será conseguida a esforço de 

trabalho, de orientação, de vivências morais e espirituais, o que demanda tempo e 

amadurecimento, compreensão e ajuda dos adultos, sem imposições absurdas, 

geradoras de outras agressões 

Fonte: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em http://www.luzespirita.org.br/

leitura/pdf/L102.pdf.

sábado, 13 de setembro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 14 DE SETEMBRO DE 2014

A REENCARNAÇÃO FORTALECE OS LAÇOS DE FAMÍLIA, AO PASSO QUE A UNICIDADE DA EXISTÊNCIA OS ROMPE

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.
No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.
19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.
20. O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em conseqüência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranqüilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.

Fonte: Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Brasília: Feb, 1944. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 07 DE SETEMBRO DE 2014

                         A VIDA SOCIAL DO ADOLESCENTE

No período da adolescência a vida social gira em torno dos fenômenos de 

transformação que afetam o comportamento juvenil. Assim, a preferência do jovem é 

por outro da mesma faixa etária, os seus jogos são pertinentes às ocorrências que lhe 

estão sucedendo no dia‐a‐dia. Há uma abrupta mudança de interesses, e portanto, de 

companhias, que se tornam imperiosos para a formação e definição da sua 

personalidade. Não mais ele se compraz nos encantamentos anteriores, nas coleções 

infantis que lhe eram agradáveis, nem tampouco nas aspirações que antes o 

mantinham preso ao lar, ao estudo ou aos esportes até então preferidos. 

É certo que existem grandes exceções, porém, o normal é a alteração de conduta 

social, face à necessidade de afirmação da masculinidade ou feminilidade, do 

descobrimento das ocorrências que o afetam e de como orientar o rumo das aspirações 

que agora lhe povoam o pensamento. 

A sua socialização depende, de alguma forma, de relativa independência dos 

pais, de ajustamento à maturação sexual e dos relacionamentos cooperativos com os 

novos amigos que atravessam o mesmo estágio. 

Para conseguir esse desafio, o jovem tem necessidade de programar e desenvolver 

uma forma de filosofia de vida, que o levará à descoberta da própria identidade. Para 

esse desenvolvimento ele necessita saber quem é e o que deve fazer, de modo que se 

possa empenhar na realização do novo projeto existencial. 

Os pais, por sua vez, não devem impedir esse processo de libertação parcial, 

contribuindo mesmo para que o jovem encontre aquilo a que aspira, porém de forma 

indireta, através de diálogos tranquilos e amigos, sem a superioridade habitual 

característica da idade, facultando mais ampla visão em torno do que pode ser melhor 

para o desenvolvimento do filho, que deve caminhar independente, libertando‐se do 

cordão umbilical restritivo. 

Esse fenômeno é inevitável e qualquer tentativa de restrição resulta em desastre 

no relacionamento, o que é bastante inconveniente. Os pais devem compreender que a 

sua atitude agora é de companheirismo, cuja experiência deve ser posta a serviço do 

educando de forma gentil e atualizada, porque cada tempo tem as suas próprias 

exigências, não sendo compatível com o fenômeno do progresso o paralelismo entre o 

passado e o presente, desde que são muito diferentes as imposições existenciais de 

O desenvolvimento social do jovem é de relevante significado para toda a sua 

vida, porquanto, aqueles que não conseguem o empreendimento derrapam no uso do 

álcool, das drogas, na delinquência, como fuga da sua realidade conflitiva. Um grande 

número de adolescentes, no entanto, que têm dificuldade dessa realização, quando 

bem direcionados conseguem, embora com esforço, plenificar‐se no grupo social. 

Todos aqueles que ficaram na retaguarda correm o risco de percorrer as trilhas do 

desequilíbrio, do vício, da criminalidade. 

Esse desenvolvimento deve ser acompanhado de uma alta dose de autoconfiança, 

que começa com a gradual libertação da dependência dos pais, antes encarregados de 

todas as atitudes e definições, que agora vão sendo direcionadas pelo próprio 

educando, naturalmente sob a vigilância gentil dos genitores, para que amadureça nas 

suas aspirações sexuais seguras, na preferência pelos companheiros mais saudáveis e 

dignos, na identificação do eu profundo, do que quer da vida e como irá conseguir. A 

vocação começa a aparecer nessa fase, levando o jovem a integrar‐se no seu mundo, 

onde lhe é possível desenvolver o que aspira, sem o constrangimento de atender a uma 

profissão que foi estabelecida pelos genitores sem que ele tenha qualquer tendência ou 

afinidade para com a mesma. 

A questão da independência do jovem no contexto doméstico, nesse período, não 

é simples, porque a família dá segurança e compensação, trabalhando, no entanto, 

embora de forma inconsciente, para que ele perca a oportunidade de definir a 

personalidade, tornando‐se parasita do lar, peso inevitável na economia da sociedade 

que dele espera esforço e luta para o contínuo crescimento. 

Nesse sentido, outra dificuldade consiste na seleção dos amigos, particularmente 

quando estes se apresentam como modelos pré‐fabricados pela mídia: musculosos, 

exibicionistas, sem aspirações relevantes, sensuais e vazios de significado psicológico, 

de sentido existencial. Outras vezes, enxameiam aqueles que se impõem pela violência 

e parecem desfrutar de privilégios conseguidos mediante a prostituição dos valores 

éticos pelos comportamentos alienados. Ou ainda através da cultura underground, 

promíscua e venal, que se faz exibida por líderes de massas, totalmente destituídos de 

objetivos reais, assumindo posturas e comportamentos exóticos, que chamam a 

atenção para esconder a ausência de outros requisitos e que conspiram contra o 

desenvolvimento da própria sociedade. 

São apresentados pela mídia como espécimes estranhos da fauna humana, 

atormentados e agressivos, produzindo resultados satisfatórios, porque oferecem 

renda financeira aos promotores dos espetáculos da insensatez... Tornam‐se ridículos 

e perdem o senso do equilíbrio, caricatos e irreverentes, em tristes processos 

psicopatológicos ou vitimados por estranhas obsessões que os atormentam sem 

Os pais sempre desempenharão papel relevante na vida dos filhos, 

particularmente no momento da sua socialização. Se forem pessoas sociáveis, 

equilibradas, portadoras de bons relacionamentos humanos, vão‐se tornar 

paradigmas de segurança para os filhos que, igualmente acostumados ao sentido de 

harmonia e de felicidade doméstica, elegerão aquelas que lhes sejam semelhantes e 

formarão o seu grupo dentro dos mesmos padrões familiares, ressalvados os 

Todo jovem aprecia ser amado pelos pais e desfruta essa afetividade com muito 

maior intensidade do que demonstra, constituindo‐lhe segurança, que passa adiante 

em forma de relacionamento social agradável. Quando o convívio no lar é 

caracterizado pelos atritos e discussões sem sentido, a sua visão é de que a sociedade 

padece da mesma hipertrofia de sentimentos, armando‐se de forma a evitar‐lhe a 

interferência nos seus interesses e buscas de realização pessoal. Em consequência, 

torna‐se hostil à socialização, em virtude das lembranças desagradáveis que conserva 

do grupo familiar, que passa, na sua imaginação, como sendo semelhante ao meio 

social que irá enfrentar. 

O jovem é convidado, por si mesmo, à demanda de transformar‐se em um adulto 

capaz, que enfrente as situações difíceis com equilíbrio, que inspire confiança, que 

seja portador de uma autoimagem positiva. Mesmo quando se torna independente dos 

progenitores, preserva a satisfação de saber‐se amado e acompanhado a distância, 

tendo a tranquilidade da certeza que a sua existência não é destituída de sentido 

humano nem de valor positivo para a sociedade. 

Se isso não ocorre, ele faz‐se competitivo, desagradável, mesquinho e inseguro,

buscando outros equivalentes que passam a agrupar‐se em verdadeiras hordas, 

porque o fenômeno da socialização continua em predominância na sua natureza, 

somente que, agora, de forma negativa. 

A socialização do jovem é um processo de longo curso, que se inicia na infância e 

deve ser acompanhada com muito interesse e cuidado, a fim de que, na adolescência, 

esse desenvolvimento não se faça traumático nem desequilibrante. 

Fonte de Pesquisa: Franco, Divaldo P., pelo espírito Joana de Angelis. Adolescência e Vida. Disponível em 

http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L102.pdf. Capturado em 22/05/2012.

sábado, 9 de agosto de 2014

PROGRAMAÇÃO DIA DOS PAIS

Olá pessoal,

Próximo domingo teremos a comemoração do dia dos pais. Crianças, jovens e mães estão se organizando para fazer com que esse momento seja muito especial. Abaixo segue a programação das atividades para o dia. 

Planejamento para o dia dos pais – 10 de agosto de 2014

- 9h: Acolhida no salão  

- 9h 15min – Leitura da mensagem (MEPE) e prece (Rosane)

- 9h 20min – Video embarazados (2 min)

- Apresentações das crianças (EI) – 15 min

- Apresentação das mães (EP)– 10 min

- Curta metragem (EP, MEPE e EI)– 5 min

- Apresentação dos adolescentes (MEPE) – 10 min

- Vídeo das crianças mandando um alô para os pais (EI)  - 10 min

- Preparação do lanche para os pais (EP

- 10h 20min – Passe coletivo, prece e lanche


Nos programemos para chegar nesse dia as 8h. Será necessário enfeitar o salão, preparar os vídeos, músicas, datashow e nos harmonizarmos antes do início da atividade. É interessante que levemos filmadoras e máquinas fotográficas para filmarmos e fotografarmos a atividade. 
O sucesso desse evento depende de todos nós. Que o irmão Jesus seja conosco

Coordenação EP, EI e MEPE

sábado, 26 de julho de 2014

TEXTOS PARA ESTUDO DOMINGO DIA 27 DE JULHO DE 2014

UM DESAFIO CHAMADO ADOÇÃO

Enviado em 17 de setembro de 2013 | Publicado por Rádio Boa Nova

Adotar uma criança. Muitas pessoas têm dúvidas e preconceitos no momento de tomar esta decisão. Atualmente, existem 5.471 crianças e adolescentes cadastradas para adoção no CNA – Cadastro Nacional de Adoção.
Do número de candidatos dispostos a adoção, o número que tem preferência por crianças brancas é maior daqueles que tem predileção por outras raças. Segundo o CNA, os números são assustadores: 9.474 pessoas preferem brancos contra 1.631 que aceitam pardos ou negros.
A 2ª Vara da Infância e da juventude de Natal, informou no ano de 2009, que 80% dos pedidos de inscrição de pessoas que gostariam de adotar uma criança, é por motivo de infertilidade.
Para interessados o Portal da Adoção informa perfis específicos para adotar uma criança, como por exemplo, se casais homoafetivos podem adotar e o que é necessário para estar apto à adoção.

Família Fraternal: adoção no espiritismo
O Evangelho Segundo o Espiritismo traz a informação que temos duas famílias: a espiritual e a corporal. Na corporal, a que viemos por meio da reencarnação. Nem filhos adotados e nem biológicos são almas estranhas umas às outras. Pais e filhos adotivos também são companheiros, prováveis membros da mesma família espiritual.
No livro Constelações Familiares, de Joanna de Angelis, a adoção é tratada como uma forma de nossas aspirações espirituais, não apenas quando não temos filhos, mas principalmente quando já temos filhos e buscamos outros filhos.
Nestes casos, o desafio está na educação dessas crianças, quando os pais tentam suprir alguma carência que imaginam que a criança possa ter. O médium Divaldo Franco nos alerta para a forma de educar uma criança adotada: “Amar com piedade, não é amor. É um sentimento conflitivo que nós transferimos para anular a culpa. A criança foi rejeitada e nós espíritas sabemos que é um problema de reencarnação. O importante é educá-la para que não fiquem desamparadas no futuro”, encerra ele.

Visão de quem foi adotado:
Cláudio Roberto Palermo é produtor, locutor e palestrante, foi adotado quando tinha meses de idade e traz sua visão de quem foi adotado e dá sua opinião sobre contar para a criança desde sempre:
“É estranho descobrir um dia que você é adotado, no meu caso meus pais só contaram quando eu tinha 20 anos, é como se sua história vivida até aquele momento fosse uma mentira, num primeiro momento vem a raiva por mentirem, num segundo vem uma série de pensamentos tentando explicar a causa de tudo isto.
Saber que sua mãe biológica te largou é a pior das sensações, você fica imaginando as cenas de um bebê sendo gerado, mas sem amor real, sem preocupações normais de um pai e mãe. É algo que você leva interiormente pra sempre. Difícil de ser superado!
Hoje entendo que deve-se falar para a criança desde o início, a verdade é sempre menos impactante quando falada com razão, amor e sensibilidade.”


Fonte: http://radioboanova.com.br/editorial/desafio-chamado-adocao/

Os órfãos

Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais.
 Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio,
 dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício! Agrada a Deus quem estende a mão
 a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei. Ponderai também que
 muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se
 pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever.
 Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade: não,
 porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que
 cai, pois frequentemente bem amargos são os vossos óbolos! Quantas vezes seriam eles
 recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando! Dai delicadamente, juntai ao beneficio que fizerdes o mais precioso
 de todos os benefícios: o
 de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso.
 Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e
 considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos. - Um Espírito
 familiar. (Paris, 1860.)

Fonte: Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Brasília: Feb, 1944. 


Ante a orfandade

Boletim SEI

Adriana e Eliel ficaram famosos em Sorocaba (SP), e no restante do país, depois que um gesto muito especial deles ganhou as páginas dos jornais. O casal decidiu adotar, de uma só vez, cinco crianças, filhas da mesma mãe biológica, uma antiga vizinha.
“Eu vi todos esses meninos crescerem, mas a mãe deles se envolveu com um traficante” – conta Adriana, que diz ter ficado de coração partido ao ver as crianças perambulando sem rumo pelo bairro, o que a fez pensar em adoção. Ao saber da ideia, o marido não titubeou.
O processo de adoção demorou cerca de um ano, e, com a guarda definitiva, Adriana, que já tem um filho de 18 anos, e o marido, passaram a dividir a atenção com os mais novos membros da família: Diego, de 15 anos; Eduardo, de 13 anos; Talita, de 9 anos; Leonardo, de 7 anos; e Thainara, de 2 aninhos.
Morando numa casa humilde da periferia da cidade, o casal garante que todos vivem felizes debaixo do mesmo teto e que não passam dificuldades. “Ganhamos cestas básicas e nos ajeitamos na casa pequena. O importante é que eles não foram separados” – arremata ela, que todos os dias serve 25 pães para a família, mais um quilo de feijão, arroz e carne.
As crianças adotadas dizem que hoje estão felizes. “Eu pensei em fugir, se fossem nos entregar para estranhos. Hoje temos comida, roupa e amor” – conta Diego, o mais velho.
“Quero que eles se transformem em pessoas honestas e trabalhadoras” – conclui Adriana.
As informações são da reportagem “Casal adota cinco filhos de uma só vez em Sorocaba”, do UOL Notícias.

                                                                              ***

A respeito do tema, vale lembrar a página “Ante a orfandade”, de Emmanuel, parte do livro “Família” (ed. CEU), psicografado por Chico Xavier:

“Cultivarás a semente nobre que te supre de pão.
Protegerás a árvore respeitável que te assegura a bênção do reconforto.
E plantarás na infância o porvir que te espera.
Recolhe, sim, a criança que chora a ausência do braço paterno ou que se lastima ante a falta do regaço materno que a morte lhe suprimiu.
A dor dos que vagueiam sem rumo é grito de aflição que clama no seio augusto da Eterna Bondade.
Não abandones à orfandade moral os corações pequeninos que o Céu te confia ao apoio à vizinhança.
Não te julgues exonerado do dever de assistir a todos aqueles que, em plena aurora da vida humana, te defrontam a marcha.
Todos eles aguardam-te a palavra de instrução e carinho e a tua demonstração de solidariedade e de amor. Orientam-se por teus passos, guiam-se por teu verbo e atendem por teu chamado.
Agora assimilam-te os gestos e ouvem-te as assertivas e, mais tarde, reconduzir-te-ão a mensagem do exemplo às existências de que se rodeiam.
O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriam no campo das próprias almas.
A Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos.
Não te comovas tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos.
Faze algo.
Começa diante daqueles que o Senhor te localiza junto aos próprios sonhos, no instituto doméstico, para que as tuas esperanças no bem não se resumam à fantasia.
Recorda que os meninos da atualidade estão endereçados à posição de senhores do lar que te acolherá no grande futuro e neles encontrarás a colheita do que houveres semeado, de vez que a lei é sempre a lei multiplicando os bens e os males da vida, conforme a plantação que fizermos, no descaso ou na vigilância, no trabalho ou na preguiça, nos precipícios da sombra ou nas eminências da luz.”
(Extraído de Boletim SEI nº. 2220, de Janeiro/2013 – www.boletimsei.com.br)

Fonte: http://www.seal.org.br/index.php/mp-artigos/11-diversos/1774-ante-a-orfandade

sábado, 5 de julho de 2014

TEXTO PARA ESTUDO DOMINGO DIA 06 DE JULHO DE 2013

A CRIANÇA DIANTE DA MORTE

Nenhum tema pode ser tão atual e universal quanto o temor do homem para com a 

morte, por ele nos revelar o nosso despreparo quanto ao nosso auto-conhecimento, processo 

que inevitavelmente faria emergir outros tantos medos que afligem o homem, como o da dor 

e da solidão. Compreender e aceitar a nossa finitude física e a imortalidade da alma deveria 

tornar-se um assunto em pauta não somente na educação formal e espiritual de adultos, mas 

fundamentalmente na formação infantil. 

A questão da origem da vida e da morte sempre esteve presente não somente na 

mente adulta, mas também na infantil e deixá-la desamparada e despreparada, tornaria mais 

difícil a sua caminhada frente às necessárias e naturais “mortes” e “renascimentos” que 

ocorrerão ao longo de sua existência (a perda da infância, a perda de um amor, do vestibular, 

do emprego, de um ente querido, etc.). Toda perda é a “morte” psicológica ou real de algo 

ou alguém e, ao passarmos por ela sejamos nós, adultos, ou as crianças, sofremos as mesmas 

fases reativas (também chamadas de fases do “luto”), tais como: a negação ou a indignação 

diante da iminente ou comprovada perda; os acessos de raiva ou inconformação; o desespero 

na busca de saídas/desculpas mágicas ou tentativas de reversão do quadro; a depressão, o 

sentimento de culpa e fracasso e, finalmente, a parcial ou plena aceitação, também chamada 

“transcendência”. Preparar-se para reconhecer essas fases, seus significados e finalmente, 

transcendê-las, em muito ajudarão ao processamento do luto de forma gradual e menos 

Pensar e falar de morte nunca foi um tema mórbido, e o é somente para aqueles que 

ainda não absorveram o seu real sentido e não crêem na pluralidade das existências. Esse 

despreparo ou resistência só vem a tornar mais doloroso o período que o sucede, o qual 

já citamos e chamamos de “luto”, dificultando o seu desenvolvimento sadio e as lições 

espirituais que dele poderíamos absorver. Sabiamente tem-se dito que quem não teme a morte 

não teme as dificuldades da vida, sendo o inverso igualmente verdadeiro. Ao aprendermos 

a nos preparar com serenidade para a morte ou para as possíveis perdas, sejam estas as 

nossas, as de quem amamos ou a que estamos apegados, aprenderemos a valorizar a vida, 

redimensionando nossa visão das coisas, pessoas e fatos à nossa volta, dando o real valor que 

devem possuir em nossas vidas. Com certeza viveremos e amaremos melhor.

Privar as crianças dessas verdades seria o mesmo que mentir para elas, revelando 

nossas fraquezas e medos. Desde cedo, de forma adequada ao seu nível de compreensão, ela 

deverá reconhecer a inevitabilidade da morte e suas conseqüências, e que ela não se trata de 

uma terrível ameaça, mas de um fenômeno de mutação natural à nossa evolução. Ocultar a 

verdade ou mentir à criança, além de adiar e acrescer sofrimentos futuros, subestimam sua 

capacidade de percepção do mundo, fazendo-a sentir-se enganada ou considerada ingênua, 

causando-lhe um profundo sentimento de solidão e insegurança com relação aos que a 

Todo ser humano, ao deparar-se com a dor da perda e da separação, não se permitindo 

“processá-la” de forma equilibrada, pode vir a transmutá-la em enfermidades físicas, mentais 

e espirituais, e na criança não é diferente. O processo de “luto” saudavelmente finalizado 

permite ao ser que sofre a compreensão e internalização definitiva da perda, cedendo o espaço 

disponível para outras relações e aquisições necessárias. 

Algumas pessoas argumentam que as crianças não possuem capacidade para apreender 

o real sentido da morte. Em parte têm razão, dado sua imaturidade psico-fisiológica, mas isso 

não lhes tira a capacidade de apreendê-lo de forma gradual e adequada à sua possibilidade 

perceptiva. Pesquisas realizadas por estudiosos na área demonstram que quanto maior número 

de informações possam obter, melhor apreendem o seu sentido. Até os cinco anos a criança 

ainda não percebe a morte como definitiva e irreversível, podendo esta se encontrar associada 

ao conceito de sono ou de separação. Essa noção de reversibilidade da morte pode explicar o 

Fonte: BARRRETO, E. F. P.; CARNEIRO, T. M. F. (organizadoras) Guia útil dos pais: Uma Abordagem 

Educacional Espírita. 2a Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004.

comportamento defensivo de crianças suicidas, podendo haver uma ligação entre o suicídio 

infantil e o conceito imaturo e distorcido da morte. Entre os cinco e os nove anos, a morte já 

é percebida como irreversível, mas não universal. A partir dos nove anos a morte é encarada 

como cessação de atividades com características universais e irreversíveis (esses dados podem 

sofrer variação segundo a individualidade de cada criança). 

Em contrapartida, é importante lembrar que falar a verdade a respeito da morte 

não significa uma exposição ostensiva à mesma. Os diálogos fraternos, sistemáticos e 

adequados à sua compreensão em certo possibilitarão o acesso a essas informações de forma 

menos traumática. Por exemplo, levar uma criança a funerais ou qualquer tipo de ritual 

fúnebre só deverá ocorrer com a sua expressão de aceitação e plena vontade, respeitando-
se seus limites emocionais e psicológicos. O que não lhe deve ser retirado é o direito de 

conhecer a verdade e de expressar seus sentimentos e necessidades da forma que lhe for mais 

conveniente. Mentiras, fantasias desnecessárias ou uma sinceridade cruel em nada facilitarão 

a compreensão da nova realidade.

Outro fator a acrescentar seria a forma como expressamos a nossa dor, os nossos 

medos e valores diante das crianças. Quando mais intensos e desequilibrados estes forem, 

maior a probabilidade de a criança os introjetar e repetir ao longo de sua vida. O ideal seria 

se expressássemos nossa dor da forma mais genuína e equilibrada possível, pois precisamos 

também nos lembrar do bem-estar dos demais envolvidos: de nós mesmos e de quem partiu, 

que também sofre as influências da separação.

Em resumo, o conhecimento e a compreensão dos fenômenos que envolvem a morte 

e as verdades espirituais deverão desde cedo ser inseridos na educação das crianças para 

que elas estejam mais bem preparadas quando a vida as tornarem forçosamente necessários. 

Utilizar-se de palavras, atitudes e experiências (jogos, estórias, técnicas psico-pedagógicas, 

etc) equilibradas e sadias em muito contribuirão para uma visão mais assertiva não somente 

da morte, mas de todos os fenômenos que envolvam a dor da perda, da separação e da solidão. 

Longe de enfraquecê-la e amedrontá-la (a fraqueza e o medo estão em nós, pois vemos o que 

somos), torná-la-ia mais forte e apta para a vida. 

Fonte: BARRRETO, E. F. P.; CARNEIRO, T. M. F. (organizadoras) Guia útil dos pais: Uma Abordagem

Educacional Espírita. 2a Edição – Fortaleza – CE: Edições GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão, 2004.